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Biografia - Raul Seixas

Biografia - Raul Seixas

Raul Seixas nasceu em Salvador em 1945, portanto é da mesma geração que definiu a tropicália: Betânia, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa entre tantos outros. Mas Raul, ao contrário destes, teve em sua infância um maior contato e assimilação do rock and roll já que era vizinho e amigo de filhos de famílias americanas que trabalhavam para o consulado americano na Bahia.

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Anos 70 Repercussão Nacional

Em 1972 alcançou a tão desejada repercussão nacional classificando duas músicas no Festival Internacional da Canção, evento de grande repercussão montado anualmente pela Rede Globo, um concurso de músicas. Raul participou com Let Me Sing Let Me Sing (que chegou às finais) e Eu Sou Eu Nicuri é o Diabo. A boa aceitação lhe valeu seu primeiro contrato com uma gravadora, a Philips Phonogram onde lançou um compacto de Let Me Sing Let Me Sing e o LP coletânea de covers 24 Maiores Sucessos da Era do Rock que nem tinha o nome de Raul. O segundo compacto, Ouro de Tolo, foi o seu primeiro grande sucesso, uma música com letra quase autobiográfica, mas também um deboche com a ditadura e o milagre econômico. Em 1973 saiu o LP Krig-Ha Bandolo! que se tornou uma grande referência da obra de Raul e que apresentava as primeiras parcerias de Raul com o companheiro de estudos esotéricos Paulo Coelho. Raul Seixas finalmente alcançou grande repercussão nacional como uma grande promessa de um novo compositor e cantor. Porém logo a imprensa e os fãs da época foram aos poucos percebendo que Raul não era apenas um cantor e compositor.

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Anos 70 Repercussão Nacional 2

No ano de 1974, por divulgar a Sociedade Alternativa, com Paulo Coelho nas suas apresentações, acabou sendo preso e torturado pelo DOPS, exilando-se nos Estados Unidos. Foi ali no exílio que Raul veio a conhecer alguns de seus ídolos como Elvis Presley, John Lennon e Jerry Lee Lewis. Voltou ao Brasil em 1974 em meio ao sucesso do segundo LP, Gita, possivelmente o seu lançamento de maior vendagem e repercussão, ganhando discos de ouro e participando da trilha sonoras da novela O Rebu. A Philips chegou mesmo a relançar 24 Maiores Sucessos da Era do Rock com um novo nome, 20 Anos de Rock e dessa vez tinha o nome de Raul em destaque. Seguiram-se então LPs de grande repercussão, Novo Aeon, Há 10 Mil Anos Atrás (último em parceria com Paulo Coelho), Raul Rock Seixas, O Dia Em Que a Terra Parou. Em 1975, casa-se com Gloria Vaquer, e grava o LP Novo Aeon, onde Raul compôs uma de suas músicas mais conhecidas, "Tente Outra Vez". O LP, porém, vendeu menos de 60 mil cópias. Em 1976, Raul supera a má-vendagem do disco anterior com o disco Há Dez Mil Anos Atrás. Neste mesmo ano, nasce sua segunda filha, Scarlet. Naquele final de década as coisas começaram a ficar ruins para Raul. A parceria com Paulo Coelho é desfeita. O cantor lança três discos pela WEA (hoje Warner Music Brasil), a partir de 1977, que fizeram sucesso de público e desgosto na crítica (O Dia Em Que A Terra Parou, que continha canções como "Maluco Beleza" e "Sapato 36"; Mata Virgem (de volta com a parceria de Paulo Coelho, em 1978 e Por Quem Os Sinos Dobram, em 1979). Por volta deste período, intensifica-se a parceria com o amigo Cláudio Roberto Andrade de Azevedo (geralmente creditado como Cláudio Roberto), com quem Raul compôs várias de suas canções mais conhecidas. A partir do final da década de 70 Raul Seixas começou a apresentar problemas de saúde em virtude do consumo exagerado de bebidas alcoólicas. Não parou porém de lançar discos e projetos, Mata Virgem, Por Quem os Sinos Dobram, Abre-te Sésamo. Passou a sofrer de hepatite crônica em virtude da bebida e cancelou diversos contratos e shows.

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Morte

As 50 apresentações pelo Brasil resultaram naquele que seria o último disco lançado em vida por Raul Seixas. O disco foi intitulado de A Panela do Diabo, que foi lançado pela Warner Music Brasil no dia 22 de agosto de 1989. Na manhã do dia 21 de agosto, Raul Seixas foi encontrado morto sobre a cama , por volta das oito horas da manhã em seu apartamento em São Paulo, vítima de uma parada cardíaca: seu alcoolismo, agravado pelo fato de ser diabético, e por não ter tomado insulina na noite anterior, causaram-lhe uma pancreatite aguda fulminante. O LP A Panela do Diabo vendeu 150.000 cópias, rendendo a Raul um disco de ouro póstumo, entregue à sua família e também a Marcelo Nova, tornando-se assim um dos discos de maior sucesso de sua carreira. Raul foi velado pelo resto do dia no Palácio das Convenções do Anhembi. No dia seguinte seu corpo foi levado por via aérea até Salvador e sepultado às 17 horas, no Cemitério Jardim da Saudade[2

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Adolescência

Foi por isso que se tornou-se fã ardoroso de Elvis Presley, fundando aos 14 anos um fã-clube brasileiro do cantor. Engana-se porém quem pensa que Raul renegou a cultura brasileira adotando o rock and roll; ele odiava a bossa nova, mas, como todos sabemos, acrescentou ao seu rock elementos de música nordestina como o baião, xaxado, música brega. Aluno relapso -repetiu várias vezes a segunda série ginasial- apesar de muito inteligente e leitor voraz, rapidamente se cansou da escola decidindo pela profissionalização como músico.

