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Amor pra Vida Toda

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Poemas de Luís de Camões

Luís Vaz de Camões foi um poeta de Portugal, uma das maiores figuras da literatura em língua portuguesa e um dos grandes poetas do ocidente, ele morreu em 10 de junho de 1580 em Lisboa, Portugal. Confira e compartilhe alguns poemas dessa figura ilustre que separamos para você!

Cá nesta Babilónia

Cá nesta Babilônia, donde mana Matéria a quanto mal o mundo cria; Cá, onde o puro Amor não tem valia, Que a Mãe, que manda mais, tudo profana; Cá, onde o mal se afina, o bem se dana, E pode mais que a honra a tirania; Cá, onde a errada e cega Monarquia Cuida que um nome vão a Deus engana; Cá, neste labirinto, onde a Nobreza, O Valor e o Saber pedindo vão Às portas da Cobiça e da Vileza; Cá, neste escuro caos de confusão, Cumprindo o curso estou da natureza. Vê se me esquecerei de ti, Sião!

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Repouso na Alegria Comedido

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Leda serenidade deleitosa, Que representa em terra um paraíso; Entre rubis e perlas, doce riso, Debaixo de ouro e neve, cor-de-rosa; Presença moderada e graciosa, Onde ensinando estão despejo e siso Que se pode por arte e por aviso, Como por natureza, ser formosa; Fala de que ou já vida, ou morte pende, Rara e suave, enfim, Senhora, vossa, Repouso na alegria comedido: Estas as armas são com que me rende E me cativa Amor; mas não que possa Despojar-me da glória de rendido.

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Bem Sei, Amor, que é Certo o que Receio

Bem sei, Amor, que é certo o que receio; Mas tu, porque com isso mais te apuras, De manhoso, mo negas, e mo juras Nesse teu arco de ouro; e eu te creio. A mão tenho metida no meu seio, E não vejo os meus danos às escuras; Porém porfias tanto e me asseguras, Que me digo que minto, e que me enleio. Nem somente consinto neste engano, Mas inda to agradeço, e a mim me nego Tudo o que vejo e sinto de meu dano. Oh poderoso mal a que me entrego! Que no meio do justo desengano Me possa inda cegar um moço cego?

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Do Tempo que Fui Livre me Arrependo

O culto divinal se celebrava No templo donde toda criatura Louva o Feitor divino, que a feitura Com seu sagrado sangue restaurava. Amor ali, que o tempo me aguardava Onde a vontade tinha mais segura, Com uma rara e angélica figura A vista da razão me salteava. Eu crendo que o lugar me defendia De seu livre costume, não sabendo Que nenhum confiado lhe fugia, Deixei-me cativar; mas hoje vendo, Senhora, que por vosso me queria, Do tempo que fui livre me arrependo.

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Somente se Queixa de Amorosas Esquivanças

Ditoso seja aquele que somente Se queixa de amorosas esquivanças; Pois por elas não perde as esperanças De poder nalgum tempo ser contente. Ditoso seja quem estando ausente Não sente mais que a pena das lembranças; Porque ainda que se tema de mudanças, Menos se teme a dor quando se sente. Ditoso seja, enfim, qualquer estado, Onde enganos, desprezos e isenção Trazem um coração atormentado. Mas triste quem se sente magoado De erros em que não pode haver perdão Sem ficar na alma a mágoa do pecado.

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Erros Meus, Má Fortuna, Amor Ardente

Erros meus, má Fortuna, Amor ardente Em minha perdição se conjuraram; Os erros e a Fortuna sobejaram, Que para mim bastava Amor somente. Tudo passei; mas tenho tão presente A grande dor das cousas que passaram, Que já as frequências suas me ensinaram A desejos deixar de ser contente. Errei todo o discurso de meus anos; Dei causa a que a Fortuna castigasse As minhas mal fundadas esperanças. De Amor não vi senão breves enganos. Oh! Quem tanto pudesse, que fartasse Este meu duro Gênio de vinganças!

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Amor é um Fogo que Arde sem se Ver

Amor é um fogo que arde sem se ver; É ferida que dói, e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer. É um não querer mais que bem querer; É um andar solitário entre a gente; É nunca contentar-se e contente; É um cuidar que ganha em se perder; É querer estar preso por vontade; É servir a quem vence, o vencedor; É ter com quem nos mata, lealdade. Mas como causar pode seu favor Nos corações humanos amizade, Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

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Jurando de não Mais em Outra Ver-me

Como quando do mar tempestuoso O marinheiro todo trabalhado, De um naufrágio cruel saindo a nado, Só de ouvir falar nele está medroso; Firme jura que o vê-lo bonançoso Do seu lar o não tire sossegado; Mas esquecido já do horror passado, Dele a fiar se torna cobiçoso; Assi, Senhora, eu que da tormenta De vossa vista fujo, por salvar-me, Jurando de não mais em outra ver-me; Com a alma que de vós nunca se ausenta, Me torno, por cobiça de ganhar-me, Onde estive tão perto de perder-me.

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Amor

Amor é um brado afeito Que Deus no Mundo pôs e a Natureza Para aumentar as coisas que criou. De amor está sujeito Tudo quanto possui a redondeza; Nada sem este efeito se gerou. Por ele conservou A causa principal o Mundo amado Donde o pai famulento foi deitado. As coisas ele as ata e as conforma Com O Mundo,e reforma A matéria. Quem há que não o veja? Quanto meu mal deseja, sempre forma.

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Amor um Mal que Falta quando Cresce

Aquela fera humana que enriquece A sua presunçosa tirania Destas minhas entranhas, onde cria Amor um mal que falta quando cresce; Se nela o Céu mostrou (como parece) Quanto mostrar ao mundo pretendia, Porque de minha vida se injuria? Porque de minha morte se enobrece? Ora, enfim, sublimai vossa vitória, Senhora, com vencer-me e cativar-me; Fazei dela no mundo larga história. Pois, por mais que vos veja atormentar-me, Já me fico logrando desta glória De ver que tendes tanta de matar-me.

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Ditosa Ave

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Quem fosse acompanhando juntamente Por esses verdes campos a avezinha, Que depois de perder um bem que tinha, Não sabe mais que cousa é ser contente! E quem fosse apartando-se da gente, Ela por companheira e por vizinha, Me ajudasse a chorar a pena minha, E eu a ela também a que ela sente! Ditosa ave! que ao menos, se a natura A seu primeiro bem não dá segundo, Dá-lhe o ser triste a seu contentamento. Mas triste quem de longe quis ventura Que para respirar lhe falte o vento, E para tudo, enfim, lhe falte o mundo!

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