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Poemas de Auta de Sousa

Você sabia que a Auta de Souza foi uma poetisa brasileira? Para Luís Câmara, ela é a maior poetisa mística do Brasil. Conheça melhor a obra dessa grande artista por meio de poesias que nós do Mensagens Com Amor separamos para você.

A Eugênia

Auta de Souza

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No caso específico dessa poetisa, uma das características que chamam a atenção é o modo como se apresenta a figura feminina. Vários poemas têm nomes de mulher. O comum de todos esses nomes é a associação com a infância. Em geral, são as personagens são apresentadas como crianças pobres, às vezes adoentadas, mas que ainda assim passam uma imagem de inocência e de pureza, como se tal imagem pudesse abrir uma janela mística para a compreensão do oculto, do que está além da realidade opressiva circundante. O que não é diferente em A Eugênia.

A Morte de Helena

Auta de Souza

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Assim como em A Morte de Helena, alguns poemas do livro têm como tema a morte, como: Ao Pé do Túmulo, Quando Eu Morrer, Melancolia, Agonia do Coração, Ao Mar, Fio Partido, e Morta.

Angelina

Auta de Souza

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Angelina assim como Loli, e A Eugênia, integra o conjunto de poemas com nomes femininos, de sensibilidade e sutileza melancólica remetendo à infância.

Ao Luar

Auta de Souza

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E vejamos a poesia Ao luar (de junho de 1896). Também simbolista, com o tema voltado para a natureza. Parece contrapor a poesia Antífona, de Cruz e Sousa, que é anterior a de Auta de Souza.

Ao Pé do Mundo

Auta de Souza

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Assim como os poemas Agnus Dei e fio Partido, Ao Pé do Túmulo também é um poema tipicamente romântico, característica de Auta de Souza. O últimos versos de Ao Pé do Túmulo originaram o epitáfio da poetisa, em homenagem prestada muitos anos após sua morte.

Dolores

Auta de Souza

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No poema Dolores, a morte parece rondar essas indefesas crianças assim como a pureza se vê constantemente ameaçada no mundo pela malícia e pela esperteza. É claro que podemos associar essa imagem com aspectos biográficos da poeta, que morreu jovem (com apenas 24 anos) final de uma angustiante luta contra a tuberculose que contraíra aos 14 anos.

Loli

Auta de Souza

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Auta escreve também várias poesias para crianças, variando do tom comovido como a tristíssima litania – e ao mesmo tempo tão bela – sobre a morte de uma criança, Loli. São várias as poesias sobre crianças, numa ciranda de amor à infância. As tristes e as de puro deleite.

A Júlia

Auta de Souza

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Assim como em A Eugenia, A Julia também é um poema com nome feminino que possui associação com a infância. Desse modo o Simbolismo presente na poesia de Auta de Souza contém os símbolos de uma forma que a ponte entre realidade e mundo oculto se faz numa contínua via de mão dupla, em que a realidade se vê constantemente criticada pelo mundo simbólico e nessa crítica se percebe como o Simbolismo pode ser mais participante e analítico da realidade do que o oportuno engajamento de ocasião.

A Minha Avó

Auta de Souza

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Poema publicado em 1900, no livro Horto, dedicado a sua avó, ente querido que a acolheu depois da morte de seus pais.

Adoração dos Reis

Auta de Souza

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Adoração dos Reis, diferente dos poemas que tratam de natureza, infância, busca um lado místico e religioso, característica marcante da poetisa.

Ao Mar

Auta de Souza

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O poema Ao mar, escrito em 1893 e publicado também em Horto de 1900, é dedicado a D. Martha e D. Amélia Pacheco compõe o grupo de poemas escritos voltados à natureza.

Crepúsculo

Auta de Souza

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A poesia toda com a musicalidade tão cara ao simbolismo. Eis uma poesia simbolista de Auta de Souza: Crepúsculo. Soneto com 16 versos, que abre com os dois primeiros decassílabos do segundo quarteto, como epígrafe.

Fio Partido

Auta de Souza

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Vejamos outra poesia de Auta de Souza, com a aura do romantismo, Fio Partido, a última poesia do seu livro, escrita em 1 de janeiro de 1901, numa antecipação de sua morte. Sua composição é também extremamente musical. Diga-se de passagem que poesias de Auta de Souza foram musicadas por vários compositores.

Meu Pai

Auta de Souza

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Auta de Souza, perdeu os pai muito cedo e teve que aprender a lidar com o luto, constante em sua vida. Escreveu vários poemas sobre a morte dos pais em sua homenagem, entre eles, Meu Pai.