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Cartas de amor aos mortos

Um livro pode nos fazer mudar completamente nossa visão sobre determinados assuntos. "Cartas de Amor aos Mortos", de Ava Dellaria, carrega consigo uma série de reflexões que nem sempre são fáceis de digerir, mas tornam a experiência literária ainda mais especial. Neste romance, a jovem Laurel tenta encontrar-se em meio a uma intensa depressão decorrente ao luto. Sua irmã mais velha, May, falecera, e a tragédia a atormenta a cada instante ao longo da narrativa, influenciando muitas de suas ações. Conheça algumas das reflexões de Laurel e prepare-se para se encantar com as palavras tão bem articuladas da menina!

A obra

"Carta de Amor Aos Mortos" é um romance infantojuvenil criado pela americana Ava Dellaira, mestre pela Iowa Writers' Workshop e membro da indústria cinematográfica de Santa Monica, Califórnia. A história narra os anseios de Laurel, uma garota que acabara de perder sua irmã e prestes a iniciar o Ensino Médio em uma nova escola. Confusa e deprimida, ela se depara com uma tarefa de casa interessante: escrever uma carta para alguém que já morreu. Esse gatilho é o suficiente para que Laurel recheie seu caderno de cartas extremamente pessoais à famosos como Elizabeth Bishop, Jim Morrison, Heath Ledger, Kurt Cobain e Amy Winehouse, aproximando-se cada vez mais de seus próprios traumas a cada manuscrito.

Ilhas distantes

Laurel

“É mentira que a dor aproxima as pessoas. Cada um de nós era uma ilha – meu pai na casa, minha mãe no apartamento para onde tinha se mudado alguns anos antes, e eu indo de um lado para o outro em silêncio, fora de órbita, incapaz de suportar os últimos meses do fundamental.”

O impacto da morte é muito particular. É impossível padronizá-lo e definir exatamente como indivíduos em luto se sentem. A morte de May tornou sua família fria e distante, cada qual sofrendo ao seu modo.

Placas

Laurel

“De repente entendi que estar vivo é isso. Nossas próprias placas invisíveis se movendo em nosso corpo, e se alinhando à pessoa que vamos nos tornar.”

Quando se é adolescente, a sensação de não saber exatamente quem você é acaba sendo insuportável. A questão não é quem somos, mas sim como estamos. "Ser" é muito complicado quando se está em constante transformação. O que pensamos ser quase sempre é passageiro.

Alguma coisa fica

Laurel

"Sei que está morta, mas acho que tem alguma coisa da gente que não desaparece simplesmente."

A falta de um irmão é avassaladora. Para Laurel, que encarava sua irmã mais velha May como uma inspiração, não seria diferente, e são diversas as tentativas que a garota experimenta para tentar suprimir essa dor.

Sementes

Laurel

“Descobri que, às vezes, momentos marcam nosso corpo. Eles estão ali, alojados sobre a pele como sementes pintadas de surpresa, tristeza ou medo. E se você virar para um lado ou cair, uma delas pode se soltar, pode se dissolver no sangue ou fazer surgir uma árvore inteira. Às vezes, quando uma se solta, todas começam a se soltar.”

Nosso psicológico, muitas vezes, é formado por gatilhos, ganchos que ativam e desativam certas limitações, traumas ou reflexões mais intensas. Uma memória é capaz de destruir ou revigorar uma pessoa, e isso faz parte do natural processo de desenvolvimento.

Autopercepção

Laurel

“Às vezes agimos porque estamos sentindo tantas coisas dentro de nós e não percebemos como isso afeta os outros.”

Os sentimentos aflorados, por vezes, acabam suprimindo a empatia e racionalidade. Quando estamos diante de uma situação delicada como a de Laurel, não é difícil que também percamos o controle sobre o modo como agimos com aqueles ao nosso redor.

Coisas importantes

Laurel

“Existem duas coisas importantes no mundo: estar em perigo e ser salvo.”

Perigo é aprendizado, são situações que devemos evitar, pessoas que precisamos ignorar. Quando somos salvos, conhecemos aqueles que realmente torcem pelo nosso sucesso, independentemente de qualquer coisa.

Feriados

Laurel

“Halloween é um dos meus feriados favoritos. O Natal e os outros às vezes nos deixam tristes, e há o peso de ter que ser feliz. Mas no Halloween, você pode ser o que quiser.”

A alegria quase infantil de poder fantasiar-se no carnaval é preciosa para Laurel. Ao decorrer da história, a garota fingira inúmeras vezes um bem-estar que não lhe pertencia e até se fantasiara da própria irmã, vestindo suas roupas e assumindo que não pareciam naturais nela. Ser o que quiser é uma das maiores liberdades que nos são ofertadas.

