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Amor Inocente

Um sentimento que tem por essência a inocência

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Poemas sobre o Coração

Coração acalenta, coração ri e chora, coração dói, mas não se cansa de mostrar que está batendo e está vivo. Apesar de tudo ele prevalece ali! Dê valor ao seu coração!

A Armadura

Antonio Feijó

Desenganos, traições, combates, sofrimentos, Na vida já longa acumulados, vão — Como sobre um paul contínuos sedimentos, Pouco a pouco envolvendo em cinza o coração. E a cinza com o tempo atinge uma espessura Que nem os mais cruéis desesperos abalam; É como tenebrosa, impávida armadura Ou couraça de bronze em que os golpes resvalam. Impermeável da Inveja à peçonhenta brava, Nela a Calúnia embota os seus dentes ervados; Não há braço que possa amolgá-la, nem clava Que nesse duro arnês se não faça em bocados. E no entanto, através dessas rijas camadas, Ou rompendo por entre as juntas da armadura, Escorrem muitas vezes gotas ensanguentadas Que o coração verteu dalguma chaga obscura...

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Coração que Sofre

Olavo Bilac

Ao coração que sofre, separado Do teu, no exílio em que a chorar me vejo, Não basta o afeto simples e sagrado Com que das desventuras me protejo. Não me basta saber que sou amado, Nem só desejo o teu amor: desejo Ter nos braços teu corpo delicado, Ter na boca a doçura de teu beijo. E as justas ambições que me consomem Não me envergonham: pois maior baixeza, Não há que a terra pelo céu trocar; E mais eleva o coração de um homem Ser de homem sempre e, na maior pureza, Ficar na terra e humanamente amar.

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Chamar a Si Todo o Céu com um Sorriso

E. E. Cummings

Que o meu coração esteja sempre aberto às pequenas aves que são os segredos da vida o que quer que cantem é melhor do que conhecer e se os homens não as ouvem estão velhos Que o meu pensamento caminhe pelo faminto e destemido e sedento e servil e mesmo que seja domingo que eu me engane pois sempre que os homens têm razão não são jovens. E que eu não faça nada de útil e te ame muito mais do que verdadeiramente nunca houve ninguém tão louco que não conseguisse chamar a si todo o céu com um sorriso.

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No Coração, Talvez

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No coração, talvez, ou diga antes: Uma ferida rasgada de navalha, Por onde vai a vida, tão mal gasta. Na total consciência nos retalha. O desejar, o querer, o não bastar, Enganada procura da razão Que o acaso de sermos justifique, Eis o que dói, talvez no coração.

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Coração Inconstante

Paul Celan

Coração inconstante, a quem a charneca edifica a cidade no meio das velas e das horas, tu sobes com os choupos até aos lagos: Aí talha a flauta, de noite, o amigo do seu silêncio e mostra-o às águas. Na margem vagueia embuçado o pensamento e escuta: Pois nada surge com a sua própria forma, e a palavra, que brilha sobre ti, crê no escaravelho dentro do feto.

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Confusão

Federico Garcia

Meu coração É teu coração? Quem me reflexa pensamentos? Quem me presta Esta paixão Sem raízes? Por que muda meu traje De cores? Tudo é encruzilhada! Por que vês no céu Tanta estrela? Irmão, és tu Ou sou eu? E estas mãos tão frias São daquele? Vejo-me pelos ocasos, E um formigueiro de gente Anda por meu coração.

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Lenta, Descansa a Onda que a Maré Deixa

Ricardo Reis

Lenta, descansa a onda que a maré deixa. Pesada cede. Tudo é sossegado. Só o que é de homem se ouve. Cresce a vinda da lua. Nesta hora, Lídia ou Neera ou Cloe, Qualquer de vós me é estranha, que me inclino Para o segredo dito Pelo silêncio incerto. Tomo nas mãos, como caveira, ou chave De supérfluo sepulcro, o meu destino, E ignaro o aborreço Sem coração que o sinta.

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Meu Coração eu Perdi-o

Alfredo Brochado

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Meu coração eu perdi-o, Não era meu entreguei-o Às tristes águas do rio, Para o levar ao teu seio. E o rio que ao longe chora, Foi-to levar a correr, E por mais que eu faça, agora, Já não o sinto bater. Meu coração descontente, Meu coração sofredor, Lancei-o à água corrente, Para o levar ao meu amor. E o meu amor que sorria, Como uma rosa em botão, Chora desde aquele dia, Em que viu o meu coração.

