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Saudade sem Fim

Mensagens de Saudade sem Fim. O Sentimento que não Acaba.

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Profundas

Frases Profundas. Sempre é tempo de refletir.

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Poemas de João de Deus

Caridade

Eu podia falar todas as línguas Dos homens e dos anjos; Logo que não tivesse caridade, Já não passava de um metal que tine, De um sino vão que soa. Podia ter o dom da profecia, Saber o mais possível, Ter fé capaz de transportar montanhas; Logo que eu não tivesse caridade, Já não valia nada! Eu podia gastar toda afortuna A bem dos miseráveis, Deixar que me arrojassem vivo às chamas; Logo que eu não tivesse caridade, De nada me servia! A caridade é dócil, é benévola, Nunca foi invejosa, Nunca procede temerariamente, Nunca se ensoberbece! Não é ambiciosa; não trabalha Em seu proveito próprio; não se irrita; Nunca suspeita mal! Nunca folgou de ver uma injustiça; Folga com a verdade! Tolera tudo! Tudo crê e espera! Em suma tudo sofre!

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Avarento

Puxando um avarento de um pataco Para pagar a tampa de um buraco Que tinha já nas abas do casaco, Levanta os olhos, vê o céu opaco, Revira-os fulo e dá com um macaco Defronte, numa loja de tabaco... Que lhe fazia muito mal ao caco! Diz ele então Na força da paixão: — Há casaco melhor que aquela pele? Trocava o meu casaco por aquele... E até a mim... por ele. Tinha razão, Quanto a mim. Quem não tem coração, Quem não tem alma de satisfazer As niquices da civilização, Homem não deve ser; Seja saguim, Que escusa tanga, escusa langotim: Vá para os matos, Já não sofre tratos A calçar botas, a comprar sapatos; Viva nas tocas como os nossos ratos, E coma cocos, que são mais baratos!

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Primeiro Amor

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Ó Mãe... de minha mãe! Explica-me o segredo Que eu mesmo a Deus sem medo Não ia confessar: Aquele seu olhar Persegue-me, e receio, Pressinto no meu seio Ergue-se-me outro altar! Eu em o vendo aspiro Um ar mais puro, e tremo... Não sei que abismo temo Ou que inefável bem... Oh! e como eu suspiro Em êxtase o seu nome!... Que enigma me consome, Ó Mãe de minha mãe!

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Escreve

Não sei o que supor Do teu silêncio. Escreve! Quem é amado deve Ser grato ao menos, flor! Se eu fosse tão feliz Que te falasse um dia, De viva voz diria Mais do que a carta diz. Mas olha, tal qual é, Não rias desse escrito, Que pouco ou muito é dito Tudo de boa-fé. Há nesse teu olhar A doce luz da Lua, Mas luz que se insinua A ponto de abrasar... Pareça nele, sim, Que há só doçura, embora, Há fogo que devora... Que me devora a mim! Que mata, mas que dá Uma suave morte; Mata da mesma sorte Que uma árvore que há; Que ao pé se lhe ficou Acaso alguém dormindo Adormeceu sorrindo... Porém não acordou! Esse teu seio então... Que encantadora curva! Como de o ver se turva A vista e a razão! Como até mesmo o ar Suspende a gente logo, Pregando olhos de fogo Em tão formoso par! Ó seio encantador, Delicioso seio! Que júbilo, que enleio, Libar-lhe o néctar, flor! Eu tenho muita vez Já visto a borboleta Na casta violeta Pousar os leves pés; E num enlevo tal, Numa avidez tamanha, Que a gente a não apanha Com dó de fazer mal! Pegada à flor então No pé curvinho e mole, As asas nem as bole Toda sofreguidão! Pousou... adormeceu! Só vê, só ouve e sente O cálix rescendente Daquele mel do céu! Pois vê com que prazer E com que ardente sede Te havia... que não hei-de!... Também beijar, sorver! Mas eu só peço dó, Só peço piedade! Mata-me a saudade Com duas Unhas só! Eu, a não ser em ti, Achar alívios onde? Escreve-me! responde A carta que escrevi! Cansado de esperar Às vezes quando saio, Pensas que me distraio? Pois volto com pesar! Concentra-se-me em ti A alma de tal modo, Que esse bulício todo Nem o ouvi, nem vi! Ninguém te substitui Porque só tu és bela! Que estrela a minha estrela, E que infeliz que eu fui! Mas devo-te supor Sempre indulgente e boa: Escreve-me e perdoa Meu violento amor! Respeita uma afeição Inútil mas sincera! Tu és mulher, pondera O que é uma paixão. Com sangue era eu capaz De te escrever; portanto, Tinta não custa tanto, E não me escreverás? Uma palavra, sim, Que me não amas... queres? Enquanto me escreveres, Tu pensarás em mim! Só essa ideia, crê, Encerra mais doçura Que as provas de ternura Que outra qualquer me dê!

