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Roger Moreira

Voz de uma das bandas mais queridas do rock brasileiro. Roger é dono de uma inteligência ímpar, é conhecido pelo seu alto Q.I. e publicações polêmicas. Conheça o seu pensamento!

12/09/1956
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Quem ele prefere Phil Collins ou Peter Gabriel?

Roger Moreira

Para falar a verdade eu prefiro o Peter Gabriel. Aquela briga toda foi com o pessoal dele. Como eu falei durante a discussão com o empresário dele, "aposto que se o Peter Gabriel souber o que vocês estão fazendo ele ia ficar bravo". (O Ultraje e Peter Gabriel tocaram no mesmo dia do SWU 2011. Alegando que o tempo de show já havia acabado, a equipe do artista inglês desligou os aparelhos da banda brasileira, causando uma confusão no backstage).

E o Peter Gabriel me ligou depois, pediu desculpas. Sei lá se ele apoiou aquilo nas internas, mas a discussão ali foi com o técnico e com o roadie, que brigou com o meu irmão. Ainda acho que ele não faria isso… Até por estratégia, não é algo legal. Então duvido que o próprio Peter estivesse sabendo disso.

Se ainda somos inútil...

Roger Moreira

Ah, somos. Eu tinha uma certa esperança que nos anos 80, quando acabou a ditadura, teve aquele processo de abertura, que a gente ia conhecer um período de progresso, que íamos deslanchar. Mas, foi só um pouco e já voltou tudo. Então, temos muito que aprender.

A visão dele do Ultraje hoje como banda

Roger Moreira

A gente faz poucos shows por mês, só uns dois ou três. Fazemos só quando são perto de SP, até uns 400km. Escolhemos bem onde fazer, se vale a pena e considerando nossa dedicação ao que fazemos na TV. Como banda, faz muito tempo que não tínhamos esse entrosamento. Nós temos o repertório de shows que não precisamos mais ensaiar, sabemos de cor e salteado. Antes, a gente só se encontrava para tocar. Agora nos encontramos ao menos três vezes por semana. Além disso, tocamos muito outras coisas hoje em dia, não só o repertorio do show.

Estamos melhor ensaiados e entrosados do que antigamente. É um trabalho muito prazeroso, como músico… Tocar coisa nova e não a mesma coisa que querem que toque no show. O cara não ouviu aquela musica um milhão de vezes como a gente.

Sobre shows de grande impacto

Roger Moreira

Claro. A gente toca e é sempre bem recebido. Fizemos o Rock In Rio e foi de noite, foi legal. Eu não tenho essa encanação do Lobão de "ah, não pode ser à tarde". Eu entendo perfeitamente que o artista estrangeiro vem para cá e é atração, porque ele vai vir aquela única vez, enquanto estamos aí toda hora. Se fizesse um festival só com a gente, o público teria interesse – como já teve – mas a ideia desses festivais é a presença dos artistas internacionais.

Nem faço tanta questão de tocar nestes festivais. A sensação que você tem quando tem muita gente (300 mil pessoas no Rock In Rio como tocamos) é que você não vê as pessoas. É uma coisa para se falar "legal, toquei para 300 mil", mas você mal escuta. Elas ficam muito longe também, então as vezes é uma coisa mais fria, apesar de ter tanta gente. Pra mim é um show como qualquer outro: se tiver que ser mais cedo, a gente faz mais cedo, se for mais tarde, também.

Perguntas sobre QI e sobre a G Magazine

Roger Moreira

Essa do QI falam mais que da G Magazine. O da revista, quando fiz, falaram durante um tempo mas esqueceram. Agora que o Danilo (Gentili) mostra todo dia, estão falando de novo. Tem outra pergunta que fizeram muito: "por que Ultraje a Rigor?" Lançamos até um disco com esse nome e que tinha a explicação.

