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Imagens Reflexivas para a Vida. Leia, pense e medite.

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Poemas de Castro Alves

As duas flores

Castro Alves

São duas flores unidas São duas rosas nascidas Talvez do mesmo arrebol, Vivendo,no mesmo galho, Da mesma gota de orvalho, Do mesmo raio de sol. Unidas, bem como as penas das duas asas pequenas De um passarinho do céu... Como um casal de rolinhas, Como a tribo de andorinhas Da tarde no frouxo véu. Unidas, bem como os prantos, Que em parelha descem tantos Das profundezas do olhar... Como o suspiro e o desgosto, Como as covinhas do rosto, Como as estrelas do mar. Unidas... Ai quem pudera Numa eterna primavera Viver, qual vive esta flor. Juntar as rosas da vida Na rama verde e florida, Na verde rama do amor!

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Amar e Ser Amado

Castro Alves

Amar e ser amado! Com que anelo Com quanto ardor este adorado sonho Acalentei em meu delírio ardente Por essas doces noites de desvelo! Ser amado por ti, o teu alento A bafejar-me a abrasadora frente! Em teus olhos mirar meu pensamento, Sentir em mim tu’alma, ter só vida P’ra tão puro e celeste sentimento Ver nossas vidas quais dois mansos rios, Juntos, juntos perderem-se no oceano, Beijar teus labios em delírio insano Nossas almas unidas, nosso alento, Confundido também, amante, amado Como um anjo feliz... que pensamento!?

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O "Adeus" de Teresa

Castro Alves

A vez primeira que eu fitei Teresa, Como as plantas que arrasta a correnteza, A valsa nos levou nos giros seus E amamos juntos E depois na sala "Adeus" eu disse-lhe a tremer com a fala E ela, corando, murmurou-me: "adeus." Uma noite entreabriu-se um reposteiro. . . E da alcova saía um cavaleiro Inda beijando uma mulher sem véus Era eu Era a pálida Teresa! "Adeus" lhe disse conservando-a presa E ela entre beijos murmurou-me: "adeus!" Passaram tempos séculos de delírio Prazeres divinais gozos do Empíreo ... Mas um dia volvi aos lares meus. Partindo eu disse - "Voltarei! descansa!. . . " Ela, chorando mais que uma criança, Ela em soluços murmurou-me: "adeus!" Quando voltei era o palácio em festa! E a voz dela e de um homem lá na orquestra Preenchiam de amor o azul dos céus. Entrei! Ela me olhou branca surpresa! Foi a última vez que eu vi Teresa! E ela arquejando murmurou-me: "adeus!"

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Noite de amor

Castro Alves

Passava a lua pelo azul do espaço De teu regaço A namorar o alvor! Como era tema no seu brando lume... Tive ciúme De ver tanto amor. Como de um cisne alvinitentes plumas Iam as brumas A vagar nos céus, Gemia a brisa — perfumando a rosa — Terna, queixosa Nos cabelos teus. Que noite santa! Sempre o lábio mudo A dizer tudo A suspirar paixão De espaço a espaço — um fervoroso beijo E após o beijo E tu dizias — "Não!... " Eu fui a brisa, tu me foste a rosa, Fui mariposa — Tu me foste a luz! Brisa — beijei-te; mariposa — ardi-me, E hoje me oprime Do martírio a cruz E agora quando na montanha o vento Geme lamento De infinito amor, Buscando debalde te escutar as juras Não mais venturas... Só me resta a dor. Seria um sonho aquela noite errante?... Diz, minha amante!... Foi real... bem sei... Ai! não me negues... Diz-me a lua, o vento Diz-me o tormento... Que por ti penei!

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A canção do africano

Castro Alves

Lá na úmida senzala, Sentado na estreita sala, Junto ao braseiro, no chão, Entoa o escravo o seu canto, E ao cantar correm-lhe em pranto Saudades do seu torrão ... De um lado, uma negra escrava Os olhos no filho crava, Que tem no colo a embalar... E à meia voz lá responde Ao canto, e o filhinho esconde, Talvez pra não o escutar! "Minha terra é lá bem longe, Das bandas de onde o sol vem; Esta terra é mais bonita, Mas à outra eu quero bem! "0 sol faz lá tudo em fogo, Faz em brasa toda a areia; Ninguém sabe como é belo Ver de tarde a papa-ceia! "Aquelas terras tão grandes, Tão compridas como o mar, Com suas poucas palmeiras Dão vontade de pensar ... "Lá todos vivem felizes, Todos dançam no terreiro; A gente lá não se vende Como aqui, só por dinheiro". O escravo calou a fala, Porque na úmida sala O fogo estava a apagar; E a escrava acabou seu canto, Pra não acordar com o pranto O seu filhinho a sonhar!

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Minha saudades

Castro Alves

Eu já namorei jogando pedras Na janela de minha amada. E recitava Castro Alves, Para chamar a atenção dela, Mostrando-me um revolucionário Um contra-ponto, nas ordens do dia. Eu já namorei empunhando um violão, Dando-me em segundo plano, Pois ela prestava atenção Mais as canções do que a mim. Tempo, tempo, aonde vamos nós? Tu apressado, nós correndo, Pra onde? Hoje eu tenho o meu amor, Mas por mim ainda andava vagando Nas ruas seguras da minha cabeça. Ainda chorava, escrevia cartas Com caneta tinteiro. Ainda levava ao meu amor um cacho de jasmim, E não saia te seguindo, tempo, Me segurava abraçado ao peitoril da casa dela Quando visse apenas uma ameaça de vento. E ficava por lá, contando estórias, Ouvindo os pássaros nas matas, A começar pela madrugada Quando devagarinho voltava pra casa Como o coração cheinho de esperança.

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A violeta

Castro Alves

A ROSA vermelha Semelha Beleza de moça vaidosa, indiscreta. As rosas são virgens Que em doudas vertigens Palpitam, Se agitam E murcham das salas na febre inquieta. Mas ai! Quem não sonha num trêmulo anseio Prendê-las no seio Saudoso o Poeta. Camélias fulgentes, Nitentes, Bem como o alabastro de estátua quieta... Primor... sem aroma! Partida redoma! Tesouro Sem ouro! Que valem sorrisos em boca indiscreta? Perdida! Não sonha num tremulo anseio Prender-te no seio Saudoso o Poeta Bem longe da festa Modesta Prodígios de aroma guardando discreta Existe da sombra, Na lânguida alfombra, Medrosa, Mimosa, Dos anjos errantes a flor predileta Silêncio! Consintam que em trêmulo anseio Prendendo-a no seio Suspire o Poeta. Ó Filha dos ermos Sem temos! O casta, suave, serena Violeta Tu és entre as flores A flor dos amores Que em magos Afagos Acalma os martírios de uma alma inquieta. Por isso é que sonha num trêmulo anseio, Prender-te no seio Saudoso o Poeta! ...

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