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Esperando um Grande Amor

Dentre tantas pessoas no mundo, você ainda está destinado a encontrar um grande amor. Espere, imagine e mantenha a esperança viva. Mas, lembre-se que quando você encontrá-lo, a realidade será melhor do que qualquer sonho!

Vai que

Daniel Bovolento

Sumiu por aí e me disseram que ela tava perdida. Perdida não, escondida. Brincando de pique-esconde com a gente pra ver se a gente se lembrava dela e botava pra jogo as memórias boas que ela trouxe pra gente. Ah, eu procurei. E até me apaixonei por ela, rapaz. Cê podia ter conhecido e se apaixonado também e aproveitado que o contato com ela faz a gente suspirar e acreditar em todo o resto que já dizem não mais existir. Recriar essa utopia sentimental pra acreditar em conto de fadas de um jeito de gente grande.
Você podia ter vivido sem o coração apertado com ela, rapaz. Mas vai que vocês se esbarram noutro dia, por acaso ou poesia, e decidem se encontrar?

Comédias românticas

Daniel Bovolento

Você é um mistério mal resolvido – e espero que continue assim. Com esse quê de que pode ser real sem perder essa aura de ilusão que me mantém consciente de que pode ser tudo um sonho.
E é por isso que eu volto ao cinema em todas as sessões coruja de comédias românticas. Pra ver se eu esbarro numa garota tão perdida quanto eu no seu próprio mundo. Pra ver se eu encontro alguém que se apaixona tanto pelas histórias dos filmes a ponto de querer vivê-las a flor da pele como eu. Pra ver se dessa vez eu sento do lado de uma poltrona ocupada e recebo um sorriso desconhecido, mas ainda assim bonito. Mesmo que acendam as luzes. Mesmo que baixem os créditos finais. Mesmo que esvaziem as salas, eu ainda acho que um amor tão grande e tão bonito assim exista além das telas do cinema. O meu tipo de garota também acharia.

Entre Todas as Coisas

Filme

Daniel Bovolento

Depois da sessão coruja sempre bate saudades de você que não veio ainda. De você que podia ter recostado a cabeça no meu ombro durante o filme. De você que teria chorado porque eles se acertaram e deram certo depois do não-tão-felizes-assim para sempre. De você que ocupa um banco vazio do meu lado. Só que eles sempre acendem as luzes pra gente ir embora – e eu acho que você acaba indo mesmo. Porque eu sempre vou sozinho pra casa em altas horas da noite.
Mas todo filme trabalha com a gente para além da sua duração. E eu já me adianto nas flores e será que você vai gostar da gravata que eu coloquei? Você é meu amor imaginado. Sonhado pra aparecer um dia desses no meio das nossas loucuras. Com todos os nossos problemas e com aquela coisa que faça com que a gente se apaixone pelos olhos um do outro. Com calma pra eu não tropeçar e cair pra dentro de você. Me afogar. Me afundar. E não querer mais sair dali, mesmo que perdido. Você é o meu amor de roteiro romântico. Do tipo que perdoa as minhas maluquices e não pergunta o que eu conversei com meu terapeuta hoje. Do tipo que se magoa porque eu falei muito sobre a minha ex, me dá uns dois socos no ombro direito e vai dormir com o telefone desligado. Do tipo que eu reconheceria assim que tivesse a oportunidade de conduzir uma dança e pisar nos seus pés. Pra fazer a gente cair no meio de todo mundo. E pra você começar a rir desesperadamente e transformar o constrangimento em alegria.

