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Coluna de Pierre Schürmann

Filho mais velho da família Schürmann, Pierre sempre teve espírito empreendedor. O empresário teve seus contos e crônicas publicados na Revista Isto É, onde costumeiramente usava a frase "a gente leva desta vida a vida que a gente leva". Leia e inspire-se!

A Cigarra e a Formiga

Pierre Schurmann

*Se você acha que esta é a história da cigarra e da formiga que conheceu quando era criança, leia até o fim, pois vai se surpreender.

Era uma bela manhã de primavera. O frio do inverno já havia passado e os primeiros dias de sol deixavam o ar fresco e muito bom para trabalhar.

E, como em todos os anos, foi exatamente isso que a formiga fez. Acordou cedo e caminhou em busca de alimentos para armazenar para o inverno seguinte. Afinal, foi isso que seus pais lhe ensinaram - e lhe asseguraram que somente assim teria como superar o inverno sem ter que sair quando a neve retornasse.

Ela caminhava, concentrada em sua busca, quando ouviu uma música maravilhosa. Mesmo sabendo que tinha que encontrar pelo menos um pedaço de alimento até o final do dia, decidiu descobrir a origem daquele som. E foi assim encontrou a cigarra.

Quando viu uma formiga vindo em sua direção, a cigarra pensou: "Ih, lá vem mais uma formiga chata me dar lição de moral".

Porém, quando se aproximou, a primeira coisa que a formiga fez foi elogiar a linda música da cigarra. E ao fazer isso, conquistou sua amizade.

Com o passar das estações, as duas foram estreitando os laços.

Como era previsto, a formiga começou a ficar preocupada com a cigarra. "Será que ela não pensa no inverno?", pensava consigo mesma. "Nunca a vi buscando ou armazenando comida um dia sequer. Vive do pouco que os outros lhe oferecem em troca de sua bela música. Como fará quando o frio chegar?"

Um belo dia, no final do outono, a formiga não se conteve, e foi conversar com a cigarra. Falaram horas a fio. Mas ela chegou à conclusão de que não ia conseguir convencer a amiga a começar a armazenar para o inverno. Aliás, a cigarra inclusive lhe ofendeu, dizendo que a formiga estava perdendo os melhores dias trabalhando sem parar um dia sequer para aproveitar o que a vida tinha para lhe oferecer. "Que pena, quis ajudá-la. Mas ela não entende que a vida não é de brincadeira. É preciso levar as coisas a sério".

Os últimos dias de outono passaram voando e logo o inverno chegou. Diziam os pássaros, que voaram para o sul, que a previsão para este inverno era uma das piores que já haviam escutado. Muita neve e frio vinha por aí.

A previsão foi branda. Nunca antes na história daquela terra houve um inverno assim.

A cigarra morreu congelada na segunda semana de inverno. Dizem que tocou até o dia que morreu. Quando soube da notícia, a formiga ficou muito triste e pensou "Eu deveria ter convencido ela a guardar comida!"

Na terceira semana de inverno, o frio foi tão grande que até os formigueiros começaram a congelar. O último pensamento da formiga antes de congelar foi: "E não é que a cigarra tinha razão? A gente só leva desta vida a vida que a gente leva".

Cinco lições que aprendi com meus erros

Pierre Schurmann

Me considero uma pessoa bem vivida. Embora esteja prestes a completar apenas 43 anos, acho que já fiz o bastante para ter vivido uns 60.

De ter morado fora do Brasil por dez anos (sendo quatro a bordo de um veleiro), a ser pai de quatro filhos e ter começado e crescido mais de cinco empresas, tive minha fatia de acertos e erros.

Aliás, diria que errei muito mais do que acertei.

E me inspirei nisso para escrever o texto de hoje, com cinco lições que aprendi com meus erros.

1) Você é responsável pelos seus erros e deve aceitar a responsabilidade. Mas isso é muito diferente de ser culpado por eles. Às vezes, nem as melhores intenções lhe permitem escapar dos problemas que aparecem no caminho. Se você deu 100% de si e mesmo assim errou, lembre-se que você não está sozinho.

2) Errar é humano (e às vezes até em nome do divino, como a Inquisição nos mostrou). Nem mesmo quando acertamos de fato estamos acertando. Quem sabe que caminhos seguiríamos se tivéssemos cometido mais erros? Mas não faz diferença. Apenas aceitar que isso faz parte da condição humana já é suficiente.

3) Não evite errar. A forma mais fácil de começar a morrer uma morte lenta é fazer de tudo para evitar errar. Primeiro porque fará sua vida "sem sal". E, em caso de dúvida sobre suas chances de errar, leia o item 2.

4)Tente aprender com seus erros. Embora pareça extremamente fácil, os maiores erros que cometemos são inconscientes ou cometidos com tanta boa intenção, que o aprendizado que poderíamos tirar deles, pode nos transformar em pessoas frias e egoístas. Melhor errar mais uma vez do que ir contra seus valores.

5) Não se acostume a errar. Embora errar seja inevitável, tão ruim quanto viver a vida tentando evitar erros é viver uma vida aceitando todos os erros. Em algum momento, tire tempo para refletir seus sonhos, valores e ações, porque como diz um ditado popular: “errar é humano, insistir nos erros é burrice”.

Às vezes os erros são os desvios que lhe põe no caminho certo. E aproveite o caminho pois a gente só leva desta vida a vida que a gente leva.

Ok, você venceu

Pierre Schurmann

Se você quer mudar sua vida ou o mundo, tenha certeza de uma coisa: não faltarão críticos às suas mudanças.

As pessoas, de uma forma geral, têm a cabeça enfiada no umbigo e acham que o mundo tem que ser de acordo com as regras delas. Opinam e criticam a vida alheia e suas mudanças, sem ao menos ter experiência prática ou um bom fundamento. Até porque o papel do crítico é o mais fácil.

Escrevi há algum tempo um post com dicas de como lidar com críticas, mas essas dicas nem sempre funcionam para tirar o chato do seu pé (ou pescoço). Quem um dia já não gastou muita saliva para defender sua mudança e no final das contas não conseguiu chegar a lugar algum?

Sei bem o que é isso. Como dizia Gandhi: “Primeiro eles te ignoram, depois ridicularizam. Em seguida querem lutar com você. Aí então você vence”.

Enquanto você não chega na parte “então você vence” na sua mudança, quero compartilhar três palavras que me ajudaram muito nos últimos anos: “Ok, você venceu!”.

Embora sejam pequenas, são muito poderosas e não tão fáceis de dizer.

Em parte porque nosso ego é tão apegado aos nossos ideais que temos uma dificuldade enorme de entender que os outros têm direito de discordar. O que lhe dá direito de concordar em discordar.

Outro ponto importante é que a maioria das pessoas quer apenas “vencer” a discussão. Não tem nenhum propósito maior que esse, e muitas vezes nem vão estar ao seu lado se você decidir seguir o caminho que indicam. E se é apenas um “jogo amistoso”, porque não liberar a energia, ser bondoso e “deixar” que a outra pessoa “vença”?

Se você nunca tentou, experimente! Vai ver que a sensação de não “ter” que estar certo lhe libera para seguir o seu caminho.

Porque a gente só leva desta vida a vida que a gente leva.