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O Dinheiro

O dinheiro é tão bonito, Tão bonito, o maganão! Tem tanta graça, o maldito, Tem tanto chiste, o ladrão! O falar, fala de um modo... Todo ele, aquele todo... E elas acham-no tão guapo! Velhinha ou moça que veja, Por mais esquiva que seja, Tlim! Papo. E a cegueira da justiça Como ele a tira num ai! Sem lhe tocar com a pinça; E só dizer-lhe: Aí vai... Operação melindrosa, Que não é lá qualquer coisa; Catarata, tome conta! Pois não faz mais do que isto, Diz-me um juiz que o tem visto: Tlim! Pronta. Nessas espécies de exames Que a gente faz em rapaz, São milagres aos enxames O que aquele demo faz! Sem saber nem patavina De gramática latina, Quer-se um rapaz dali fora? Vai ele com tais falinhas, Tais gaifonas, tais coisinhas... Tlim! Ora... Aquela fisionomia É lábia que o demo tem! Mas numa secretaria Aí é que é vê-lo bem! Quando ele de grande gala, Entra o ministro na sala, Aproveita a ocasião: Conhece este amigo antigo? — Oh, meu tão antigo amigo! (Tlim!) Pois não!

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Amigo Velho

Uma vez encontramo-nos os dois Nesse mar da política; depois, Como diversa bússola nos guia, Cada qual foi seu rumo: todavia, Em certas almas nunca se oblitera A afeição de um companheiro antigo: Sou para vós por certo o que então era; E eu, como então na minha primavera, Abraço o venerando e velho amigo!

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Mãe e Filho

Primícias do meu amor! Meu filhinho do meu seio Tenro fruto que à luz veio Como à luz da aurora a flor! Na tua face inocente, De teu pai a face beijo, E em teus olhos, filho, vejo Como Deus é providente; Via em lâmina dourada O meu rosto todo o dia, E a minha alma não havia De a ver nunca retratada? Quando o pai me unia à face E em seus braços me apertava, Pomba ou anjo nos faltava Que ambos juntos abraçasse! Felizmente Deus que o centro Vê da Terra e vê do abismo, Que bem sabe no que eu cismo, Na minha alma um altar viu dentro: Mas com lâmpada sem brilho, Sem o deus a que era feito... Bafeja-me um dia o peito, E eis feito o meu gosto, filho! Como em lágrimas se espalma Dor íntima e se esvaece De alma o resto quem pudesse Vazar todo na tua alma! Mas em ti minha alma habita! Mas teu riso a vida furta... Mas que importa! (morte curta!) Se um teu beijo ressuscita!

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Não!

Tenho-te muito amor, E amas-me muito, creio: Mas ouve-me, receio Tomar-te desgraçada: O homem, minha amada, Não perde nada, goza; Mas a mulher é rosa... Sim, a mulher é flor! Ora e a flor, vê tu No que ela se resume... Faltando-lhe o perfume, Que é a essência dela, A mais viçosa e bela Vê-a a gente e... basta. Sê sempre, sempre, casta! Terás quanto possuo! Terás, enquanto a mim Me alumiar teu rosto, Uma alma toda gosto, Enlevo, riso, encanto! Depois terás meu pranto Nas praias solitárias... Ondas tumultuárias De lágrimas sem fim! À noite, que o pesar Me arrebatar de cada, Irei na campa rasa Que resguardar teus ossos, Ah! recordando os nossos Tão venturosos dias, Fazer-te as cinzas frias Ainda palpitar! Mil beijos, doce bem, Darei no pó sagrado, Em que se houver tornado Teu corpo tão galante! Com pena, minha amante, De não ter a morte Caído a mim em sorte... Caído em mim também! Já exalando os ais Na lúgubre morada Te vejo a sombra amada Sair da sepultura... A tua imagem pura, Fiel, mas ilusória... Gravada na memória Em traços tão leais! Então, se ainda ali Teus vaporosos braços Me podem dar abraços Como dão hoje em dia, Peço-te, sombra fria, No mais íntimo deles Que a mim também me geles, E fique ao pé de ti! Mas ai! meu coração! Tu porque assim te afliges, E trémula diriges A vista ao Céu piedoso? O quadro é horroroso, a cena triste e feia, Basta encerrar a ideia De uma separação... Mas ouve, existe Deus; Ora e se Deus existe, Tão horroroso e triste Que podes temer? Nada! Desfruta descansada O êxtase, o enleio Em que eu já saboreio O júbilo dos céus! Deixa-me nesse olhar Ver com a Lua assoma... Sim, deixa no aroma, Que a tua boca exala, Ver como a rosa fala Quando a aurora a inspira... Ver como a flor suspira Por ver o Sol raiar! A morte para amor É êxito sublime; A morte para o crime É que é amarga e feia: A morte não receia O verdadeiro amante! Por ela a cada instante Implora ela o Senhor. É juntos, tu verás, Que nós expiraremos! Sim, juntos que os extremos Olhares cambiando, Iremos despegando Do invólucro terreno O espírito serreno Como a eterna paz! Vê, só porque supus Chegado esse momento, Já esse olhar mais lento, As vistas mais serenas... Bruxuleando apenas Em lânguido desejo Simpático lampejo De uma inefável luz! Há neste triste vale De lágrimas a imagem De dois nessa passagem Para a eternidade: A névoa, a ansiedade, O júbilo que mata, Dão uma ideia exata Do trânsito fatal. Mas essa imagem, flor, É tão fiel, tão viva Que à sua luz ativa Se cresta a flor mimosa: E nem o homem goza; Se goza é um momento: Depois... o desalento! Depois... o desamor!

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