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A história das cores rosa e azul

Será que cor tem gênero? Embora muita gente ache que sim, não há nenhuma razão biológica para dizer que rosa é cor de menina e azul, de menino. Nem sempre foi assim! Conheça a história das cores rosa e azul e entenda de uma vez por todas que todo mundo pode usar a cor que quiser.

Sempre foi sexista

Desde a época em que ainda consideravam azul cor de menina e rosa cor de menino, a definição ainda era muito sexista. O azul representava delicadeza, automaticamente associada às mulheres e o rosa representava força e decisão, diretamente ligadas aos homens. Nenhuma cor deveria ser associada a nenhum gênero, afinal são apenas cores e não deveriam representar nada além disso.

Não são as crianças que escolhem

O rosa e o azul foram impostos para meninas e meninos pela sociedade, mas não foi por escolha dos próprios, muito pelo contrário. Segundo pesquisas, as crianças preferem cores vibrantes como o vermelho e o laranja, ao invés de cores pastéis. Elas pensam sem distinção de gênero, gostam apenas do que agrada os olhos, e assim deveria continuar sendo por todos os outros anos, sem que seja forçado um padrão de cor para cada pessoa.

Parem de fazer produtos com cores relacionadas aos gêneros

Desde muito tempo até hoje em dia, é comum encontrarmos nas prateleiras dos mercados, perfumarias, lojas de departamento e tantos outros lugares, produtos que se diferenciam por cor. Embalagens rosas para produtos femininos e embalagens azuis para produtos masculinos. Muitas vezes, esses produtos variam de valor também por conta disso. Os produtos femininos, e rosas, acabam sendo mais caros que os produtos masculinos, e azuis. Então, por favor, parem de mudar as cores dos produtos apenas para relacioná-las aos gêneros e passem a torná-las mais universais.

Antes era o branco

Antes de toda essa história de separar cores por gêneros, quando ainda era muito caro pintar as roupas, as crianças de qualquer gênero, até seis anos, usavam apenas roupas brancas. Isso só foi mudar um pouco antes da Primeira Guerra Mundial, quando começaram a associar o rosa para os meninos e o azul para as meninas. Só depois de muito tempo, inverteram essa realidade.

As coisas estão mudando

Felizmente, as coisas estão mudando. Muitos pais, professores e até marcas estão começando a incentivar que as meninas desapeguem do rosa e comecem a usar produtos, brinquedos e roupas azuis, e que os meninos façam o caminho contrário e passem a usar coisas rosas também. Isso é um passo, talvez pequeno, mas um começo para tornar a nossa sociedade menos desigual na questão de gênero.

É puro marketing

Antigamente, nenhuma mãe gostaria que confundissem o gênero de seus filhos nas ruas, e por isso precisavam de alguma característica para diferenciar os meninos das meninas. Então as lojas começaram a criar os produtos de cores diferentes para fazer essa associação. Isto é, a relação de gênero com cores foi, e ainda é, puro marketing para alavancar as vendas de determinados produtos.

Azul é universal

Segundo pesquisas, a cor azul foi eleita como preferida entre a maioria das pessoas, homens e mulheres. Isso deveria ser uma prova de que as cores não deveriam ser associadas a nenhum gênero. Se a maioria das pessoas têm como cor preferida o azul, então que o azul seja a cor de todos, assim como o rosa, o vermelho, o amarelo e o verde também.

Vamos usar o que der vontade

Vamos parar de associar as cores aos gêneros, vamos deixar de comprar algo na prateleira do mercado apenas porque tem uma cor específica que remeta ao nosso gênero, vamos parar de fazer essa correlação. Vamos começar a usar o que nos der vontade, vestir a cor que quisermos e comprar o produto que quisermos, talvez até o mais barato, por não ter essa diferenciação de homens para mulheres.

Não é biológico

A escolha de cores para os gêneros não é algo biológico e nem psicológico. É só uma forma de fazer com que determinado produto venda mais e de forma mais fácil apenas por ser associado a algum gênero específico. E as cores “ajudam” a causar essa diferenciação. Portanto, não se trata de uma coisa natural, mas sim de uma coisa imposta pela sociedade desde sempre para as pessoas.

Não é só a cor

Para aumentar as vendas e fazer o mercado girar, muitas coisas foram associadas a gêneros, pois essa sensação de exclusividade de um gênero específico, e até mesmo essa separação de meninos e meninas, foi imposta desde muito cedo na vida das pessoas. Não é só a cor que faz isso, brinquedos também, como bonecas para meninas e carros para meninos, e até mesmo as roupas, com vestidos para meninas e bermudas para meninos. Tudo isso é um interesse de negócios, mas acaba definindo como a nossa sociedade se comporta e enxerga o mundo.

Ainda é tempo de mudar

É difícil mudar a forma como a sociedade se comporta, mas aos poucos a gente consegue. E isso pode começar com ações pequenas, como incentivar as meninas a usarem azul e os meninos a usarem rosa, até ações muito maiores. Tudo começa com um pequeno passo, e, se acreditarmos que ainda é possível mudar, faremos de tudo para que isso aconteça. Portanto, eu encorajo, ainda é tempo de mudar, e vamos fazer isso até nas nossas pequenas atitudes diárias.

A organização das cores diz muito sobre a gente

Essa diferenciação de cores por gênero diz muito sobre a gente como sociedade, representa o quanto a nossa sociedade ainda é machista e preconceituosa e faz separação de homens e mulheres, ao invés de colocar todos no mesmo patamar. Pode até parecer uma coisa simples, mas impor uma determinada cor para cada gênero faz com que as pessoas enxerguem esses gêneros de forma diferente um do outro, assim gerando outros diversos fatores de desigualdade de gênero, e também muitos preconceitos em relação à orientação sexual das pessoas.

O feminismo busca a igualdade e o respeito. Entre nessa luta!