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Diário de Amor

Frases que expressam as várias faces do amor.

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Poemas sobre Ausência

A ausência daqueles que amamos perto da gente, nos causa sofrimento e dor. Alivie o seu sofrimento refletindo nos mais lindos poemas sobre ausência.

A Eterna Ausência

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Eu aguardei com lágrimas e o vento suavizando o meu instinto aberto no fumo do cigarro ou na alegria das aves o surgimento anônimo no grande cais da vida desse navio noturno que me trazia aquela com lábios evidentes e possuindo um perfil indubitável, mulher com dedos religiosos e braços espirituais... Aquela mulher-pirâmide com chamas pelo corpo e gritos silenciosos nas pupilas. Amante que não veio como a noite prometera numa suspensa nuvem acordar meu coração de carne e alguma cinza... Amante que ficou não sei aonde a castigar meus dias involúveis ou a afogar meu sexo na caveira deste carnal desespero!...

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A Ausência Desincorpora

Emily Dickinson

A Ausência desincorpora - e assim faz a Morte Escondendo os indivíduos da Terra A Superstição ajuda, tal como o amor - A Ternura diminui à medida que a experimentamos -

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Canção à Ausente

Para te amar ensaiei os meus lábios... Deixei de pronunciar palavras duras. Para te amar ensaiei os meus lábios! Para tocar-te ensaiei os meus dedos... Banhei-os na água límpida das fontes. Para tocar-te ensaiei os meus dedos! Para te ouvir ensaiei meus ouvidos! Pus-me a escutar as vozes do silêncio... Para te ouvir ensaiei meus ouvidos! E a vida foi passando, foi passando... E, à força de esperar a tua vinda, De cada braço fiz mudo cipreste. A vida foi passando, foi passando... E nunca mais vieste!

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Explicação da Ausência

Daniel Faria

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Desde que nos deixaste o tempo nunca mais se transformou Não rodou mais para a festa não irrompeu Em labareda ou nuvem no coração de ninguém. A mudança fez-se vazio repetido E o a vir a mesma afirmação da falta. Depois o tempo nunca mais se abeirou da promessa Nem se cumpriu E a espera é não acontecer — fosse abertura — E a saudade é tudo ser igual.

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Distância

Não vás para tão longe! Vem sentar-te Aqui na chaise-longue, ao pé de mim... Tenho o desejo doido de contar-te Estas saudades que não tinham fim. Não vás para tão longe; Quero ver Se ainda sabes olhar-me como dantes, E se nas tuas mãos acariciantes, Inda existe o perfume de que eu gosto. Não vás para tão longe! Tenho medo Do silêncio pesado esta sala... Como soluça o vento no arvoredo! E a tua voz, amor, como se cala! Não vás para tão longe! Antigamente, Era sempre demais o curto espaço Que havia entre nós dois... Agora, um embaraço, Hesitas e depois, Com um gesto de tédio e de cansaço, Achas inconveniente O meu abraço. Não vás para tão longe! Fica. Inda é tão cedo! O vento continua a fustigar Os ramos sofredores do arvoredo, E eu ponho-me a pensar E tenho medo! Não vás para tão longe! Na sombra impenetrada, Como se agita e se debate o vento!... Paira nas velhas ruínas do convento Que além se avista, A alma melancólica de um monge Que a vida arremessou àquela crista... Céu apagado, negro, pessimista, E tu sempre mais longe!...

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Meditação

Fernanda de Castro

Às vezes, quando a noite vem caindo, Tranquilamente, sossegadamente, Encosto-me à janela e vou seguindo A curva melancólica do Poente. Não quero a luz acesa. Na penumbra, Pensa-se mais e pensa-se melhor. A luz magoa os olhos e deslumbra, E eu quero ver em mim, ó meu amor! Para fazer exame de consciência Quero silêncio, paz, recolhimento Pois só assim, durante a tua ausência, Consigo libertar o pensamento. Procuro então aniquilar em mim, A nefasta influência que domina Os meus nervos cansados; mas por fim, Reconheço que amar-te é minha sina. Longe de ti atrevo-me a pensar Nesse estranho rigor que me acorrenta: E tenho a sensação do alto mar, Numa noite selvagem de tormenta. Tens no olhar magias de profeta Que sabe ler no céu, no mar, nas brasas... Adivinhas... Serei a borboleta Que vendo a luz deixa queimar as asas. No entanto — vê lá tu!— Eu não lamento Esta vontade que se impõe à minha... Nem me revolto... cedo ao encantamento... — Escrava que não soube ser Rainha!

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Alheamento

Fernando Namora

Meu corpo estiraçado, lânguido, ao logo do leito. O cigarro vago azulando os meus dedos. O rádio... a música... A tua presença que esvoaça em torno do cigarro, do ar, da música... Ausência!, minha doce fuga! Estranha coisa esta, a poesia, que vai entornando mágoa nas horas como um orvalho de lágrimas, escorrendo dos vidros duma janela, numa tarde vaga, vaga...

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Sofro de não te Ver

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Sofro de não te ver, de perder os teus gestos leves, lestos, a tua fala que o sorriso embala, a tua alma límpida, tão calma... Sofro de te perder, durante dias que parecem meses, durante meses que parecem anos... Quem vem regar o meu jardim de enganos, tratar das árvores de tenrinhos ramos?

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Ausência

Fala Ouvir-te-ei Ainda que os segredos As amoras me chamem Diz-me Que existirão lágrimas para chorar Na velhice Na solidão Ainda que acordes os olhos dos deuses Fala Ouvir-te-ei A coragem Alguém de nós que já não está

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Teu Só Sossego aqui Contigo Ausente

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Teu só sossego aqui contigo ausente Na casa que te veste à justa de paredes, Tenho-te em móveis, nos perfumes, na semente Dos cuidados que deixas ao partir, A doce estância toda povoada Dos mínimos sinais, dos sapatos de plinto Que te elevam, Terpsícore ou Mnemósine, Como uma estátua fiel ao labirinto. Aqui, androceu da flor, o cálice abre aromas, Farmácia chamo à tua coleção de vidros Onde, à margem de planos e de somas, Tenho remédio para os meus alvidros. O chá é forte e adstringente, O leite grosso sabe à ordenha, E até nos quadros vive gente À espera que a dona venha. Porque tudo nos tectos é coroa, No chão as traînes, os passinhos salpicados Como o vento ainda longe de Lisboa Escolheu a gaivota do balanço Que no cais engolfado melhor voa: Um vácuo, enfim, que o não será — tão logo Chegues no ar medido e a aço propulso: Por isso um pouco de fogo Bate sanguíneo em meu pulso, Pois o amor de quem espera É uma graça a vencer. Uma casa sem hera É como gente sem viver.

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