Perdas

Laurel

"Quanto mais se ama alguma coisa, mais difícil é perder."

É difícil conseguir criar conexões depois de perder alguém que ama. A sensação de partida corrói o peito e nos torna inertes aos futuros sentimentos como uma medida de autopreservação. Essa limitação é, geralmente, quebrada ao longo do tempo, mas se mostra um fardo enquanto perdura a rotina de alguém.

Não há como salvar

Laurel

“Ninguém pode salvar ninguém, não de verdade. Não de si mesmo.”

Por mais que tentemos, não está ao nosso alcance ajudar a todos, e muitas vezes, nem mesmo àqueles que amamos. Cada um lida com seus próprios demônios, fatores pessoais demais para serem reparados por terceiros.

Nirvana

Laurel

“ ‘Nirvana’ significa liberdade. Liberdade do sofrimento. Acho que algumas pessoas diriam que é exatamente isso.”

Laurel não esconde seu amor por Kurt Cobain e Nirvana, a qual Kurt foi vocalista. A carga semântica colocada na banda grunge garantira a garota uma série de reflexões a respeito de si mesma. A liberdade de sofrimento, para Laurel, é extremamente necessária.

Medo

Laurel

"Todos nós queremos ser alguém, mas temos medo de descobrir que não somos tão bons quanto todo mundo imagina que somos."

Antes de fazermos algo grandioso, sempre há um frio na barriga. Esse pode ser um indicativo de que uma grande decisão está sendo tomada, algo que poderá mudar sua vida para sempre.

A sensação de impotência, porém, nos atrasa. Não precisamos ser bons como acreditam que somos, mas nosso ego tenta nos provar o contrário. O seu melhor é suficiente, e cedo ou tarde, lhe renderá frutos!

Mais profundo sentimento

Laurel

"Sabe por que se apaixonar é o que pode acontecer de mais profundo com uma pessoa? Porque quando estamos apaixonados, estamos totalmente em perigo e completamente salvos, os dois ao mesmo tempo."

Há uma transformação notável quando se está apaixonado. Estar entregue a uma pessoa é um dos atos mais corajosos que existem, já que um relacionamento nada mais é do que permitir que a vulnerabilidade de seus sentimentos atuem.

O som do silêncio

Laurel

"Às vezes, quando falamos, ouvimos o silêncio. Ou apenas ecos. Como gritos vindos de dentro. E isso é muito solitário, só acontece quando não estamos ouvindo de verdade. Significa que ainda não estávamos prontos para ouvir. Porque toda vez que falamos, há uma voz. Existe o mundo que responde."

Que sensação terrível a de estar sozinho, mesmo rodeado de pessoas. Após perder alguém tão importante, essa sensação é amplificada. Falar e sentir o vazio em nossas palavras é, sem dúvidas, desanimador.

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Cicatrizes expostas

Laurel

"Às vezes nosso corpo devia mostrar mais as coisas que nos machucam, as histórias que mantemos escondidas dentro de nós."

Seria tão mais fácil se todos pudessem ver nossas manchas! Há tantas cicatrizes que precisam ser cuidadas, bem tratadas, e muitos não têm esse conhecimento sobre nós. Muito mais simples, então, se pudessem conhecer cada um de nossos pontos fracos.

Revelando

Laurel

"Se quisermos que alguém nos conheça, precisamos nos revelar a essa pessoa."

Essa pode ser a parte mais difícil, conseguirmos nos descascar e exibir os cantos mais complicados de nosso Ser. Cada incógnita, cada ideia. Mas, quando se ama, isso vale a pena.

O homem é o lobo do homem

Laurel

"Quando você se dá conta de que o lobo está dentro de você, é quando entende. Não pode fugir dele. E ninguém que ama você consegue matar o lobo, porque ele faz parte de você. As pessoas veem seu rosto nele. E não vão atirar."

Nem sempre as pessoas conseguirão lidar com seus problemas. Alguns irão amá-los. E cabe a você entender o que precisa ser ajustado em sua personalidade.

Melhor coisa

Laurel

"Ficar junto nem sempre é a melhor coisa quando você não pode ser bom para o outro"

Amar também é reconhecer quando sua presença não está agregando coisas positivas àquele que ama. E está tudo bem!

Amigo é...

Laurel

"Um amigo é alguém que dá liberdade total para você ser você mesmo... Qualquer coisa que você sinta naquele momento está bom para ele. "

Um amigo de verdade entende que nem sempre estamos com um ótimo astral e que não há problema algum nisso. O apoio fraterno é primordial!

Arriscando

Laurel

"Existe uma diferença entre o tipo de risco que faz alguém se destruir e o tipo que faz você aparecer para o mundo."

Riscos sempre devem ser devidamente analisados. As consequências podem ser desastrosas ou magníficas!