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Biografia de Cazuza

Começando no Rock, flertando com a MPB e entrando para história. Com vocês, o grande poeta Cazuza.

04/04/1958 07/07/1990
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Cazuza - Biografia

Cazuza, nome artístico de Agenor de Miranda Araújo Neto, (Rio de Janeiro, 4 de abril de 1958 — Rio de Janeiro, 7 de julho de 1990) foi um cantor e compositor brasileiro que ganhou fama como vocalista e principal letrista da banda Barão Vermelho. Sua parceria com Roberto Frejat foi criticamente aclamada. Dentre as composições famosas junto ao Barão Vermelho estão "Todo Amor que Houver Nessa Vida", "Pro Dia Nascer Feliz", "Maior Abandonado", "Bete Balanço" e "Bilhetinho Azul".

Barão Vermelho 2

Com produção humilde e barata, o disco foi gravado às pressas, mas mesmo assim agradou a toda a classe artística. A música que encabeçava esse trabalho "Todo Amor Que Houver Nessa Vida" foi gravada por Caetano Veloso tempos depois. O compositor Cazuza já começava a mostrar seu talento. O lado poeta do artista juntava-se ao cantor talentoso, ao jovem rebelde e ao assumido bissexual. Suas letras falavam de dor, sofrimento, angústias e paixões. E as melodias misturavam baladas, blues e rock. Essa combinação obteve forte impacto e a banda explodiu, anos depois, nas paradas. "Barão Vermelho 2", como o próprio título diz, foi o segundo disco da banda, lançado em 1983, que manteve a qualidade de repertório do disco anterior e continuou chamando atenção para o grupo. Esse trabalho também consolidou definitivamente a parceria de Cazuza e Frejat. Em 1983, gravaram a música "Beth Balanço", que se tornou sucesso imediatamente. A canção foi trilha do filme de mesmo nome dirigido por Lael Rodrigues e estrelado por Débora Bloch. Em 1984, lançou seu último sucesso com a banda, a canção “Maior Abandonado”.

Aids

Um novo exame confirmou o vírus da Aids. Cazuza foi o primeiro artista brasileiro e um dos poucos, até hoje, a confirmar publicamente seu estado de saúde, colaborando, assim, para a campanha de conscientização sobre a doença e seus efeitos. Uma grande revista de circulação nacional explorou o estado do cantor, estampando na capa sua foto e as conseqüências desastrosas que a doença provocava na aparência das pessoas. Essa capa e o conteúdo da matéria gerou grande polêmica e discussão ética na imprensa nacional da época. A maneira como encarou e se posicionou em relação à Aids fez dele um símbolo de luta e amor à vida. Shows, discos e internações para tratamento passaram a fazer parte de sua vida e de sua obra. O disco "Ideologia", de 1987, falava de suas experiências com a perspectiva da morte, além de tocar em assuntos relacionados a questões sociais do país, uma preocupação constante no trabalho do compositor.

Legado

Em apenas nove anos de carreira, Cazuza deixou 126 canções gravadas, 78 inéditas e 34 para outros intérpretes.
Após a morte de Cazuza, os pais fundaram a Sociedade Viva Cazuza em 1990. A Sociedade Viva Cazuza tem como intenção proporcionar uma vida melhor a crianças soropositivas através de assistência à saúde, educação e lazer.

Barão Vermelho

Morou nos EUA e quando voltou, em 1980, o amigo Léo Jaime o apresentou para algumas pessoas que se tornariam seus maiores parceiros na carreira: Roberto Frejat (guitarra), Dé (baixos), Maurício Barros (teclados) e Gutti Goffi (bateria), todos integrantes da banda Barão Vermelho, um dos maiores sucessos da primeira metade dos anos 80, da qual Cazuza foi o vocalista.
Até o sucesso, contudo, a banda percorreu o mesmo difícil caminho de todos os grupos musicais. Tocavam em teatros, a divulgação era difícil e as pedras no caminho, enormes. Um dia, o produtor Ezequiel Neves teve acesso a uma demo do grupo e a encaminhou ao diretor artístico da Som Livre, Guto Graça Mello. Ambos, Ezequiel e Mello tiveram que convencer João Araújo a produzir a banda do próprio filho.

Carreira solo

O ano de 1985 foi determinante na vida de Cazuza. Ele decidiu abandonar o grupo e se aventurar em carreira solo com o álbum "Cazuza". O repertório do disco é composto de parcerias com Ezequiel Neves, Leoni, Reinaldo Arias e claro, Roberto Frejat, de quem continuou amigo e parceiro até o fim da vida.
A bem sucedida carreira solo teve cinco discos em quatro anos, shows mais bem elaborados e público cativo.

Antes da fama

Cazuza estudou em colégio tradicional, o Santo Inácio de Loyola. Antes de fazer sucesso foi funcionário da Som Livre, fez cursos de fotografias, trabalhou em peças teatrais. E foi exatamente em um espetáculo teatral, “Pára-quedas do coração” que se viu fazendo o que queria: cantar.

 

AIDS 2

Prêmios também não paravam de chegar e, embora a doença avançasse, a criatividade e irreverência de Cazuza continuaram aguçadas. O show "Ideologia", que teve a direção de Ney Matogrosso, viajou por todo o país e foi transformado em programa pela TV Globo, resultando no disco "Cazuza ao Vivo, o Tempo não Pára", que atingiu a marca de mais de 560 mil cópias vendidas, o maior êxito em vendas de sua carreira. O álbum duplo "Burguesia", seu último disco, foi lançado em 1989.

Morte

Em outubro de 1989, depois de quatro meses a base de um tratamento alternativo em São Paulo, Cazuza parte novamente para Boston, onde ficou internado até março de 1990 voltando assim para o Rio de Janeiro.
No dia 7 de julho de 1990, Cazuza morre aos 32 anos por um choque séptico causado pela AIDS. No enterro compareceram mais de mil pessoas, entre parentes, amigos e fãs. O caixão, coberto de flores e lacrado, foi levado à sepultura pelos ex-companheiros do Barão Vermelho. Cazuza foi enterrado no cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro.

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