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Poemas Sobre Noite

A noite, cheia de mistérios, já rendeu bons poemas e vários namoros. Muitas declarações e muitas separações... Fascina, inspira, instiga.. Que noite incrível! Alguns poemas que falam sobre essa tal noite, cheia de surpresas!

Música

Cecília Meireles

Noite perdida, não te lamento: embarco a vida no pensamento, busco a alvorada do sonho isento, puro e sem nada, rosa encarnada, intacta, ao vento. Noite perdida, noite encontrada, morta, vivida, e ressuscitada... (Asa da lua quase parada, mostra-me a sua sombra escondida, que continua a minha vida num chão profundo! raiz prendida a um outro mundo.) Rosa encarnada do sonho isento, muda alvorada que o pensamento deixa confiada ao tempo lento... Minha partida, minha chegada, é tudo vento... Ai da alvorada! Noite perdida, noite encontrada...

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Noite de Sonhos Voada

Manuel da Fonseca

Noite de sonhos voada cingida por músculos de aço, profunda distância rouca da palavra estrangulada pela boca armodaçada noutra boca, ondas do ondear revolto das ondas do corpo dela tão dominado e tão solto tão vencedor, tão vencido e tão rebelde ao breve espaço consentido nesta angústia renovada de encerrar fechar esmagar o reluzir de uma estrela num abraço e a ternura deslumbrada a doce, funda alegria noite de sonhos voada que pelos seus olhos sorria ao romper de madrugada: Ó meu amor, já é dia!...

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Ó Noite, Coalhada nas Formas de um Corpo de Mulher

Fernando Namora

Ó noite, coalhada nas formas de um corpo de mulher vago e belo e voluptuoso, num bailado erótico, com o cenário dos astros, mudos e quedos. Estrelas que as suas mãos afagam e a boca repele, deixai que os caminhos da noite, cegos e rectos como o destino, suspensos como uma nuvem, sejam os caminhos dos poetas que lhes decoraram o nome. Ó noite, coalhada nas formas de um corpo de mulher! Esconde a vida no seio de uma estrela e fá-la pairar, assim mágica e irreal, para que a olhemos como uma lua sonâmbula.

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Entardecer na Praia da Luz

Albano Martins

Espreguiçados, os ramos das palmeiras filtram a luz que sobra do dia. É já noite nas folhas. O branco das paredes recolhe o sangue e o vinho de buganvílias e hibiscos. Bebe-os de um trago: saberás que, mais do que cegueira, a noite é uma embriaguez perfeita.

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Hora Mística

Afonso Duarte

Noite caindo ... Céu de fogo e flores. Voz de Crepúsculo exalando cores, O céu vai cheio de Deus e de harmonia. Silêncio ... Eis-me rezando aos fins do dia. Névoa de luz criando imagens na água, Nome das águas esculpindo os céus, Tarde aos relevos húmidos de frágua, Boca da noite, eis-me rezando a Deus. Eis-me entoando, a voz de cinza e ouro, Oh, cores na água vindo às mãos em branco! Minha ópera de Sol ao último arranco. E, oh! hora mística em que o olhar abraso, Sol expirando aos Pórticos do Ocaso! Dobra em meu peito um oceano em coro.

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A Mais Bela Noite do Mundo Hoje

Fernando Namora

Será o fim! Hoje nem este falso silêncio dos meus gestos malogrados debruçando-se sobre os meus ombros nus e esmagados! Nem o luar, pano baço de cenário velho, escutando a minha prisão de viver a lição que me ditavam: Menino! acende uma vela na tua vida, que o sol, a luz e o ar são perfumes de pecado. Tem braços longos e tentadores – o dia! Menino! recolhe-te na sombra do meu regaço que teus pés são feitos de barro e cansaço! (Era esta a voz do papão pintado de belo na máscara de papelão). Eram inúteis e magoadas as noites da minha rua... Noites de lua que lembravam as grilhetas da minha vida parada. Amanhã, terás os mestres, as aulas, os amigos e os livros e o espectáculo da morgue morando durante dias nos teus sentidos gorados. Amanhã, será o ultrapassar outra curva no teu caminho destinado. (Era esta a voz do papão que acendia a vela, tinha regaço de sombra e velava as noites da minha rua e a minha vida e pintava-se de belo na máscara de papelão). Hoje, será o fim! Hoje, nem a sombra do que há-de vir, nem os mestres, nem os amigos, nem os livros, nem a fragilidade dos meus pés feitos de barro e cansaço! Todas as minhas revoltas domadas, todos os meus gestos em meio e as minhas palavras sufocadas terão a sua hora de viver e amar! Hoje, nem o cadáver a sorrir na morgue, nem as mãos que ficaram angustiosas, arrepiadas no seu medo de findar! Hoje, será a mais bela noite do mundo!

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Poema da Utopia

Fernando Namora

A noite caiu sem manchas e sem culpa. Os homens tiraram as máscaras de bons atores. Findou o espetáculo. Tudo o mais é arrabalde. No alto, a utópica lua, vela comigo e sonha inutilmente com a verdade das coisas. Noite! Deixa-nos também dormir.

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Assovio

Cecília Meireles

Ninguém abra a sua porta para ver que aconteceu: saímos de braço dado, a noite escura mais eu. Ela não sabe o meu rumo, eu não lhe pergunto o seu: não posso perder mais nada, se o que houve já se perdeu. Vou pelo braço da noite, levando tudo que é meu: a dor que os homens me deram, e a canção que Deus me deu.

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Tu à Noite

Harold Pinter

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Tu à noite havias de escutar A trovoada e o ar ambulante. Tu nessa margem hás-de virar Para onde estão as intempéries dominantes. Toda essa honrada esperança Ruirá na ardósia, E destroçará o inverno Que vocifera a teus pés. Se bem que ardam os altares apaixonantes, E que o sol deliberado Faça ladrar a águia, Tu avançarás na corda bamba.

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Noturno

Juan Ramón Jiménez

Por onde quer que minha alma navegue, ou ande, ou voe, tudo, tudo é seu. Que tranquila em toda a parte, sempre; agora na alta proa que em duas pratas abre o azul profundo, descendo ao fundo ou subindo ao céu! Oh, que serena a alma quando se apoderou, como rainha solitária e pura, do seu império infindo!

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