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Melhores Poetas

Reunimos, numa só página, grandes nomes da poesia do mundo. O português Fernando Pessoa, o chileno Pablo Neruda e o checo Maria Rilke são alguns dos ilustres nomes que compõem nossa página.

Querer

Pablo Neruda

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Não te quero senão porque te quero E de querer-te a não querer-te chego E de esperar-te quando não te espero Passa meu coração do frio ao fogo. Te quero só porque a ti te quero, Te odeio sem fim, e odiando-te rogo, E a medida de meu amor viageiro É não ver-te e amar-te como um cego. Talvez consumirá a luz de janeiro Seu raio cruel, meu coração inteiro, Roubando-me a chave do sossego. Nesta história só eu morro E morrerei de amor porque te quero, Porque te quero, amor, a sangue e a fogo.

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Eu carrego você comigo

E. E. Cummings

Carrego seu coração comigo Eu carrego no meu coração Nunca estou sem ele Onde quer que vá, você vai comigo E o que quer que faça Eu faço por você Não temo meu destino Você é meu destino meu doce Eu não quero o mundo por mais belo que seja Você é meu mundo, minha verdade. Eis o grande segredo que ninguém sabe. Aqui está a raiz da raiz O broto do broto e o céu do céu De uma árvore chamada VIDA Que cresce mais que a alma pode esperar ou a mente pode esconder E esse é o pródigo que mantém as estrelas á distancia Eu carrego seu coração comigo Eu o carrego no meu coração.

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Uma hora para a loucura e a alegria

Walt Whitman

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Uma hora para a loucura e a alegria! Ó furiosos! Oh, não me confinem! (O que é isto que me liberta assim nas tempestades? Que significam meus gritos em meio aos relâmpagos e aos ventos rugidores?) Oh, beber os delírios místicos mais fundamente que qualquer outro homem! Ó dolências selvagens e ternas! (Recomendo-as a vocês, minhas crianças, Dou-as a vocês, como razões, ó noivo e noiva!) Oh, me entregar a vocês, quem quer que sejam vocês, e vocês se entregarem a mim, num desafio ao mundo! Oh, retornar ao Paraíso! Ó acanhados e femininos! Oh, puxar vocês para mim, e plantar em vocês pela primeira vez os lábios de um homem decidido. Oh, o quebra-cabeça, o nó de três voltas, o poço fundo e escuro – tudo isso a se desatar e a se iluminar! Oh, precipitar-me onde finalmente haverá espaço e ar o bastante! Ser absolvido de laços e convenções prévias, eu dos meus e vocês dos seus! Encontrar uma nova relação – desinteressada – com o que há de melhor na Natureza! Tirar da boca a mordaça! Ter hoje ou todos os dias o sentimento de que sou suficiente como sou! Oh, qualquer coisa ainda não experimentada! Qualquer coisa em transe! Escapar totalmente aos grilhões e âncoras dos outros! Libertar-me! Amar livremente! Arremeter perigosa e imprudentemente! Cortejar a destruição com zombarias e convites! Ascender, galgar os céus do amor que foi indicado para mim! Subir até lá com minha alma inebriada! Perder-me, se preciso for! Alimentar o resto da vida com uma hora de completude e liberdade! Com uma hora breve de loucura e alegria.

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Rubayat

Omar Khayyam

Nunca murmurei uma prece, nem escondi os meus pecados. Ignoro se existe uma Justiça, ou Misericórdia; mas não desespero: sou um homem sincero. Alcorão, o livro supremo, pode ser lido às vezes, mas ninguém se deleita sempre em suas páginas. No copo de vinho está gravado um texto de adorável sabedoria que a boca lê, a cada vez com mais delícia. Que pobre o coração que não sabe amar e não conhece o delírio da paixão. Se não amas, que sol pode te aquecer, ou que lua te consolar? Tenho igual desprezo por libertinos ou devotos. Quem irá dizer se terão o Céu ou o Inferno? Conheces alguém que visitou esses lugares? E ainda queres encher o mar com pedras?

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Abismo

Fernando Pessoa

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Olho o Tejo, e de tal arte Que me esquece olhar olhando, E súbito isto me bate De encontro ao devaneando — O que é sério, e correr? O que é está-lo eu a ver? Sinto de repente pouco, Vácuo, o momento, o lugar. Tudo de repente é oco — Mesmo o meu estar a pensar. Tudo — eu e o mundo em redor — Fica mais que exterior. Perde tudo o ser, ficar, E do pensar se me some. Fico sem poder ligar Ser, idéia, alma de nome A mim, à terra e aos céus... E súbito encontro Deus.

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Poetas Velhos

Paulo Leminski

Bom dia, poetas velhos. Me deixem na boca o gosto dos versos mais fortes que não farei. Dia vai vir que os saiba tão bem que vos cite como quem tê-los um tanto feito também, acredite.

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O torso arcaico de Apolo

Rainer Maria Rilke

Não conhecemos sua cabeça inaudita Onde as pupilas amadureciam. Mas Seu torso brilha ainda como um candelabro No qual o seu olhar, sobre si mesmo voltado Detém-se e brilha. Do contrário não poderia Seu mamilo cegar-te e nem à leve curva Dos rins poderia chegar um sorriso Até aquele centro, donde o sexo pendia. De outro modo erger-se-ia esta pedra breve e mutilada Sob a queda translúcida dos ombros. E não tremeria assim, como pele selvagem. E nem explodiria para além de todas as fronteiras Tal como uma estrela. Pois nela não há lugar Que não te mire: precisas mudar de vida.

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A Eternidade

Arthur Rimbaud

De novo me invade. Quem? – A Eternidade. É o mar que se vai Como o sol que cai. Alma sentinela, Ensina-me o jogo Da noite que gela E do dia em fogo. Das lides humanas, Das palmas e vaias, Já te desenganas E no ar te espraias. De outra nenhuma, Brasas de cetim, O Dever se esfuma Sem dizer: enfim. Lá não há esperança E não há futuro. Ciência e paciência, Suplício seguro. De novo me invade. Quem? – A Eternidade. É o mar que se vai Com o sol que cai.

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Angústia

Stephane Mallarmé

Não vim domar teu corpo esta noite, ó cadela Que encerras os pecados de um povo, ou cavar Em teus cabelos torpes a triste procela No incurável fastio em meu beijo a vazar: Busco em teu leito o sono atroz sem devaneios Pairando sob ignotas telas do remorso, E que possas gozar após negros enleios, Tu que acima do nada sabes mais que os mortos: Pois o Vício, a roer minha nata nobreza, Tal como a ti marcou-me de esterilidade, Mas enquanto teu seio de pedra é cidade. De um coração que crime algum fere com presas, Pálido, fujo, nulo, envolto em meu sudário, Com medo de morrer pois durmo solitário.

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Morte por água

T. S. Elliot

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Flebas, o Fenício, morto há quinze dias, Esqueceu o grito das gaivotas e o marulho das vagas E os lucros e prejuízos. Uma corrente submarina Roeu-lhe os ossos em surdina. Enquanto subia e descia Ele evocava as cenas de sua maturidade e juventude Até que ao torvelinho sucumbiu. Gentio ou judeu Ó tu que o leme giras e avistas onde o vento se origina, Considera a Flebas, que foi um dia alto e belo como tu.

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