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Frases de Ziraldo

Quando se fala em Ziraldo, a primeira coisa que nos vem a cabeça é: Menino Maluquinho, claro! O desenhista e escritor nasceu em Minas Gerais, encontrou nos desenhos uma forma de se expressar sem palavras.

Reminiscência

Ziraldo

pinterest

Nasci numa pequena cidade de Minas. Até aí nada demais. Muita gente nasce em cidades pequenas, distantes e quietas. Seria feliz, de qualquer maneira, se quem lê neste instante pudesse saber a alegria que existe em se nascer num lugar assim, em que as ruas pequenas e estreitas, as altas palmeiras, a água macia da chuva que cai sempre, as muitas estrelas e a lua, as pedrinhas das calçadas, a meninada, a carteira da sala de aula, a mestra e mais uma quantidade destas lembranças simples sejam, mais tarde, influências reais na vida da gente. Na vida de quem, afinal, preferiu enfrentar a cidade grande: as águas desse mar, a luz dessas lâmpadas frias, a sala fechada, triste e sem perspectivas em que se ganha a vida, a cadeira quente e insegura das tardes de ir e vir — pura fadiga — das empresas, a luta, a dura luta de ser alguém, um peixe grande em mar estranhamente grande. A verdade é que, um dia, a pensar e refletir na grama macia da pracinha da matriz, a criança decidiu sair. E a estrada se abriu a sua frente. Vir era uma idéia. Fixa. Caminhar era fácil. A chegada: a rua imensa, as buzinas, as luzes, sinal verde, aquela cidade grande, grande ali, na sua frente. Cada face, cada ser que passava — pra lá e pra cá — inquietamente, tanta gente, suada, apressada, sem alegria, sem alma, a alma cerrada, enrustida, cada triste surpresa era a chegada. Cheguei. Um táxi. A mala. As esquinas. Está bem, mas, que fazer? Sentei e pensei. Pela janela da casa alta vai a vida. Seria a vida? E disse a primeira frase na cidade grande, as primeiras palavras diante da grande luta e as palavras eram: Meu Deus, que saudade! E nem um dia me separava da pracinha da matriz. Cada dia que, a seguir, vi passar, esqueci. Diante da máquina, neste instante, há uma distância imensa entre aquele dia na missa cantada na minha igrejinha e este dia em que, diante de mim, diante de minha mulher e da minha casa feita de cidade grande, minhas filhas brincam de ser gente grande. E elas. Que vai ser delas? Sem palmeiras, sem um pai de ar grave; sem entender a chuva a cair em jardins humildes, nas margaridas branquinhas; sem entender de lua e de estrelas — que céu aqui, pra se ver nem se vê —, sem brincar na lama das ruas, a lama das chuvas, casca de palmeira, descer as barracas, nadar sem mamãe saber, nas águas escuras, fim de quintal, quintal, quintal? sem quintal? pedrinha de calçada, marcar a canivete sua inicial na carteira da sala. Ainda bem que nasceram meninas. Já é diferente. Será que é? Sei lá. Entre a chegada e este instante, lembrança nenhuma. Sei que cheguei. E sei mais: que esta página está é uma grande besteira, dura de cintura, sem graça, uma m... Já se vê que quem nasceu para caratinguense nunca chega a Rubem Braga. E também tem mais: Quem é capaz de escrever uma página literária decente — igual a essa (?) — sem usar uma vez sequer a letra O? Leiam mais uma vez. Atentamente. Se tiver um — além deste aí em cima — eu como!

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Palavras e imagens

Ziraldo

Antes de entender de palavras, minha cabeça já transava imagens.

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Caricatura

Ziraldo

O que tentei foi fazer exatamente uma transposição de linguagem: dizer com caricatura o que Drummond disse com palavras.

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Deus é brasileiro

Ziraldo

Quem pensa que Deus é brasileiro pode estar certo: ele se mudou.

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Vitória

Ziraldo

pinterest

Conseguimos a vitória que é a democracia, mas não é só isso que precisamos.

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Livro

Ziraldo

Livro: gênero de primeira necessidade.

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Sátira

Ziraldo

Todo equívoco humano é satirizável. Enquanto houver ser humano com suas carências, inseguranças e dúvidas, haverá sátira.

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Crianças infelizes

Ziraldo

Todos os canalhas foram crianças infelizes.

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Mais importante

Ziraldo

Ler é mais importante do que estudar.

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Alimento da alma

Ziraldo

O livro é o alimento da alma.

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No Brasil...

Ziraldo

pinterest

No Brasil, homem público é o masculino de mulher pública.

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Arte difícil

Ziraldo

Escrever é a arte mais difícil de se desenvolver.

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Aventura

Ziraldo

O importante é motivar a criança para leitura, para a aventura de ler.

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Colecionadores de piadas

Ziraldo

pinterest

Até prova em contrário posso me considerar um dos maiores colecionadores de piadas do Brasil. Já recolhi mais de umas cinco mil por aí e tenho as melhores delas já publicadas na série (em oito volumes, até agora) editadas pelo Pasquim. Nós temos alguns personagens que são mais constantes do anedótico brasileiro: o português, o papagaio, a bicha, o gago, o fanho e o mineiro, entre outros. Acho que a anedota é um bom caminho para se entender as pessoas. Afinal, ela nasce do senso de observação daqueles que, ao entender a vida, preferem rir dela do que amaldiçoá-la.

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Peixe

Ziraldo

Só jogue no rio (ou no mar) o que o peixe pode comer.

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Caras

Ziraldo

Quem mostrou a bunda em Caras, jamais mostrará a cara em Bundas.

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Restaurante

Ziraldo

No meio da moderna África de hoje, um cliente entra num restaurante pra canibais: - Me vê uma popinha recheada. - Perdão senhor, mas não temos. - Então me serve um braço assado? - Estamos em falta. - Como estão em falta? Eu vi um homem inteirinho ali na geladeira... - Ah, sim. É verdade. Mas aquele morreu de Diabete e nós tamos guardando ele pra fazer compota.

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