Mensagens Com Amor Menu Search Close Angle Birthday Cake Asterisk Spotify Play PPS Book Download Heart Whatsapp Whatsapp Facebook Twitter Pinterest Instagram YouTube 9 Giga Up

Frases de membros da ABL 3

A cultura da língua nacional é a maior motivação da ABL. Composta por 40 membros efetivos e perpétuos, conhecidos como imortais, a instituição foi fundada em 1897. Saiba quais nomes da nossa literatura integram a Academia, e leia suas frases.

Cadeira 31, Posição 7

Moacyr Scliar

Sim, o amor é belo, o amor é sublime — mas como se faz para despertar amor em alguém que não nos ama? Esta é uma questão que atormenta há milênios aqueles que são vítimas da paixão não correspondida.

Cadeira 29, Posição 4

Josué Montello

Embora só houvesse no céu uma fatia de lua nova, por cima da igreja de São Pantaleão, uma tênue claridade violácea descia sobre a cidade adormecida, com a multidão de estrelas que faiscavam na noite de estio.

Cadeira 40, Posição 3

Miguel Couto

Em matéria de história só me ensinaram a fazer anamneses, e eu não sei contar desde quando ficou a humanidade separada em duas classes, - os senhores e os mancípios, os livres e os servos; apenas assevero que essa divisão será tão profunda que os jurisconsultos romanos a denominaram summa divisio, embora acrescentando logo - contra a natureza, contra naturam.

Cadeira 13, Posição 3

Martins Júnior

E, com os pássaros bons de garras curvilíneas,
Ia se incorporar às rubras, às sanguíneas
Fotosferas do Sol, cheias de apoteose,
Onde a vida de tudo abrolha, ferve, explode!...

Cadeira 10, Posição 2

Laudelino Freire

Brasileiros e portugueses, de parte a parte, colocam o problema, que não devera sair do terreno da glotologia, no ponto de vista regionalista, ou melhor, patriótico.

Cadeira 26, Patrono

Laurindo Rabelo

Se me trata como escravo,
Mostrarei que sou senhor;
Como as águas, como a planta,
Fugirei dessa homicida;
Quero dar a um’alma fida
Minha vida e meu amor.

Cadeira 8, Posição 2

Oliveira Viana

O Partido Conservador não agia de modo diverso. Para não abandonar o poder, adiantava-se no caminho das inovações e apropriava-se das idéias pregadas justamente pelos liberais.

Cadeira 10, Posição 4

Orígenes Lessa

O trem bufou, entre cansado e contente, diminuindo a marcha. Deixei para um lado a revista, levantei-me, estirando os músculos. Alto da Serra. Sanduíche e café. Ou maçãs.

Cadeira 17, Posição 2

Osório Duque-Estrada

A alma do poeta, triste e dolorida,
- Árido campo onde uma flor não medra,
Lembra aquela mulher, que assim ferida
De estranha mágoa, transformou-se em pedra.

Cadeira 10, Posição 3

Osvaldo Orico

Por ela, ficaria por ali quanto tempo quisesse. Não lhe queria mal, apesar dos olhos súplices com que a espreitava, uns olhos ternos na aparência, mas no fundo desejosos. Não podendo revelar a cobiça, refletiam a humildade.

Cadeira 23, Posição 4

Otávio Mangabeira

Bendita seja! Exaltemo-la! Honrá-la é honrar pai e mãe, que nô-la transmitiram com o seu sangue. Tenho dito. Tenho dito com toda a minha alma. Não há porque não dizer mais uma vez. Defendê-la, preservá-la, é preservar, é defender a pátria.

Cadeira 39, Posição 6

Otto Lara Resende

O menino forcejando por nomear o gato, por decifrá-lo. O gato mais igual a todos os gatos do que a si mesmo. Impossível qualquer intercâmbio: gato e menino não cabem num só quintal.

Cadeira 28, Posição 4

Oscar Dias Corrêa

Mas não era possível descrever toda a fauna humana que Brasílio encontrou na Casa do Povo, como chamava a Câmara. Eram cinqüenta e quatro figuras diversas, cada qual com um jeito, uma cara, assentando-se ou se levantado ao comando da intimação do presidente e dos líderes.