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O Coração

Que jogo jogas, comédia ou lágrima? Cor suspensa. Prodígio doendo. Enganador relâmpago. Donde se enreda esta coragem que chora ao riso e ri à dor? Quatro são as pedras mestras do teu jogo. Dois cavalos e os reis. Melancólicos atores. Vazia, a plateia. O tempo ferido. O peão fugitivo. A emoção real do presságio. O aceno cordial do outro lado do jogo. Inscrição única do pólen, jogada que se arrasta. Gota de tédio na lonjura das casas. O fecho do jogo se conclui. Muda o rosto a visão possível. Cordato, o lance destrói a memória do que já não vejo ou sei.

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Como o Coração

Luis Filipe Castro Mendes

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Tudo o que dizemos e fazemos passa por esses momentos violentos do corpo, onde os desejos vêm beber como os animais cansados chegam aos grandes rios originários das nossas fundações. Que memória consentir então aos corpos, que lugar deserto às paixões, que curso ao nosso descer o rio? Tu não me respondes. Entramos no mais fundo da pedra, no túmulo preterido, espólio de um deus acossado, eu estrangeiro, eu esquecido. Tu ocultas o coração, voltas-te de perfil para as dunas, a pedra, pedra. Não me respondes. Como o coração, dizes.

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Um Pássaro a Morrer

Fernanda de Castro

Não é vida nem morte, é uma passagem, nem antes nem depois: somente agora, um minuto nos tantos duma hora. Uma pausa. Um intervalo. Uma viragem. Prisioneira de mim, onde a coragem de quebrar as algemas, ir-me embora, se tudo o que em mim ria agora chora, se já não me seduz outra viagem? E nada disto é céu nem é inferno. Tristeza, só tristeza. Sol de Inverno, sem uma flor a abrir na minha mão, Sem um búzio a cantar ao meu ouvido. Só tristeza, um silêncio desmedido e um pássaro a morrer: meu coração.

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O Meu Coração Desce

Camilo Pessanha

O meu coração desce, Um balão apagado... _ Melhor fora que ardesse, Nas trevas, incendiado. Na bruma fastidienta. Como um caixão à cova... _ Porque antes não rebenta De dor violenta e nova?! Que apego ainda o sustém? Átomo miserando... _ Se o esmagasse o trem Dum comboio arquejando! O inane, vil despojo Da alma egoísta e fraca! Trouxesse-o o mar de rojo, Levasse-o a ressaca.

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Voz Interior

Antero Quental

Embebido num sonho doloroso, Que atravessam fantásticos clarões, Tropeçando num povo de visões, Se agita meu pensar tumultuoso... Com um bramir de mar tempestuoso Que até aos céus arroja os seus cachões, Através de uma luz de exalações, Rodeia-me o Universo monstruoso... Um ai sem termo, um trágico gemido Ecoa sem cessar ao meu ouvido, Com horrível, monótono vaivém... Só no meu coração, que sondo e meço, Não sei que voz, que eu mesmo desconheço, Em segredo protesta e afirma o Bem!

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Ah, um Soneto...

Álvaro de Campos

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Meu coração é um almirante louco que abandonou a profissão do mar e que a vai relembrando pouco a pouco em casa a passear, a passear... No movimento (eu mesmo me desloco nesta cadeira, só de o imaginar) o mar abandonado fica em foco nos músculos cansados de parar. Há saudades nas pernas e nos braços. Há saudades no cérebro por fora. Há grandes raivas feitas de cansaços. Mas — esta é boa! — era do coração que eu falava... e onde diabo estou eu agora com almirante em vez de sensação?

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Sepultura Romântica

Antero Quental

Ali, onde o mar quebra, num cachão Rugidor e monótono, e os ventos Erguem pelo areal os seus lamentos, Ali se há-de enterrar meu coração. Queimem-no os sóis da adusta solidão Na fornalha do estio, em dias lentos; Depois, no inverno, os sopros violentos Lhe revolvam em torno o árido chão... Até que se desfaça e, já tornado Em impalpável pó, seja levado Nos turbilhões que o vento levantar... Com suas lutas, seu cansado anseio, Seu louco amor, dissolva-se no seio Desse infecundo, desse amargo mar!

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O Erro de Querer Ser Igual a Alguém

Ricardo Reis

Aqui, neste misérrimo desterro Onde nem desterrado estou, habito, Fiel, sem que queira, àquele antigo erro Pelo qual sou proscrito. O erro de querer ser igual a alguém Feliz em suma — quanto a sorte deu A cada coração o único bem De ele poder ser seu.

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