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Poemas de Rimbaud

Ma Bohème (Fantasie)

Rimbaud

E lá me ia, as mãos nos bolsos furados, E meu casaco era também o ideal. Eu ia sob o céu, Musa! e te era leal; Oh! lá! lá! que esplêndidos amores sonhados! Minha única calça estava em frangalhos — Pequeno Polegar sonhador, em minha fuga eu ia Desfiando rimas e sob a Ursa Maior adormecia, Ouvindo no céu o doce rumor das estrelas. Sentado à beira das estradas eu as ouvia, Belas noites de setembro em que eu sentia O orvalho em meu rosto como um vinho forte; Quando compondo em meio a sombras fantásticas, Como uma lira eu puxava os elásticos De meus sapatos gastos, um pé junto ao meu peito!

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Terceiro Soneto de Les Stupra

Rimbaud

Franzida e obscura como um ilhós Violeta, Ela respira, humilde, entre a relva Rociada Ainda do amor que desce a branda Rampa das Brancas nádegas até o coração da Greta. Filamentos iguais a lágrimas de leite Choraram sob o vento atroz que os Arrecada E os impele através de marnas Arruivadas Até perderem-se na fenda dos Deleites.

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Ao Sol

Rimbaud

Ela foi encontrada! Quem? A eternidade. É o mar misturado Ao sol. Minha alma imortal, Cumpre a tua jura Seja o sol estival Ou a noite pura. Pois tu me liberas Das humanas quimeras, Dos anseios vãos! Tu voas então... — Jamais a esperança. Sem movimento. Ciência e paciência, O suplício é lento. Que venha a manhã, Com brasas de satã, O dever É vosso ardor. Ela foi encontrada! Quem? A eternidade. É o mar misturado Ao sol.

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No Cabaré Verde

Rimbaud

Às cinco horas da tarde Oito dias a pé, as botas rasgadas Nas pedras do caminho: em Charleroi arrio. — No Cabaré-Verde: pedi umas torradas Na manteiga e presunto, embora meio frio. Reconfortado, estendo as pernas sob a mesa Verde e me ponho a olhar os ingênuos motivos De uma tapeçaria. — E, adorável surpresa, Quando a moça de peito enorme e de olhos vivos — Essa, não há de ser um beijo que a amedronte! — Sorridente me trás as torradas e um monte De presunto bem morno, em prato colorido; Um presunto rosado e branco, a que perfuma Um dente de alho, e um chope enorme, cuja espuma Um raio vem dourar do sol amortecido.

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Canção da Torre Mais Alta

Rimbaud

Mocidade presa A tudo oprimida Por delicadeza Eu perdi a vida. Ah! Que o tempo venha Em que a alma se empenha. Eu me disse: cessa, Que ninguém te veja: E sem a promessa De algum bem que seja. A ti só aspiro Augusto retiro. Tamanha paciência Não me hei de esquecer. Temor e dolência, Aos céus fiz erguer. E esta sede estranha A ofuscar-me a entranha. Qual o Prado imenso Condenado a olvido, Que cresce florido De joio e de incenso Ao feroz zunzum das Moscas imundas.

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Sensation

Nas belas tardes de verão, pelas estradas irei, Roçando os trigais, pisando a relva miúda: Sonhador, a meus pés seu frescor sentirei: E o vento banhando-me a cabeça desnuda. Nada falarei, não pensarei em nada: Mas um amor imenso me irá envolver, E irei longe, bem longe, a alma despreocupada, Pela Natureza — feliz como com uma mulher.

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Baile dos Enforcados (Fragmento)

Rimbaud

Dançam, dançam os paladinos, Os magros paladinos do diabo, Os esqueletos dos Saladinos.

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Minha Boemia

Rimbaud

Eu caminhava, as mãos soltas nos bolsos gastos; O meu paletó não era bem o ideal; Ia sob o céu, Musa! Teu amante leal; Ah! E sonhava mil amores insensatos Minha única calça tinha um largo furo. Pequeno Polegar, eu tecia no percurso Um rosário de rimas. A Grande Ursa, O meu albergue, brilhava no céu escuro. Sentado na sargeta, só, eu a ouvia Nessa noite de setembro em que sentia O odor das rosas, que vinho vigoroso! Ali, entre inúmeros ombros fantásticos, Rimava com a débil lira dos elásticos De meus sapatos, e o coração doloroso!

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