Cadeira 30, Patrono

Pardal Mallet

Pela porta que haviam deixado aberta, de envolta com o sopro de vida mansa e sossegada que vinha lá de dentro, Nenê sentia a beijarem-lhe as espáduas e a nuca, em satânicos de cantáridas, umas arreitações gostosas que a prostravam.

Cadeira 26, Posição 2

Paulo Barreto - pseudônimo: João do Rio

A rua nasce, como o homem, do soluço, do espasmo. Há suor humano na argamassa do seu calçamento. Cada casa que se ergue é feita do esforço exaustivo de muitos seres, e haveis de ter visto pedreiros e canteiros, ao erguer as pedras para as frontarias, cantarem, cobertos de suor, uma melopéia tão triste que pelo ar parece um arquejante soluço.

Cadeira 36, Posição 3

Paulo Carneiro

Reunidos para velar pela cultura de nossa terra, temos missão sagrada a cumprir, e esse encargo nos alça acima de nós mesmos, desprendendo-nos, quando possível, de paixões e interesses pessoais.

Cadeira 21, Atual

Paulo Coelho

Em todas as línguas do mundo existe um mesmo ditado: o que os olhos não vêem, o coração não sente. Pois eu afirmo que não há nada mais falso do que isso; quanto mais longe, mais perto do coração estão os sentimentos que procuramos sufocar e esquecer.

Cadeira 31, Posição 3

Paulo Setúbal

Cheiro acre, de manjerona,
Lá fora embalsama o ar;
Tudo se aquieta. Ressona...
Eis que uma tarda sanfona
Passa na estrada, a chorar...

Cadeira 16, Posição 3

Pedro Calmon

Confessava outro e real amor, que não era a ela... "O sonho que os cadáveres renova, - o amor que o Lázaro arrancou da cova..." não era desejo de mulher, paixão ou desengano em braços egoístas. Metafísico e tardio, chamava-se... a Liberdade. Compreendessem-no: a Arte. Tudo isto queria dizer em linguagem que Leonídia perceberia com dificuldade - que tinha de retomar o caminho, e recolher-se à Bahia onde o esperava o livro. O livro e o túmulo.

Cadeira 11, Posição 2

Pedro Lessa

A história, para os gregos e romanos, é um gênero literário. A amplificação oratória, as ficções, o maravilhoso épico, inçam as narrativas, desfigurando os fatos, e subtraindo-os à justa apreciação dos mais claros e seguros entendimentos.

Cadeira 31, Patrono

Pedro Luís

Quando ela apareceu no escuro do horizonte,
O cabelo revolto e a palidez na fronte...
Aos ventos sacudindo o rubro pavilhão,
Resplandente de sol, de sangue fumegante,
O raio iluminou a terra... Nesse instante
Frenética e viril ergueu-se uma nação!

Cadeira 30, Fundador

Pedro Rabelo

Do escuro norte, ave prófuga,
Fugiste em busca do sul...
Mas todo o espaço hoje é límpido,
E é todo o espaço hoje azul.

Cadeira 18, Posição 6

Peregrino Júnior

Um grito danado de dor. Um bruto baque no chão. E Zeferino caiu, a carga de chumbo na perna direita, estrebuchando na lama viscosa da mata. Caiu que nem palmeira torada pelo corisco.

Cadeira 18, Posição 5

Pereira da Silva, A. J.

Quanto a mim, de minuto por minuto,
Ouço alguém... Alguém bate à minha porta...
Quem é? Quem sabe? Uma saudade morta,
Cousas tão d’alma que eu somente escuto.

Cadeira 5, Fundador

Raimundo Correia

Esconde-me a alma, no íntimo, oprimida,
Este amor infeliz, como se fora
Um crime aos olhos dessa, que ela adora,
Dessa, que crendo-o, crera-se ofendida.

Cadeira 34, Posição 5

Raimundo Magalhães Júnior

Permiti, senhores acadêmicos, que eu vos recorde, neste momento, as palavras com que há 120 anos, um velho e quase esquecido autor teatral francês, Eugène Scribe, iniciou o seu discurso de posse na Academia Francesa.

