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O que é Carimbó?

O Carimbó é uma dança que combina influências indígenas com traços das culturas africana e portuguesa. O ritmo é típico da região Norte, em especial do Pará e, graças à banda Calypso, se tornou mais conhecido no país. Saiba mais sobre esta rica manifestação cultural de nosso país.

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O que é carimbó

Carimbó é um estilo de música e dança típicas do norte brasileiro, sobretudo do Pará, de origem indígena, mas com fortes traços da cultura africana e portuguesa. É patrimônio cultural imaterial do Brasil desde setembro de 2014, reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), cuja lei foi aprovada unanimemente.

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Principais instrumentos do carimbó

Obviamente, o instrumento principal do carimbó é o próprio carimbó, um tambor feito de madeira, encapado com couro animal, o que caracteriza propriamente a música. Além dele, no entanto, são utilizados pandeiro, flaura, fochê, maracá, banjo, ganzá e reco-reco. A partir da década de 70, guitarras elétricas passaram a ser incorporadas ao gênero musical.

De onde veio o nome

O nome carimbó veio do tupi “korimbó”, que significa “pau que produz som”. A própria palavra “korimbó” vem da justaposição das palavras “curi”, que significa “pau”, e “mbó”, que significa “furado”. Esse seria o instrumento, um tambor feito de tronco de árvore e encoberto com couro animal que produz o som para a música de mesmo nome. Antigamente, também era chamado de curimbó.

Origem do carimbó

Não se sabe muito bem de onde veio o estilo musical (provavelmente de Marapanim ou da Ilha de Marajó), mas sabe-se que surgiu por volta do século XVII pelos índios tupinambás, influenciado por africanos e ex-escravos no nordeste do Pará. No século XIX, como entretenimento, era comum pescadores e agricultores se reunirem com amigos e família para cantar o carimbó. Assim, o estilo passou dominar cada vez mais espaço nas festas da região, tornando-se marcante e até essencial.

Vestimentas do carimbó

As vestimentas para as danças do carimbó são bastante características e marcantes. As dançarinas usam saias longas, de muitas rodas, e bastante coloridas; as blusas, normalmente, são monocromáticas. São utilizados muitos acessórios, como colares, brincos e pulseiras. Os dançarinos se vestem de forma mais simples, o que lembra o estilo de vida humilde de pescadores e agricultores. Assim como as mulheres, os homens também se apresentam descalços.

 

Coreografia do carimbó

A dança do carimbó é feita em pares, como se fosse uma quadrilha: o moço convida a moça para dançar, batendo palmas para ela. A moça, por sua vez, ao longo da música, vai fazendo movimentos com a saia, de forma a tentar cobrir o rosto de seu parceiro. Algumas vezes, fazem imitações de animais.

Dia Municipal do Carimbó em Belém

Dia 26 de agosto é comemorado o aniversário de Augusto Rodrigues, o Mestre Verequete, um dos maiores compositores do ritmo. Em 2004, em seu centenário, a cidade de Belém, capital do Pará, reconheceu a importância desse estilo e estabeleceu aquela data como Dia Municipal do Carimbó. A lei foi elaborada pela ex-vereadora Marinor Brito, porém aprovada pelo prefeito Edmilson Rodrigues.

Dia Estadual do Carimbó no Pará

Em 2010, foi aprovada pela governadora do Pará, Ana Julia Carepa, o Dia Estadual do Carimbó, comemorada no dia 3 de novembro, já que o grande compositor Mestre Verequete morreu naquela data em 2009.

Perseguição do carimbó

Por sua grande influência africana e sua presença em festivais mais humildes da região, o carimbó logo ficou conhecido, pelos escravocratas, como “festa de preto”, sendo perseguido e criminalizado, no ano de 1880, por meio da Lei nº 1 028, denominada “Código de Posturas de Belém”. A multa, para quem desobedecesse, era de 30 mil réis. Entretanto, em 1960, por ter letras que não iam de encontro à Ditadura Militar, o gênero musical voltou a ter terreno fértil para crescer, mantendo-se firme até hoje.

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