Apaixone-se

Daniel Bovolento

Apaixone-se por um homem que vai chegar do nada ou que vai ser melhor amigo daquele mala do trabalho que insiste em te chamar pro Happy Hour com a galera da RH, ou nem ligue tanto assim de onde ele vem, se tá num cavalo branco ou se pegou o 432 em direção ao Maracanã. Apaixone-se por um cara que vai andar na Lapa feito bamba e vai te chamar pra jogar video game na social do apê dele na Tijuca num sábado de tardinha. Apaixone-se pela simplicidade do convite, pela falta de tato romântico de quem convida por querer te conhecer melhor e não ter medo de expor os fortes e os fracos – como a alergia de gatos e os quadros com frases de cinema na parede do quarto. Apaixone-se por um homem que te mostra a casa como se fosse o coração dele.
Apaixone-se pela maneira com que ele olha pra você feito o Brad Pitt olhando pra Angelina. E acredite nele – porque ele sabe mais do que as revistas de beleza e que o seu espelho – que você é verdadeiramente bonita. Apaixone-se pela mania dele de levantar da cadeira nos momentos tensos do filme, derrubando toda a pipoca no chão e pedindo desculpas. Você vai acabar descobrindo as esquisitices dele e as coisas todas que deveriam ter sido jogadas pra baixo do tapete feito poeira, mas pra ele não importa, não importa que você veja esse lado porque ele não tem medo. Apaixone-se por um cara que não tenha medo de te dizer não quando discordar de você. Por um cara que vai negar alguns caprichos, ligar pra ter DR e que vai ser tão preguiçoso quanto você na hora de levantar da cama na manhã pós-sexo. Apaixone-se pelo cara que vai rolar com você pela cama, pelo chão ou pela vida enquanto acha a coisa mais gostosa do mundo ter você ali.

Exista

Daniel Bovolento

Que a gente caia um pouco na rotina e não mude por isso. Que a gente saia da rotina e se encante com algumas aventuras de vez em quando. Que a gente saiba reconhecer o valor da companhia do outro. Que eu te ame como nunca amei ninguém e que você me modifique da maneira que o seu amor quiser.
Mais importante que isso tudo: que você exista. E que não demore tanto pra chegar na minha vida.

No portão

Tati Bernardi

Existe essa coisa simples, antiga e quase esquecida pela possibilidade infinita de se destrair com as mentiras modernas do mundo. Existe o amor, mas aonde ele foi parar depois de tudo isso?
Eu não tenho um portão para te esperar, como minha avó um dia esperou pelo meu avô e eles ficaram juntos por setenta anos. Talvez eu também seja engolida por esse mundo que cria tantas facilidade para a gente não sofrer.
Tenho medo de que tudo seja uma mentira e de verdade sinto que é, mas ainda acordo feliz todos os dias esperando que ao menos você seja de verdade.

Ao seu lado

Tati Bernardi

Eu não quero que você me busque num superpotente carro, eu só quero que quando você me beije, eu não deseje mais nenhuma força no universo.
Estou pouco me lixando se o restaurante tem várias cifras no “guia da folha”, mas gostaria muito que a gente esquecesse das mesas ao lado e risse a noite toda; eu até brindaria com água sem bolhinhas.
Sério que tem uma pousada megamaster com ofurô em cima da montanha e charretes cor-de-rosa que trazem o café da manhã? Dane-se, se você conseguir passar, nem que seja alguma horas, encantado pela gente, essa será a maior riqueza que eu poderia ganhar.
Sim, a tecnologia é mesmo fantástica, só que hoje eu queria sumir com você para um lugar onde não pegasse o celular, não pegasse internet , não pegasse televisão, mas a gente, em compensação, se pegasse muito.
Sim, sim, música eletrônica é demais, celebrar a vida com amigos é genial, pular bem alto é sensacional. Mas será que a gente não pode colocar um Cartola bem baixinho na vitrola e dançar sozinho no escuro, só hoje? Será que a gente não pode parar de adjetivar o mundo e se sentir um pouco?
Eu procuro você desde o dia em que nasci; não, eu não dependo de você nem pra andar, nem pra ser feliz, mas como seria bom andar e ser feliz ao seu lado.

Por amor, por você

Daniel Bovolento

De verdade, meu bem, eu não acredito que você exista. Mas cheguei à conclusão de que, se não for por amor, que seja por você.
Que eu te encontre num dia ensolarado, nublado, chuvoso, com névoa e te diga alguma coisa. Que eu te reconheça no momento exato em que puser meus olhos em você. E que você saiba que houve um encontro ali