Cadeira 33, Patrono

Raul Pompeia

Ateneu era o grande colégio da época. Afamado por um sistema de nutrido reclame, mantido por um diretor que de tempos a tempos reformava o estabelecimento, pintando-o jeitosamente de novidade, como os negociantes que liquidam para recomeçar com artigos de última remessa; o Ateneu desde muito tinha consolidado crédito na preferência dos pais, sem levar em conta a simpatia da meninada, a cercar de aclamações o bombo vistoso dos anúncios.

Cadeira 6, Posição 5

Raymundo Faoro

Quem era esse homem que viveu mais do que um século, cercado pelo respeito e pela admiração de seus contemporâneos? Foi, sem dúvida, um intelectual situado acima das classes e das ideologias.

Cadeira 21, Posição 7

Roberto Campos

Para os que me consideram proprietário de uma visão pessimista da história, não gostaria de terminar o milênio com uma nota melancólica. E usarei uma expressão do grande filósofo liberal Raymond Aron, menos popular que Sartre em seus dias, mas muito mais correto em suas previsões de futuro: nós perdemos o gosto das profecias, mas não esqueçamos o dever da esperança.

Cadeira 26, Posição 4

Ribeiro Couto

A chuva fina molha a paisagem lá fora.
O dia está cinzento e longo... Um longo dia!
Tem-se a vaga impressão de que o dia demora...
E a chuva fina continua, fina e fria,
continua a cair pela tarde, lá fora.

Cadeira 18, Fundador

José Veríssimo

Pessimamente organizada, a instrução pública no Brasil não procurou jamais ter uma função na integração do espírito nacional.

Cadeira 20, Atual

Murilo Melo Filho

Assinou-se aí o famoso Protocolo de Itu, que consagrava a fusão dos partidos populistas em apoio a Getúlio na sucessão presidencial, mas que não incluía ainda no seu texto a escolha do vice-presidente.

Cadeira 34, Posição 3

Lauro Müller

Cada entidade, pessoa ou nação, vive essencialmente de dois elementos conjugados; um é a sua força intrínseca, expressão da sua vitalidade, representação do seu valor, índice da mesurabilidade dos seus destinos; o outro adquire-se no convívio da sociedade e do mundo e pela atividade pela inteligência, que abrem as portas para a estima e para o conceito, que só o caráter sabe adquirir.

Cadeira 7, Atual

Nelson Pereira dos Santos

A questão fundamental da nossa cultura hoje é: seremos independentes ou morreremos, como disse Dom Pedro.

cadeira 22, Posição 2

Miguel Osório de Almeida

O ideal de formar uma literatura científica nacional, escrita em português, sempre existiu, consciente ou inconscientemente no Brasil.

Cadeira 15, Posição 4

Odylo Costa, filho

Recorro a ti para não separar-me
deste chão de sargaços mas de flores,
onde há bichos que amaste e mais os frutos
que com tuas mãos plantavas e colhias.

Cadeira 12, Posição 6

Lucas Moreira Neves, Dom

Se me perguntam, agora, sobre a interferência da "lavagem" na parte católica da festa, sou obrigado a responder que é altamente prejudicial e perturbadora.

Cadeira 11, Fundador

Lúcio de Mendonça

Na clara estação gorjeada,
Em flor o ipê se desata;
Ó bela árvore dourada!
Ó loura filha da mata!
O tronco, o pai, se revê
Todo ufano, todos zelos,
Nesses teus áureos cabelos
Que o sol beija, ó flor de ipê!

Cadeira 33, Posição 3

Luis Edmundo

Teus olhos claros me disseram,
Como se fossem tua voz:
Ama-me... Os olhos também falam;
E quando os nossos lábios calam
O gesto e o olhar falam por nós.

Cadeira 22, Posição 3

Luis Viana Filho

Desse sertão de economia modesta, de hábitos simples, a região mais característica da Bahia, nos primeiros séculos, foi o S. Francisco.

Cadeira 23, Posição 7

Luiz Paulo Horta

Este é um ano solene para a Academia Brasileira de Letras, em que ela completa 111 anos de existência ao mesmo tempo em que registramos o centenário de falecimento do nosso patrono e fundador.