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Início na Música

Em 1962 em meio ao movimento bossa nova que explodia no Brasil, Raul montou sua primeira banda, Os Relâmpagos do Rock, que mais tarde mudou seu nome para The Panthers e finalmente Raulzito e os Panteras. Pela formação do grupo passaram entre outros além de Raul (vocal e guitarra), Thildo Gama, Pedrinho (guitarra), Mariano Lanat (baixo), Carleba (bateria). Logo abandonou a faculdade de direito. Já como Raulzito e os Panteras gravaram um compacto que foi distribuído para rádios com duas músicas (sendo uma versão de Elvis Presley). Apresentavam-se em clubes e algumas vezes em rádio e TV. Assim começaram a ficar famosos como expressão local do movimento Jovem Guarda da época -liderado por Roberto Carlos, Jerry Adriani, Erasmo Carlos, Wanderléa, etc, por sua vez versões brasileiras de sucessos dos Beatles-. Com o apoio de Jerry Adriani o grupo saiu em turnê pelo Brasil com os Panteras -abrindo os shows do primeiro- e em 1968 gravou o seu primeiro LP que não alcançou nenhuma repercussão a nível nacional. Por isso Raul voltou para Salvador possivelmente pretendendo abandonar a música. Raul saiu da Bahia novamente para tentar carreira de produtor na CBS onde produziu e compôs para Jerry Adriani, Renato e Seus Blue Caps, Trio Ternura, Sérgio Sampaio, entre outros astros da época. Perdeu este emprego por produzir e gastar dinheiro sem conhecimento dos seus superiores na prensagem de seu segundo LP, Sociedade da Grã Ordem Kavernista Apresenta Sessão das Dez.

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Anos 80 Altos e Baixos

Após a queda de vendagens nos últimos discos e um longo boicote de gravadoras, estourou novamente em 1983 com a música Carimbador Maluco, lançada em um single encartado junto com o LP Raul Seixas, mais tarde acrescida como faixa deste mesmo LP, mais famosa por ter sido usada no especial infantil Plunct Plact Zumm da Rede Globo. Seguiram-se os discos Metrô Linha 743, Uah Bap Lu Bap La Bein Bum (com aquele que foi seu último grande hit, Cowboy Fora da Lei) e A Pedra do Gênesis. Em Uah Bap Lu Bap La Bein Bum e A Pedra do Gênesis foram usadas faixas que deveriam ser parte de um projeto maior nunca lançado chamado Opus 666, elaborado a partir de 1982, após o fracasso de um outro projeto, Nuit. O projeto Opus 666 consistia de discos lançados em inglês e distribuídos fora do circuito padrão das gravadoras. A capa projetada para o Opus 666 terminou sendo usada em A Pedra do Gênesis. Em 1988 Raul passou a compor, gravar e excursionar com o também baiano Marcelo Nova, vocalista da banda Camisa de Vênus. O abortado Nuit teve música homônima lançada no LP A Panela do Diabo, sendo esta praticamente a única música que veio a público de todo o projeto original de Raul -que data de 1981, em parceria com Kika Seixas-. Alguns rumores davam conta de outro projeto, Persona, que também não deu certo. No ano de 1989, faz uma turnê com Marcelo Nova, agora parceiro musical, totalizando 50 apresentações pelo Brasil. Durante os shows, Raul mostra-se debilitado. Tanto que só participa de metade do show, a primeira metade é feita somente por Marcelo Nova.

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Após a morte

Depois de sua morte, Raul permaneceu entre as paradas de sucesso. Foram produzidos vários álbuns póstumos, como O Baú do Raul (1992), Raul Vivo (1993 - Eldorado), Se o Rádio não Toca... (1994 - Eldorado) e Documento (1998). Inúmeras coletâneas também foram lançadas, como Os Grandes Sucessos de Raul Seixas de (1993), a grande maioria sem novidades, mas algumas com músicas inéditas como As Profecias (com uma versão ao vivo de "Rock das Aranhas") de 1991 e Anarkilópolis (com "Cowboy Fora da Lei Nº2") de 2003. Sua penúltima mulher, Kika, já produziu um livro do cantor (O Baú do Raul), baseado em escritos dos diários de Raul Seixas desde os seis anos de idade até a sua morte. Em 2004, o canal a cabo Multishow promoveu um show especial de tributo a Raul, intitulado O Baú do Raul: Uma Homenagem a Raul Seixas. O show, gravado na Fundição Progresso (Rio de Janeiro) e lançado em CD e DVD, contou com artistas como Toni Garrido, CPM 22, Marcelo D2, Gabriel o Pensador, Arnaldo Brandão, Raimundos, Nasi, Caetano Veloso, Pitty e Marcelo Nova (os três últimos baianos, como Raul). Mesmo depois de sua morte, Raul Seixas continua fazendo sucesso entre novas gerações. Vinte anos depois de sua morte, o produtor musical Mazzola, amigo pessoal de Raul, divulgou a canção inédita "Gospel", censurada na década de 1970. A canção foi incluída na trilha sonora da telenovela Viver a Vida, da Rede Globo.

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#1982