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Frases de Euclides da Cunha

Euclides da Cunha possui grande obra na literatura nacional, além das outras funções que ocupou ao longo da vida como jornalista, sociólogo, engenheiro e poeta.

Sagradas ilusões

Euclides da Cunha

É, desgraçadamente, comum nesta terra vender-se a consciência; mas, eu terei asco de mim mesmo se um dia (estou plenamente seguro que nunca me achanará) calcar as mais sagradas ilusões de meu cérebro para satisfazer as exigências do estômago.
(Nota do autor ao poema Eu sou republicano)

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Cordão de Serras

Euclides da Cunha

Canudos tinha muito apropriadamente, em roda, uma cercadura de montanhas. Era um parêntesis; era um hiato. Era um vácuo. Não existia. Transposto aquele cordão de serras, ninguém mais pecava.

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Nossa nacionalidade

Euclides da Cunha

A nossa nacionalidade atravessa de há muito uma quadra em que o mais difícil problema consiste em harmonizar a vida ao dever.
(Sejamos francos, jornal Democracia, Rio de Janeio, 18 mar. 1890)

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Não é pouco...

Euclides da Cunha

Não desejo Europa, o boulevard, os brilhos de uma posição, desejo o sertão, a picada malgradada, e a vida afanosa e triste de pioneiro. Nestes tempos de fragilidade já não é pouco.
(Carta a José Veríssimo, 7 jul. 1904)

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Árvore do Sertão

Euclides da Cunha

Umbuzeiro é a árvore sagrada do sertão.

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Objetivo firme e permanente

Euclides da Cunha

Sem este objetivo firme e permanente (de conhecer o interior inóspito), a Amazônia, mais cedo ou mais tarde, se destacará do Brasil, naturalmente e irresistivelmente, como se despega um mundo de uma nebulosa — pela expansão centrífuga do seu próprio movimento.
(Entre o Madeira e o Javari)

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O mais brilhante poema

Euclides da Cunha

Pareceu-me e parece-me que o mais tosco verso de um livre à memória de um herói (Tiradentes) esmaga o mais brilhante poema que se atira aos pés de um rei...
(Nota do autor ao poema Tiradentes)

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Único Caso

Euclides da Cunha

Somos o único caso histórico de uma nacionalidade feita por uma teoria política. Vimos, de um salto, da homogeneidade da colônia para o regímen constitucional: do alvará para as leis.
(III, Da Independência à República)

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Síntese admirável

Euclides da Cunha

O lema da nossa bandeira é uma síntese admirável do que há de mais elevado em política.
(O Estado de S. Paulo, série Dia a Dia, 5 abr. 1892)

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Bastante Lucidez

Euclides da Cunha

No meio de tudo isto (Revolta da Armada) eu tive felizmente bastante lucidez para descobrir a estrada do dever, e nela estou e nela prosseguirei.
(Carta a Reinaldo Porchat, 22 nov. 1893)

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Agito e Trabalho

Euclides da Cunha

Há mais de um mês que me agito e trabalho — de graça — num país em que se inventam os empregos para a vadiagem remunerada.
(Carta a Plínio Barreto, 22 out. 1904)

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O sertanejo é...

Euclides da Cunha

O sertanejo é, antes de tudo, um forte.

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Quem te disse isto?

Euclides da Cunha

Então... eu não creio em Deus?! Quem te disse isto? Puseste-me na mesma roda dos singulares infelizes, que usam o ateísmo como usam de gravatas — por chic, e para se darem ares de sábios... Não.
(Carta a Coelho Neto, 22 nov. 1903)

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Nada se perde...

Euclides da Cunha

Nada se perde abandonando uma estrela para abraçar um amigo.
(Carta a Reinaldo Porchat, 21 abr. 1893)

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É a civilização

Euclides da Cunha

Não é o bárbaro que nos ameaça, é a civilização que nos apavora.

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O verdadeiro Brasil

Euclides da Cunha

O verdadeiro Brasil nos aterra; trocamo-lo de bom grado pela civilização mirrada que nos acotovela na rua do Ouvidor...
(Plano de uma Cruzada, II)

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Arruaças desprezíveis

Euclides da Cunha

O nosso povo, meu caro Porchat, por abdicação completa de todas as energias, não tem forças para agitar-se além das arruaças desprezíveis.
(Carta a Reinaldo Porchat, 21 abr. 1893)

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O evangelho

Euclides da Cunha

O evangelho fecha-se com a astronomia.
(Estrelas indecifráveis)

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Estamos condenados

Euclides da Cunha

Estamos condenados à civilização. Ou progredimos ou desaparecemos.

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Super-homem do deserto

Euclides da Cunha

O bandeirante foi brutal, inexorável, mas lógico. Foi o super-homem do deserto.

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Estamos Condenados

Euclides da Cunha

Estamos condenados à civilização.

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Nações estrangeiras

Euclides da Cunha

Se as nações estrangeiras mandam cientistas ao Brasil, que absurdo haverá de encarregar-se de idêntico objetivo um brasileiro?
(Carta a José Veríssimo, 24 jun. 1904)

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Essa maldade

Euclides da Cunha

Quem definirá um dia essa Maldade obscura e misteriosa das coisas, que inspirou aos gregos a concepção indecisa da Fatalidade?
(Carta a Vicente de Carvalho, 10 fev. 1909)

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