Cadeira 16, Atual

Lygia Fagundes Telles

A beleza não está nem na luz da manhã nem na sombra da noite, está no crepúsculo, nesse meio tom, nessa incerteza.

Cadeira 23, Fundador

Machado de Assis

A ausência diminui as paixões medíocres e aumenta as grandes, assim como o vento apaga as velas e atiça as fogueiras.

Cadeira 27, Patrono

Maciel Monteiro

Mulher ou anjo! Cumpre a missão tua!
Seja a crença deleite, a fé doçura;
toda a terra ame ao céu nos seus prodígios,
adore o Criador na criatura.

Cadeira 24, Posição 3

Manuel Bandeira

Beijo pouco, falo menos ainda
Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar
Intransitivo: Teadoro, Teodora.

Cadeira 15, Atual

Marco Lucchesi

Sob todos os prismas. De todas as portas. Janelas e corredores, estamos dentro dela. A linguagem da poesia de ontem e de hoje. Seguramente de amanhã. Uma obra que não para de crescer e defende uma agenda entre poesia e mundo, sob todas as formas e apelos.

Cadeira 19, Posição 6

Marcos Almir Madeira

Fernando Pessoa foi o mais inventivo dos poetas - o mais pessoal. Talvez o mais excitante. Cultivou o paradoxo, não apenas com engenho, senão também com avidez, a tal ponto que parecia divertir-se sensualmente com ele.

Cadeira 15, Posição 5

Marcos Barbosa, Dom

Nossos caminhos são agora um só caminho,
nossas almas, uma só alma.
Já não preciso estender a mão para alcançar-te,
já não precisas falar para que eu te escute...

Cadeira 26, Atual

Marcos Vinicios Rodrigues Vilaça

Nazaré da Mata. Mauro Mota. Na realidade, se o início de tudo é o mais difícil, eu falaria da dúvida do início, a “dúvida constante”, de que cuidou o poeta baiano, a “quanta indecisão”, de que tratou o vate mineiro. Vacilo, procuro, entre os nomes, um nome: o nome da cidade ou o nome do poeta?

Cadeira 21, Posição 2

Mário de Alencar

Tão alto não irei no imenso espaço
Que toque os astros como tu, amigo.
Mas sei que astros e céus tenho comigo
Enquanto com estes sonhos bons me iludo;
E como as aves cantam, versos faço.
Isso - que vale o mais? - vale-me tudo.

Cadeira 2, Posição 4

Mário Palmério

Mas o pescador estava prevenido. Sustentava, agora, a vara com ambas as mãos, sem deixar que encostasse na borda da canoa, para que as mínimas vibrações do bambu lhe chegassem imediatas e perfeitas.

Cadeira 9, Posição 2

Marques Rebelo

Aluísio era muito imaginativo e, sem titubear, inventou-lhe ali mesmo não sei que história fantástica em que entrava um bandido, verdadeiramente o autor do lamentável desastre, fugindo logo após praticá-lo, sem que ninguém visse, pois ele, Aluísio, tinha sido a única pessoa que presenciara tão misteriosos fatos, por acaso, acrescentava com razoável dose de modéstia, quando fora buscar na sala o álbum de retratos para folhear, o que, inexplicável dado o seu gênio incapaz de ficar parado um segundo, era inegavelmente uma das suas maiores distrações.

Cadeira 29, Patrono

Martins Pena

Serão os bailes mascarados capazes de substituir o entrudo e fazê-lo desaparecer dos nossos costumes? É esta uma questão difícil de responder-se.

Cadeira 38, Posição 4

Maurício de Medeiros

Compreendo que os que tomaram conta da máquina presidencial achem o maquinismo perfeito e o queiram manter, para prolongar seu domínio pessoal.

Cadeira 26, Posição 6

Mauro Mota

As mãos leves que amei. As mãos, beijei-as
nas alvas conchas e nos dedos finos,
nas unhas e nas transparentes veias,
Mãos, pássaros voando nos violinos.

Cadeira 22, Fundador

Medeiros e Albuquerque

E, quando enfim cair do altivo pedestal,
à sacrílega mão do bárbaro estrangeiro,
meu braço descrever no gesto derradeiro
a maldição final.