Poemas sobre o Dia das Bruxas

O Dia das Bruxas também tem ligação com a poesia. Pegue já a sua vassoura e escolha o poema ideal para a celebração desta data horripilante e mesmo assim alegre!

Abençoados Pela Magia

Carlos Gutierrez

Tudo é possível
para quem nasce no Dia das Bruxas;
Vivenciar a abóbora doce deste dia,
recheada de ideias coerentes e esdrúxulas:

Um caldeirão transbordando de feitiços:
ervas perfumadas
misturadas com amores postiços,
amuletos com sobras de esqueletos
e resquícios de abraços possíveis;
sobras de olhares cativos e indiferentes.

Coração feito abóbora selvagem:
furada apavorante!
com as suas luzes trespassadas
nas noites sem fim
que se convertem em viagens delirantes.

Tudo é possível
para quem nasce no Dia das Bruxas:
o puxa-puxa de um sonho,
lúdico, ludibriando a realidade.

Eu entrei dentro de uma abóbora
e rolei sobre o teu caminho alaranjado
pra nunca tu me esqueceres;

Eu entrei como um espelho do teu ser
- o que tu tentas não assumir -
tu podes quebrar e partir
em mil pedacinhos,
esconder em potinhos e poções mágicas,
mas jamais escapará do fascínio
do meu reflexo.

Eu nasci côncavo como a abóbora
e, dela, me libertei:
arranquei todas as sementes
e me tornei convexo
porque tudo é possível
e pode ser perplexo
pra quem nasceu no Dia das Bruxas:
viajar em todo o Universo
com uma simples vassoura;
varrer o pó das estrelas
e toda a areia impreganada
nos teus olhos ainda descrentes
do amor que te devoto
- ser a seda que sonha a tua tesoura –

Dar-te um susto
- a perfeita cilada -
escondido no arbusto
da minha imaginação
da qual tu não mais escapas.
Eu sou o bruxo
o luxo do mistério
que seduz a Fada
e puxo o teu olhar
para o meu coração
e derroto o Príncipe
com um golpe de espada
desferido pelo teu encanto.

Tente me esquecer
faz de conta que outubro
tem apenas trinta dias
e o trinta e um não é um dia,
mas, sim, um clandestino
no calendário escondido
dentro de uma abóbora selvagem
que tu desejou provar
e comer!

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