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Histórias de superação de mães

Sua mãe é guerreira? A maternidade é um dos maiores desafios da vida de uma mulher. Pode vir com muita alegria, sonhos e desejos, porém, alguma mães passam por verdadeiras batalhas para salvar seus filhos. Conheça a história de seis mulheres que lutaram pela vida de seus pequenos.

Mamãe Flávia Camargo

Flávia é mamãe do Igor, que faleceu com quatro dias de vida.

Em 2012, Flávia decidiu ser mãe e passou dois anos pesquisando e conhecendo esse mundo. Logo no começo das tentativas, em 2014, ela engravidou. Como havia planejado bastante a gravidez, assim que recebeu o positivo do exame de farmácia, começou a escrever cartas para o bebê.

A gravidez ocorreu sem problemas, ela se consultava periodicamente com um obstetra e um nutricionista, e seguia todas as recomendações, porém, quando chegou a 33º semana de gestação tudo mudou.

No dia 7 de janeiro de 2015, ela ficou preocupada porque seu bebê estava quieto, não havia se mexido muito durante o dia e foi direto para o hospital fazer uma ultrassonografia. Ela se sentia bem, mas foi ao hospital porque sentia que algo estava errado e foi essa sensação que a salvou.

Com a pressão pulando de 13x8 para 24x17, ela sofreu uma lesão no fígado, levando ao nascimento imediato de Igor, com 7 meses e meio, 1,4 kg e medindo apenas 40 centímetros. Se tivesse procurado socorro muito tarde, Flávia poderia não ter sobrevivido. Ela agradece a Igor, por ter lhe ajudado a perceber que as coisas não estavam bem.

Tudo aconteceu por conta da Síndrome Hellp - uma doença raríssima, que se desenvolveu silenciosamente e se agravou em uma velocidade enorme.

Ela perdeu metade do sangue por conta de uma hemorragia no fígado, que se rompeu por conta da pressão alta, deixando-a internada na UTI.

Flávia não pode conhecer Igor, pois ele nasceu sem batimentos cardíacos e foi levado direto para UTI Neonatal, onde foi ressuscitado e de onde não saiu mais. Porém, ao quarto dia de internação chegou a notícia de que Igor havia falecido. "Depois de 10 dias recebi alta e fui para casa, minha saúde só voltou ao normal muito meses depois." disse Flávia.

Para ajudar no processo de cura, física e mental, Flávia escreveu o livro "Quatro Letras", com relatos e reflexões sobre a sua jornada em busca da felicidade.

A morte do Igor fez com que Flávia e seu marido descobrissem que ser mãe e pai é maravilhoso, independente de quanto tempo essa experiência dure.

M de Mulher

Mamãe Mabelle Rodrigues

Foi setembro de 2010, que João Pedro, filho de Mabelle, foi diagnosticado com leucemia. Ele tinha apenas três anos.

Eles passavam um feriado na praia, quando João começou a mancar. Ela não deu muita importância, pois achou que fosse apenas algum machucado leve, de tanto brincar. Mas não era.

No dia seguinte, o tio de João o examinou e pediu uma série e exames para confirmar a sua suspeita de inflamação na articulação do joelho. No dia seguinte, João teve um forte crise de dor e precisou ser levado ao hospital, lá ele foi internado. Algo sério estava acontecendo.

A médica de plantão era hematologista e desconfiou de leucemia, o hemograma estava muito baixo e ele então precisou receber uma transfusão de sangue.

Desde o começo os médicos tentavam comprovar a suspeita. Mas Mabelle se mantinha com esperanças. Vários exames foram feitos, entre eles raio-X, ultrassom e tomografia. Eles não identificaram nada de errado. Então, foram apresentados a uma oncologista infantil. Ela conversou com eles e agendou para o dia seguinte o mielograma – exame de punção da medula óssea que faz o diagnóstico de leucemia.

O exame foi feito no centro cirúrgico com o João sedado e anestesiado. O material coletado no primeiro mielograma foi contaminado então, para chegarem ao diagnóstico certo foi preciso passar por esse trauma novamente.

A notícia foi de que João tinha leucemia linfoide aguda tipo B.O.

No dia 22 de setembro de 2009, eles começaram o tratamento com a quimioterapia. O primeiro mês foi complicado, pois tudo era novo e doloroso. João perdeu 2,5 kg e parte dos movimentos da perna, um dos efeitos do uso de corticoides é a atrofia muscular. Apesar disso tudo, João sobreviveu a primeira fase do tratamento.

A segunda etapa foi mais tranquila. Puderam voltar para casa, João pôde rever seus colegas de escola. O descanso só foi interrompido porque a hemoglobina do João caiu muito, se normalizando após uma transfusão de sangue.

Para acabar com o sofrimento diário, Mabelle e seu marido tentavam contar tudo para o João de uma forma lúdica, contado-lhe, por exemplo, que o sangue que ele recebia era na verdade suco de uva.

Nos dois anos seguintes a vida dessa família foi permeada por sessões de quimioterapias, injeções, baixa de imunidade, várias restrições, possíveis transfusões e internações.

João respondeu bem ao tratamento e no dia 23 de janeiro de 2013 recebeu alta!

A tão esperada cura só poderá ser comemorada, de fato, em janeiro de 2017, por conta do protocolo médico. Mas hoje, com 7 anos, João leva uma vida normal e lembra muito pouco do que vivenciou no tratamento.

M de Mulher

Mamãe Nayara Coutinho

Nayara tem 24 anos e sempre desejou ser mãe, mas claro, com planejamento. Casada desde 2009, ela e seu marido sempre pensaram em ter um filho, mas ainda não tinham definido ao certo quando.

No final de 2014, Nayara foi fazer uma consulta de rotina e descobriu que tinha um nódulo na tireoide desde 2010. Ela recorreu a diversos tratamento, mas precisou fazer uma cirurgia para retirá-lo.

A cirurgia aconteceu em junho de 2015. Tudo ocorreu bem, a recuperação foi ótima! Nayara precisou se submeter a vários remédios, que a deixavam mal, enjoada e com náuseas. Após 20 dias da cirurgia, no retorno ao médico, Nayara descobriu que seu nódulo era maligno, e que portanto, ela estava com câncer, logo ela precisou começar a fazer a radioiodoterapia, tratamento indicado para câncer na tireoide.

Como ela estava tendo algumas reações aos remédios, o médico pediu uma série de exames, entre eles o pedido de Beta HCG, pois a gravidez é totalmente afastada durante o tratamento.

Ela fez os exames e logo descobriu que estava grávida! Desesperada, Nayara fez diversos testes de gravidez de farmácia e todos comprovaram a gestação. Foram três dias de dor e incertezas, pois não havia meios daquela criança ser uma bênção naquela hora.

O caminho a se tomar era muito tortuoso e a orientação foi parar com o tratamento para o câncer, para dar continuidade a gravidez, mas Nayara não conseguia aceitar a gestação.

Foi difícil encontrar um médico que topasse acompanhar sua gestação, pois era de altíssimo risco. Mas sua família sempre esteve ao seu lado.

Depois de muito procurar, ela encontrou uma médica que lhe deu uma luz: ela devia esquecer o passado e se concentrar apenas no filho que estava por vir. Após ouvir os batimentos de seu filho a emoção foi sem tamanho.

Ela tenta levar uma vida normal: se alimenta bem, tem sintomas típicos da gravidez e toma algumas medicações para a tireoide.

O tratamento para o câncer ficou para depois da vinda do bebê, logo depois do fim da amamentação.

M de Mulher

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