Mensagens Com Amor Menu Search Close Angle Birthday Cake Asterisk Play PPS Book Download Heart Whatsapp Whatsapp Facebook Twitter Pinterest Instagram YouTube 9 Giga Up

Frases de Manuel Bandeira

Um dos nomes mais importantes na Semana de Arte Moderna de 1922, Manuel Bandeira deixou um grande legado. Conheça um pouco mais sobre esse célebre escritor que marcou a literatura nacional.

Último poema

Manuela Bandeira

Assim eu queri meu último poema:
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama que consome os diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem explicações.

Vi uma estrela

Manuel Bandeira

Vi uma estrela tão alta,
Vi uma estrela tão fria!
Vi uma estrela luzindo
Na minha vida vazia.

Poeta sou

Manuel Bandeira

Poeta sou; pai, pouco; irmão, mais.
Lúcido, sim; eleito, não;
E bem triste de tantos ais
Que me enchem a imaginação.
Com que sonho? Não sei bem não.
Talvez com me bastar, feliz
Ah, feliz como jamais fui!
Arrancando do coração
Arrancando pela raiz
Este anseio infinito e vão
De possuir o que me possui.

Sentirás o meu carinho

Manuel Bandeira

Não te retires ofendida.
Pensa que nesse grito vem
O mal de toda minha vida:
Ternura inquieta e malferida
Que, antes, não dei nunca a ninguém.
E foi melhor nunca ter dado:
Em te pungindo algum espinho
Cinge-a ao teu seio angustiado.
E sentirás o meu carinho

Delicadeza

Manuel Bandeira

Eu gosto de delicadeza. Seja nos gestos, nas palavras, nas ações, no jeito de olhar, no dia-a-dia e até no que não é dito com palavras, mas fica no ar...

Tua paixão

Manuel Bandeira

O que tu chamas tua paixão
É tão somente curiosidade
E teus desejos ardentes vão
Batendo as asas na irrealidade.

Duas vezes

Manuel Bandeira

Duas vezes se morre: Primeiro na carne, depois no nome. Os nomes, embora mais resistentes do que a carne, rendem-se ao poder destruidor do tempo, como as lápides.

Um bicho

Manuel Bandeira

Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.

A alma é que estraga o amor

Manuel Bandeira

Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma. A alma é que estraga o amor. Só em Deus ela pode encontrar satisfação. Não noutra alma. Só em Deus - ou fora do mundo. As almas são incomunicáveis. Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo. Porque os corpos se entendem, mas as almas não

Amizade é

Manuel Bandeira

Amizade é como flores, não podemos deixar de regá-las, mas também não podemos regá-las muito.

Coração despedaçado

Manuel Bandeira

Escuta, eu não quero contar-te o meu desejo
Quero apenas contar-te a minha ternura
Ah se em troca de tanta felicidade que me dás
Eu te pudesse repor
Eu soubesse repor
No coração despedaçado
As mais puras alegrias de tua infância!

Não quero

Manuel Bandeira

Não quero amar, Não quero ser amado. Não quero combater, Não quero ser soldado.
Quero a delícia de poder sentir as coisas mais simples!

Teodora

Manuel Bandeira

Beijo pouco, falo menos ainda
Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana I
nventei, por exemplo, o verbo teadorar
Intransitivo: Teadoro, Teodora

O que eu vejo

Manuel Bandeira

Que importa a paisagem, a Glória, a baía, a linha do horizonte? ? O que eu vejo é o beco.