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Frases de membros da ABL

Inaugurada em 1897, a Academia Brasileira de Letras é uma instituição cultural que reúne um seleto grupo de escritores. Confira frases dos imortais: membros da ABL e os mais célebres da literatura brasileira.

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Cadeira 7, Posição 4

Afonso Pena Júnior

Agora, a cena está mudando. Vaqueiro e jagunço tenderão a diluir-se numa perspectiva social em que a rede de estradas, as comunicações mais fáceis, a presença da energia elétrica e do rádio conspiram contra o isolamento e a rotina dos preconceitos e da ação.

Cadeira 33, Posição 4

Afrânio Coutinho

A Literatura, como toda arte, é uma transfiguração do real, é a realidade recriada através do espírito do artista e retransmitida através da língua para as formas, que são os gêneros, e com os quais ela toma corpo e nova realidade.

Cadeira 4, Posição 2

Alcides Maya

A função da Academia é ligar o Brasil de norte a sul, sistematizando e consagrando todas as manifestações da alma coletiva, ao invés de as repelir a pretexto de bom gosto ou de as esquecer em nome da metrópole.

Cadeira 23, Posição 3

Alfredo Pujol

Machado de Assis, com a extrema originalidade que o caracteriza, não sofreu a ação ambiental de sua época; superior ao seu tempo, viveu a vida interior do pensamento criando com carinho obra extraordinária, de rara unidade e de sedutora beleza, que é o momento mais perfeito e mais sólido das nossas letras.

Cadeira 17, Posição 4

Álvaro Lins

E aqui está como se me afigura a beleza difícil, rara, contudo sempre necessária, de uma frase longa e desdobrada: que ela nos transmita, afinal, a imagem de um corpo a avançar, ou a deslizar, com a lentidão, a elegância e a dignidade de um cisne sobre as águas.

Cadeira 27, Posição 2

Dantas Barreto

E se as dificuldades com que lutei para vencer a distância que me separava de tão valentes peregrinos, eram para desanimar um espírito menos resoluto, sem os hábitos das contrariedades torturantes, maiores proporções tomara o meu empenho de triunfo.

 

Cadeira 11, Posição 6

Deolindo Couto

No meio da derrocada contemporânea, ainda mantêm os discípulos de Hipócrates os mesmos desígnios que lhes conferem uma centelha divina: os de paliar o sofrimento alheio, a qualquer hora e em qualquer parte, à custa, muita vez, da própria vida.

Cadeira 33, Fundador

Domício da Gama

Era magra, pequena, escura. Tinha a extrema humildade dos que vivem longos anos sob o céu destruidor, sem pensar ao menos em resistir à sorte, com a passividade inerte da folha que o vento rola pelos caminhos.

Cadeira 40, Fundador

Eduardo Prado

Os jornais chegados nas primeiras semanas, depois da pacífica epopéia, vinham todos negros de retratos, mais ou menos desenhados, formando uma série interminável de heróis, cujas feições tinham sido votadas à imortalidade de um dia, no centro da primeira página, com a prontidão que o entusiasmo requer, a nitidez que a estereotipia barata permite e a rapidez que as condições da venda avulsa impõem.

Cadeira 39, Posição 5

Elmano Cardim

Tinha um grande pendor para as letras e por isso fundou O Patriota, cujas páginas publicaram a melhor produção literária da época, dos escritores Borges de Barros, Garção Stockler, Mariano da Fonseca, José Bernardes de Casto, Camilo Martins Lage, Ildefonso José da Costa e Abreu, Pedro Francisco Xavier de Brito, Silva Alvarenga, José Bonifácio, Silvestre Pinheiro e José Saturnino.

Cadeira 34, Posição 8

Evaldo Cabral de Mello

Fiz uma revisão de estilo e acrescentei alguns elementos. É um livro cuja bibliografia é muito difícil de se achar no Brasil. Para surpresa minha, encontrei livros que nunca pensei que encontraria na biblioteca do Itamaraty, aqui no Rio.

Cadeira 33, Atual

Evanildo Bechara

Contemplo em cada um de vós um a um dos 40 que puseram em marcha a instituição que vos peço licença para começar a chamar nossa; contemplo em vós os sucessores que, enfrentando momentos difíceis, vieram trazendo a nossa instituição ao que ela é hoje.

