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Arraial do Amor

Que tal levar o seu amor para o arraial do MCA? Veja abaixo histórias e músicas do arraial do amor.

Olha pro céu

Luiz Gonzaga / José Fernandes

Olha pro céu, meu amor
Vê como ele está lindo
Olha praquele balão multicor
Como no céu vai sumindo
Foi numa noite, igual a esta
O céu estava, assim em festa
Pois era noite de São João
Havia balões no ar
Xóte, baião no salão
E no terreiro
O teu olhar, que incendiou
Meu coração.

O sanfoneiro só tocava isso

Geraldo Medeiros e Haroldo Lobo

O baile lá na roça foi até o sol raiar
A casa estava cheia mal podia se andar
Estava tão gostoso aquele reboliço
Mas é que o sanfoneiro só tocava isso!

Casamento Junino: o início

Fátima Ferreira

"Eu e o André não pensávamos em casar formalmente. De vez em quando, brincávamos que, se um dia resolvêssemos casar, teria que ser numa festa junina ou "julina", pois nos conhecemos no mês de julho. E que o "padre" seria um humorista, já que este seria um acontecimento muito improvável.

Com o passar do tempo, surgiram aquelas perguntas inevitáveis: "ah, mas se vão se juntar, não vai ter nem uma festinha?". "Ah, ok, podemos fazer uma festa junina, então". "Festa junina? Como assim?". "Ah, com barraquinhas, pescaria, fogueira...". Mas aí teria que ser num sítio, pra caber todo mundo". "Todo mundo?". "Ah, as tias, os primos...". "Oh-oh...".

E, assim, a brincadeira acabou ficando séria!!!

Decidimos, então, que iríamos "casar de verdade", rsrs... Isso foi por volta de novembro (2011).

Começamos a procurar um buffet que topasse nossa "viagem": uma festa de casamento, meio "tradicional", meio junina (pra não ser algo tão radical). Depois de peregrinar por alguns lugares, acabamos achando o Ravena, que, diferente dos outros, entrou no espírito da nossa brincadeira!

Criamos uma sugestão de cardápio, com comida caseira e doces juninos no lugar do cardápio tradicional, além de quentão e vinho quente na recepção aos convidados! O pessoal do Ravena topou numa boa, "trocando figurinhas" conosco para acertar o cardápio todo.

Negociamos com eles, também, a decoração: nada de arranjos majestosos ou colunas de flores: queríamos toalha xadrez, carriolas com flores do campo, guardanapo com canela, cestos de palha e bandeirinhas no teto! Além de nos atenderem nesses pedidos, incluíram balões, esmaltados na mesa de doces e um... carro de boi!!!

Casamento Junino: a festa

Fátima Ferreira

Como nem o André nem eu fazíamos questão de uma cerimônia religiosa, lembramos de nossas brincadeiras e, ao invés de um mestre-de-cerimônias tradicional, contratamos um humorista para celebrar. O escolhido foi Edu Nunes, indicação de um contato do André. Combinamos com ele uma cerimônia curta e descontraída, em que ele conversasse com os presentes e contasse nossa história de um jeito divertido - afinal, para nós, tratava-se de um momento de alegria, para ser compartilhado com as pessoas queridas (e as pessoas não precisavam chorar, rsrsrs...).

No dia (01/07/2012), havia cuscuz, pipoca, arroz doce, goiabada com queijo, pé-de-moleque, paçoca, pinhão (este eu que levei, fazia questão! rsrs..), bolo de fubá... Hummmmmm...! Pena que eu não provei quase nada. Ah! O bolo tinha recheio de amendoim! :-)

Para complementar, levamos chapéus de palha, gravatas e remendos para os "cumpadi" e "cumadi". Minha mãe e minha tia confeccionaram abóboras fofinhas de pano, que decoraram as mesas. Para os bem-casados, compramos tecido de chita e a tag foi feita por nós, com nossa caricatura (igual aos noivinhos do bolo, de papel).

Toda a equipe do Ravena estava de chapéu de palha e lenço xadrez no pescoço. Na hora do buquê, obviamente, tinha Santo Antônio voando! No fim, a quadrilha foi divertidíssima e o salão ficou apertado pra toda aquela brincadeira!

Ciranda do Amor

Luiza Helena

No arraiá do amor,
ciranda , cirandinha..
em volta da fogueira
meu amor estou a ver
na noite de São João.

O céu muito estrelado,
a lua a surgir,
dançando coladinho
no ritmo da sanfona
meu amor fala baixinho:
-vamos ficar, até o sol nascer
na ciranda do amor.

Isto é lá com Santo Antônio

Lamartine Babo

Eu pedi numa oração
Ao querido São João
Que me desse um matrimônio
São João disse que não!
São João disse que não!
Isto é lá com Santo Antônio!
Eu pedi numa oração
Ao querido São João
Que me desse um matrimônio
Matrimônio! Matrimônio!
Isto é lá com Santo Antônio!
Implorei a São João
Desse ao menos um cartão
Que eu levava a Santo Antônio
São João ficou zangado
São João só dá cartão
Com direito a batizado
Implorei a São João
Desse ao menos um cartão
Que eu levava a Santo Antônio
Matrimônio! Matrimônio!
Isso é lá com Santo Antônio!
São João não me atendendo
A São Pedro fui correndo
Nos portões do paraíso
Disse o velho num sorriso:
Minha gente, eu sou chaveiro!
Nunca fui casamenteiro!
São João não me atendendo
A São Pedro fui correndo
Nos portões do paraíso
Matrimônio! Matrimônio!
Isso é lá com Santo Antônio

Amor junino

Falcão

Nesse vestido de chita
Com laços de fitas para enfeitar
Tu és a mulher mais bonita
Que da minha janela
Não canso de olhar.

O teu sorriso me encanta
Teus olhos de santa
Minha alma acalanta
Sem que possas perceber,
Como meu amor é sincero
E o que mais quero
É estar com você.

Nesse folguedo junino
Teu corpo divino
Parece flutuar
Dançando ao redor da fogueira
Tão linda e faceira
Que me faz suspirar.

Vou dançar essa quadrilha
Só para te abraçar
Pedir ao bom Sto. Antonio
Que num dia risonho
Você possa me amar.

O sereno vai caindo
Balões vão subindo
À luz do prateado luar
Meu coração disparando
Estou quase gritando
Que eu quero te amar.

O sanfoneiro tocando
Moças vão rezando
Querendo casar.
Casais de namorados
Muito apaixonados
Murmuram promessas
De pra sempre se amar.

O dia vem surgindo
Teu sorriso lindo
Ainda paira no ar
Estou quase chorando
Porque vais me deixar.

Tu és alegria singela
Minha fada bela
O maior tesouro
Que sonho em conquistar.

Meu amor caipira

Maria Tomasia

Ainda guardo recordação
daquela noite de São João,
quando de mim se aproximou
aquele que o amor me despertou.

Foi num lugar chamado Cajuri
que é muito distante daqui.
Fica no interior de Minas Gerais,
e dele não esquecerei jamais.

Havia uma enorme fogueira,
e eu era uma menina faceira;
na festa estava muito cotada,
mas só naquele moço ligada.

Dançamos juntos a quadrilha
e a noite...ah, que maravilha!
Nos despedimos ao raiar do dia...
A saudade que sinto é minha companhia.