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O que é islamismo?

Antes de mais nada, Salam Alaikum! A expressão significa "que a paz esteja sobre vós" e é muito utilizada como forma de cumprimento pelos islamistas. Quer saber mais sobre esta religião que propaga amor, caridade e muito mais? Deixe os esteriótipos de lado e venha conhecê-la de verdade!

Islamismo

O Islamismo é a mais recente das religiões mundiais, e é a segunda com mais fiéis ao redor do mundo, perdendo apenas para o Cristianismo. Surgiu da Arábia, e tem esse nome porque “Islã” significa “submissão” em árabe. Quem segue o Islamismo é chamado de islâmico ou mulçumano, palavra que vem da mesma raiz de “islam”. A religião segue o livro sagrado Corão (ou Alcorão), que trata das palavras de Alá (palavra árabe para “Deus”) reveladas a Maomé. Não conta com um sacerdócio organizado e se baseia na máxima “Não há Deus senão Alá, e Maomé é seu Profeta”.

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Maomé

Maomé é tão importante para o Islã que, por muito tempo, a religião foi chamada de “Maometismo”. É o Profeta, aquele a quem foram reveladas as palavras de Deus (Alá). Nasceu em Meca, na Arábia, no século VI, por volta de 570 d.C. Ficou órfão muito criança, sendo criado pelo seu tio, Abu Talib. Logo cedo começou a trabalhar como condutor de camelos para Khadidja, que mais tarde se tornaria sua primeira e única esposa (algo incomum para uma sociedade poligâmica). Ela também seria sua primeira seguidora.

Formação religiosa de Maomé

Na época, Meca era uma cidade beduína nômade se transformando em um centro urbano e comercial fixo, o que passou a atrair muitas das grandes religiões, como o Judaísmo e o Cristianismo. Dessa forma, Maomé aprendeu muito com os sábios dessas religiões que por ali passavam, principalmente quando ia, junto aos “monges” eremitas cristãos, meditar nas montanhas.

Revelação

A Revelação se deu a Maomé na montanha, em Meca, onde costumava meditar. Recebeu um anjo chamado Gabriel, que lhe ordenou ler um pergaminho que trazia. Maomé respondeu que não sabia ler, e o anjo disse: “Recita em nome do Senhor, que te criou, que criou o homem a partir de coágulos de sangue. Recita! Teu Senhor é o Mais Generoso, que pela pena ensinou ao homem o que ele não sabia”. Assim, criou o Corão, que é dividido em suras ou suratas (o mesmo que “versículos”, na Bíblia).

Após Maomé

Com a morte de Maomé, os mulçumanos passaram a ser governados por “califas” (sucessores). Foi a partir do quarto califa, chamado Ali, primo e, ao mesmo tempo, genro de Maomé, que o Islamismo passou a ser dividido entre xiitas e sunitas. Os xiitas acreditam que os califas deveriam ser parentes diretos de Maomé, enquanto os sunitas acreditavam que o califa deveria ser quem tivesse mais poder e controle.

A difusão do Islã

O Islã espalhou-se rapidamente. O século seguinte à morte do Profeta foi marcado pelo declínio dos impérios Bizantino e Persa, que foram logo dominados pelos árabes, que tinham uma nova religião por que lutar. A Índia, por exemplo, depois de se tornar independente da Inglaterra, por medo de que explodisse uma guerra civil entre mulçumanos e hindus, foi separada em duas, sendo sua segunda parte denominada Paquistão, onde os mulçumanos se abrigaram.

O credo

Para o mulçumano, a crença em um único Deus é fundamental – Alá é único, e a ele se deve completa submissão. O Corão permite que a vida seja vivida com prazer, mas sempre lembrando que a verdadeira felicidade, o Paraíso, está na vida após a morte, para aqueles que fielmente fizeram a vontade do Senhor.

A oração

Os mulçumanos são muito disciplinados quanto a suas orações, parte essencial de sua religião. É preciso rezar cinco vezes por dia, em horários fixos. Os fiéis contemporâneos costumam ouvir fitas com as orações gravadas. É preciso estar ritualmente limpo, realizar gestos específicos (o corpo é tão importante quanto a fala) e sempre em direção a Meca. As orações individuais e “vindas de coração” são permitidas, mas apenas após as orações pré-formuladas.

Para se inspirar: Frases Islâmicas

A caridade

A caridade é um princípio tão importante para o Islamismo que, para alguns estados islâmicos, é Lei, isto é, os moradores pagam um imposto para ajudar os pobres. Assim, muitos estados islâmicos são socialistas, apesar de Maomé nunca ter criticado a propriedade privada.

O jejum

Aos mulçumanos é proibido comer porco e ingerir álcool, mas, fora isso, não existe nenhum ascetismo de qualquer espécie dentro do Islamismo. Entretanto, prega-se o jejum no Ramadan, o nono mês do ano lunar, numa celebração à primeira revelação de Maomé – assim como o Profeta precisou fazer seu retiro, os fiéis também precisam. Do nascer ao pôr do sol, é proibido comer, beber, fumar ou ter relações sexuais. Os viajantes, as crianças, as mulheres grávidas e as que estão amamentando não precisam seguir o Ramadan. Durante a noite, o jejum fica suspenso, e é comum acontecerem grandes festas.

Peregrinação a Meca

Para os mulçumanos, Meca é o centro do mundo, e é por ali que os fiéis se guiam: é em direção a Meca que se fazem as orações e se enterram seus mortos, por exemplo. Todo mulçumano adulto, com recursos para peregrinar a Meca, deve fazê-lo. Todo ano, Meca recebe cerca de 1,5 milhão de peregrinos do mundo todo.

Sociedade e política

Para os mulçumanos, não existe a divisão entre religião e estado. Portanto, é muito comum a existência estados islâmicos pelo mundo, em que tal religião interfira diretamente em questões políticas. É claro que, hoje em dia, vivemos numa sociedade completamente diferente daquela em que viveu Maomé, o que causa certos atritos entre os grupos mulçumanos, que têm dificuldade em interpretar como aplicar o Corão na sociedade atual. Há também movimentos de certos países para separar a religião da política, a fim de se criar um melhor relacionamento com o Ocidente.

O papel das mulheres

Muito se pergunta do papel das mulheres dentro do Islã. A realidade é que se trata de uma visão muito dúbia e vai depender da interpretação das autoridades locais. Duas citações definem essa dubiedade: “Os homens têm autoridade sobre as mulheres porque Deus os fez superiores a elas” (sura 4:31), e “As mulheres devem, por justiça, ter direitos semelhantes àqueles exercidos contra elas” (sura 2:228). É preciso lembrar, contudo, que a Bíblia também tem suas contradições quanto aos papéis das mulheres.

O Sufismo

O Sufismo é uma ramificação do Islamismo, que surgiu com a indignação de alguns mulçumanos com os luxos extremos do califa de Bagdá. Com o desejo de levar uma vida puritana, de meditação, oração e humildade, eles se afastaram do Islã, vivendo uma experiência mais mística, que aceitava ensinamentos de Buda e Jesus Cristo, por exemplo.

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