Cadeira 10, Patrono

Evaristo da Veiga

Nós, animados pelo amor da Pátria, e possuídos de um santo respeito para a Constituição e para o Soberano, que a jurou conosco, não nutrindo em nós outra paixão mais que a do bem público, não marcharemos sobre as pisadas daqueles que por efeito de paixões ambiciosas ou venais, fazem alternativamente da liberdade seu ídolo, ou um monstro de sua inimizade.

Cadeira 14, Posição 3

Fernando de Azevedo

Nas antigas sociedades, de estrutura "sagrada" ou fechada, toda a literatura, não escrita mas divulgada pela tradição oral, com que se entretinham crianças, vinha de baixo para cima ou ascendia das fontes populares, anônimas, em que se misturavam, nas criações coletivas, a fantasia e a história, a verdade e a imaginação.

Cadeira 3, Patrono

Artur de Oliveira

A literatura de um povo não é somente a mais clara expressão do seu gênio nacional, é também a "sua própria geografia" segundo Walt Whitman, com todas as características que a acentuam e individualizam.

Cadeira 25, Posição 2

Artur Orlando

O amor que no mundo psíquico é como no mundo físico o éter, que apesar da descontinuidade dos seres não cessa de manter o Universo na mais estreita solidariedade; o amor, força mágica que prende, subjuga e alucina, torna a economia da natureza pródiga, fantasticamente pródiga; semeando flores e frutos por toda parte, ornando de atrativos e esplendores o ninho dos pássaros e a câmara dos noivos; o amor que inspirou Miguel Ângelo, Corrégio, Rafael, iluminou a cabeça de Moisés no Sinai, do Dante no Inferno, de Milton, no Paraíso, com Dido criou a Eneida, com Catarina, os Lusíadas, com Leonardo da Vinci o retrato de Mona Lisa, ainda hoje admirado como encarnação da beleza e graça feminina, da glória de Francesco del Giocondo passando à imortalidade envolto na beleza da mulher, e atestado da ventura de um artista genial, que levou quatro anos cheios de músicas e cânticos, a desenhar um sorriso de mulher que se não sabe bem a quem é dirigido, se ao pintor, se ao marido: o amor que atirou o indomável Hércules aos pés de Onfália, absolveu Madalena, a pecadora, aos olhos do Cristo, e transformou o corpo de mármore de Galatéia em carne rósea e perfumada, para apaixonar Pigmalião de um bloco de pedra, – o amor foi eixo, sobre o qual girou a vida inteira de Junqueira Freire, o pólo magnético de sua febril atividade, a fonte fecunda de sua sublime inspiração.

Cadeira 8, Posição 3

Austregésilo de Athayde

Veio-me à idéia, ao começar a escrever este discurso, que nesta noite não estivéssemos aqui somente os vivos, os membros desta Academia, os representantes dos poderes do Estado, os diplomatas, as personalidades das Ciências, das Artes, da Literatura, do Jornalismo, as formosas senhoras que dão beleza e graça a este quadro inesquecível. Pensei que o panorama de tantas presenças tangíveis poderia ampliar-se no conspecto ideal do corpo triunfante daqueles que verdadeiramente chegaram Ad Immortalitatem e são hoje objeto do vosso culto, honra da nossa existência, guarda e proteção dos vossos ideais.

Cadeira 35, Atual

Candido Mendes de Almeida

Não há um Brasil indiferente à Academia. O poder nos corteja; a inteligência nos desdenha; sideramos o povo. Nosso é o lugar deste cativeiro social, de controles sutilíssimos, cenários da melhor usura do olhar e do prontuário das nossas etiquetas cívicas.

Cadeira 5, Posição 4

Cândido Motta Filho

Quantas perguntas fiz a mim mesmo, para colocar uma ponte entre a minha pretensão e a vossa generosidade! Encontrei, entre as delícias do século XVIII, o discurso acadêmico em que Voltaire explica que a sua Academia se originou de uma reunião de amigos.

Cadeira 6, Atual

Cícero Sandroni

E ao estudar a vida dos que me antecederam, percebi quão longa e rica é a história da Cadeira número 6 da Academia Brasileira de Letras e quão breve é o tempo de que disponho para contá-la.

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