Que transborde

Daniel Bovolento

Quero algo que vá além de um encontro casual ou uma paixão ordinária que não subiu a serra, não dobrou a esquina, não bateu na minha porta. Quero um amor que me ensine a amar com calma, bem devagarinho, que tenha paciência com as coisas erradas e os erros que vou cometer pelo caminho. Quero algo que me faça olhar pra dentro e revirar umas partes que eu mantinha escondidas, que eu tinha medo de mostrar ou encostar porque doía – e vai doer, mas vai fazer bem. Quero um amor desses que façam a gente correr no parque às 8h da manhã e ligar pro melhor amigo pra contar sobre o sorriso, o sexo, o cafuné, o tempo espreguiçado na cama com as luzes apagadas. Um amor de conchinha (por mais que eu odeie dormir agarrado). Um amor pra ação ou comédia romântica, você quem escolhe, meu bem.
Quero um amor, por mais que às vezes pareça que não quero, por mais que me esconda por trás de um discurso tão vazio quanto aquele que eu sinto. Quero um amor amado que não seja otimista nem pessimista, desses que falam do copo meio cheio ou meio vazio. Que se danem as metades incompletas! Eu quero mesmo é um amor que transborde.

Que haja amor

Leca Lichacovski

Que haja amor já no seu café da manhã. Que ela lhe prepare, com carinho, aquele café forte que você tanto gosta. Que haja amor nos abraços de despedida, de arrependimento, de conforto e de afago.
Que haja amor quando você pensar em desistir. Que ele lhe faça tentar um pouco mais e de novo. Que haja amor para que você aja mesmo cansado. Que ele seja o combustível para você seguir adiante.
Que haja amor em todos os beijos, porque beijar virou normal entre as bocas. Mas com sentimento é diferente, capaz de tocar a alma e reviver um coração que já não queria mais pulsar desse jeito.
Que haja amor para te fazer esquecer os machucados que amores passados causaram. Que o novo seja melhor e maior que o antigo. Que ele revigore cada célula do seu corpo e te encha de vida novamente. Que haja amor para te mostrar que corações são capazes de sarar.
Que haja amor ao dormir. Que ele invada seus sonhos e te faça voar. Que haja amor ao despertar e ao sair da cama na manhã fria. Que haja amor em todas as ocasiões dos seus dias. E, principalmente, que haja amor forte o bastante para te fazer voltar.

Entre Todas as Coisas

Amantes

Daniel Bovolento

Você não me conhece, mas eu suponho que poderíamos ser amantes. Ou amadores. Sempre achei que todo amante tivesse algo de amador e por isso as derrapadas pelo caminho. Poderíamos também ser amigos e você me contaria da tua vida com frequência pra me arrancar da realidade? Eu te mandaria postais e a gente viveria nessa espera ansiosa de receber respostas. Promete pra mim que me escreve? Descreve, me escreve no papel, me rabisca um pouco pra eu sentir que não sou imaginado no mundo. Que eu existo e tenho uma âncora feito você pra botar meu pé no chão.

Meu bem

Daniel Bovolento

Olha pra mim e diz que chegou. Eu já ando cansado de bater de porta em porta, sempre tentando, sempre com um sorrisão na cara e um buquê de flores ou um vinho desconhecido pra brindar por solidões individuais que ainda não se destacaram na multidão. Percebe em mim alguma coisa mágica, um olhar no metrô, a forma como eu viro uma página de livro, os sapatos engraxados com afinco doentio e todos esses pequenos detalhes-ganchos que eu espero que você pesque.
Cuida de mim e diz que eu posso descansar a cabeça no seu colo durante a viagem de ônibus, ou conta comigo pra pousar a mão na sua coxa e assobiar feito passarinho a música do rádio num carro. Cuida e me olha de novo pra me enxergar. Já passou tanta gente que me olhou uma, duas, muitas vezes que eu já nem conto mais. E toda essa gente me atravessou o peito como se nunca tivesse me enxergado direito, entende? Por isso que eu me sinto feliz ao primeiro sinal de que você vai me enxergar e dizer que reparou numa pinta escondida por trás da barba e por trás da casca pra me chamar de teu.
Repousa em mim e se esboça aos poucos. Escorrega comigo pelos braços, pelos pelos e pelas pernas e vai se desenhando aos poucos, em torno de mim enquanto me rabisca com giz de cera. Dá tempo de apagar alguma listra que a gente não gostar e rabiscar, rabiscando a gente se entende e manifesta aquele desejo infantil de se fazer entender de forma prática. Me desenha um sol e me chama de meu bem? É que ninguém nunca me chamou assim e eu sinto um carinho grande, desses de abraço de urso, quando alguém chama alguém assim – só que nunca fui eu.