Como ele se define no espectro político

Roger Moreira

Minha posição é liberal. Acho que o Estado deve interferir o mínimo possível em cima do cidadão. Uma coisa estatizada é um ralo de dinheiro. O dinheiro está ali, o Estado controla, rouba, você não sabe o que está acontecendo. Uma coisa privatizada tem que dar lucro. A ideia é fazer estradas, prisão, ferrovia, tudo privatizado. Aí sim você gera emprego. A empresa precisa dar lucro, ser bem administrada, não terá gente enfiando dinheiro no c*. Isso é progressista, quero ver o Brasil progredir, com dinheiro sobrando, todo mundo empregado e ganhando bem. Esse é o progresso.

 

Sobre as declarações de Cynara Menezes sobre ele

Roger Moreira

Ela é uma cretina, não resta a menor dúvida. Eu sempre fui idealista e continuo sendo. Eu sei o que é uma democracia capitalista, eu sei que o povo brasileiro é capitalista. Quer ganhar na loteria, quer ir para a Disneylândia, quer comprar um carro. O comunismo se vale de muitas práticas abusivas, eles atacam a gente, usam muito a falácia do espantalho. Ad hominem direto: desmerecer o locutor ao invés de rebater o argumento.

Enfim, é uma coisa mesquinha. Eu morei nos Estados Unidos. Mal comparando, lá eu sou o preto, o pobre, o latino, o cara que não podia arrumar um emprego melhor porque estou ilegal no país e coisa assim. Mesmo sendo lavador de prato, entregador de pizza, eu consigo enriquecer. Porque você ganha seu dinheiro, você tem financiamento, o salário mínimo é digno e todo mundo tem educação. Esses empregos que o brasileiro pega lá o americano nem quer. Todo mundo tem estudo. É isso que deveria ter aqui.

Então quando tem alguém esclarecido que vê isso eles querem botar você para baixo de qualquer jeito. "Você é burguês", "é careta", "é reaça"… porque eles querem manter os planos deles de dominação, de poder. Não tem nada a ver com melhorar o país, com nada, é um plano exclusivamente de poder. E eles fazem qualquer negócio para se manter no poder. E eles ficam enganando: tem gente infiltrada nas faculdades, bancos, em todos os órgãos. Eles estão na prática dominando tudo e isso é perigosíssimo, fosse quem que fosse: militar, PT, gente da igreja.

Sou muito fã

Roger Moreira

Eu sou muito fã do David Letterman. Então quando eu soube que o Danilo ia fazer esse mesmo tipo de programa, disse "legal, já sei qual é minha parte e o que eu tenho que fazer". A direção musical é toda nossa, a gente escolhe o que tocar, música para os convidados, quando precisa de alguma vinheta a gente compõe… Há uma liberdade total. Na verdade, não digo que é total porque tem uma restrição de ECAD (direitos autorais), então tem um certo número de músicas que a gente pode tocar por mês. Mas fora isso tem liberdade total.

Sobre o Ultraje no Agora é Tarde

Roger Moreira

Muito. Ele (Danilo Gentili, apresentador do programa) veio falar comigo em 2010 e falei: ‘olha nunca tive um emprego, vou dormir, 5h, 6h da manhã e acordo às 13h, por aí’. Então ele falou ‘eu também, vamos gravar à tarde’. A gente fez alguns pilotos em 2010 e em 2011 começou o programa. Eram só duas vezes por semana; hoje são quatro e gravamos em três dias.

O ambiente é ótimo, muito parecido com o nosso, de brincadeiras o tempo inteiro uns com os outros. Sempre temos nosso aparelho montado e é só chegar e tocar — o que é uma delícia. Ganhamos bem… enfim, tô adorando

Sobre o projeto Música Esquisita a Troco de Nada?

Roger Moreira

É um projeto em aberto e eu não tenho planos de lançar uma coisa nova por enquanto, mas não descartei total. Para qualquer disco, quando você lança um trabalho novo, espera-se que você faça uma divulgação deste trabalho para ser viável comercialmente. E eu não tenho mais esse saco, sinceramente. Como agora estou em um programa de TV poderia chegar lá e falar ‘olha lancei um disco’. Daí o público espera que você faça shows, viaje mais. E são coisas que eu estou abandonando aos poucos porque cansa. É outra fase da minha vida, da minha carreira.

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