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Toni Garrido

Uma mistura da Jamaica com o Brasil, Toni é vocalista da banda de sucesso Cidade Negra. Conheça o pensamento deste grande artista brasileiro!

Trabalhar

Toni Garrido

Você só se preocupa quando você tem que se preocupar. No momento, a gente não tem nada com o que se preocupar. É só trabalhar.

Libertar a Música

Toni Garrido

Cara, por alguns aqui, nós somos três, a gente tocaria o álbum inteiro, por que quando você faz o show do álbum, pô.. nada mais justo com a canção que você libertá-la, fazer ela sair do álbum e ir pro show. Então é uma experiência que tem que acontecer, você não faz uma música pra ela ficar gravada no CD, você faz uma música pra ela sair pra casa dos outros e pro seus ouvidos, e pra outros tocarem também.

Confusão

Toni Garrido

Enquanto não tem colisão, não tem nem o que pensar, é… eu acho assim, quando tiver colisão é oficina. A gente já tem tamanho, idade, vivência coletiva pra entender isso, que quando tiver uma confusão, vamos conversar, vamos ver o que a gente faz.

Fazer Valer

Toni Garrido

A vida tá seguindo, os filhos estão crescendo, tem conta pra pagar pra caramba (risos). Agora é trabalhar, trabalhar, trabalhar, sem nenhuma expectativa que não seja a de trabalhar muito. E numa boa, numa ótima.

Exemplo

Toni Garrido

Eu acho que o Paralamas é um grande exemplo. Acho que é um ótimo referencial quando a gente pensa em trabalho., principalmente porque eles são uma banda de rock e de reggae. E é uma banda que o Cidade Negra está sempre próximo, sempre perto. Então, pra gente eles são naturalmente um exemplo de administração de carreira.

Sucesso

Toni Garrido

Tudo que dá pra tomar conta, a gente quer. Hoje em dia, você depende de um esforço coletivo de muita gente para chegar ao resultado final – o disco, o show etc. Para você continuar tendo shows, você precisa chegar até aos contratantes, ao público – e isso pede uma organização muito grande. Então, continua sendo muito importante esse tipo de veiculação, porque a banda é uma instituição musical, mas que também é um negócio, uma sociedade de trabalho.

Energia Renovada

Toni Garrido

Nós somos uma banda que toca junto há muito tempo, que dá certo, que se entende. E isso é muito difícil e ao mesmo tempo muito legal. Nossa pílula da eterna juventude é ter uma banda. É estar sempre com essa energia renovada. E a memória que mantém isso é a do primeiro encontro. É como um encontro amoroso, você sempre se lembra do primeiro e é com esse sentimento que você vai trabalhar. Conosco é assim.

Jamaica

Toni Garrido

Porque que a gente gosta tanto da Jamaica? Porque quando a gente vai à Jamaica, a gente vê coisas que daqui a 5, 6 anos vão ser a novidade. Não é que o ano que vem vamos ver o que acontece na Jamaica hoje. Não. O negócio lá é tão adiantado, efervescente, fervilhante… É como os japoneses em relação à tecnologia, sabe? Você tá usando um celular cheio de utilidades, mas lá no Japão o cidadão já está usando algo três vezes mais evoluído. É a mesma coisa na Jamaica. Eles são mais evoluídos não só em relação ao reggae, mas na música como um todo, os beats nascem lá, as loucuras nascem lá.

Estímulos

Toni Garrido

A gente por exemplo adora dub, mas se o Cidade Negra lança aqui no Brasil um CD totalmente dub é possível que rádios não toquem e que a gente perca espaço de apresentação da nossa obra. A gente foi no lugar que nos daria estímulo para nossas vontades.

Muito Além

Toni Garrido

Quanto mais ousado, mais legal. Mas aqui, ainda se tem a impressão de que reggae é o que Bob Marley mostrou há 30 anos. Vai muito além disso.

Melhorar e Crescer

Toni Garrido

Nenhum de nós está aqui para piorar na vida, seja no sentido espiritual, afetivo e também material. A gente pensa sempre em melhorar, progredir, ter felicidade e gerar felicidade para as outras pessoas. Se não, você corre o risco de ter um trabalho que é sensacional, mas que não funciona, não chega às pessoas.

Reggae

Toni Garrido

A gente não foi a lugar nenhum. Continuamos sendo uma banda de reggae, só que este é um gênero jovem, que se renova a cada ano e por isso é grandioso. Existe desde o mais tribal ao que aceita todas as misturas possíveis e é por isso que afirmo que a gente nunca saiu do reggae. Nosso primeiro disco foi um disco de referência, um grupo de rapazes da baixada fluminense, sem grana, sem discos, sem link com o que estava acontecendo na Jamaica e no Brasil, muito diferente de hoje.

Liberdade

Toni Garrido

Quando se falava em reggae em 1985 se falava em Bob Marley, esta era a referência. Então, o que ficou na cabeça da galera é que reggae era essa cartilha aprendida na Jamaica, com aquele som tradicional. O primeiro disco foi feito assim. A partir do segundo começamos a ter mais acesso às informações, fizemos trocas e nos libertamos dessa idéia de fazer o reggae que se escuta. Passamos a procurar o nosso próprio estilo. Depois do segundo CD começa esta busca pela identidade do som do Cidade Negra. Não sei o que vai acontecer com nosso próximo CD, mas faz parte do estilo da nossa banda esta liberdade de ousar na música, o que não significa que não estávamos fazendo reggae. Estávamos fazendo reggae misturado.

Música na Jamaica

Toni Garrido

Na Jamaica respira-se reggae o tempo todo. E lá tem milhões de subdivisões, como aqui tem também. A divisão rítmica deles são parecidas com as nossas, equivalentes. A estrutura física é parecida e isso faz com que seja uma bobagem dizer que para conhecer o reggae é necessário ir até a Jamaica. Só que a gente não fez, nesses últimos anos, discos jamaicanos; a gente misturou samba, nordeste, Tim Maia, com o reggae. A decisão de mixar na Jamaica tem a ver com as facilidades. Lá todo mundo pensa em reggae, as pessoas estão adiantadas na parte técnica e o principal, a forma como eles enxergam o risco. Quem se arrisca traz novidade e isso é muito bem visto na Jamaica. Esta é a grande concorrência lá.

Espaço

Toni Garrido

O Natiruts, por exemplo, é um super inspirador para a banda e todo show eu canto uma música deles porque são composições que trazem uma verdade linda. Uma banda maravilhosa, assim como o Planta & Raiz também e tantas outras. Existe o mesmo tanto ou mais bandas de reggae no Brasil do que de rock, só que não sei por qual motivo não toca nas rádios. É isso, vamos tentar abrir as portas para o reggae clássico porque eles estão precisando desse espaço.

Fazendo Música

Toni Garrido

Há dois jeitos de se fazer música: para você ou pensando nos outros. O Cidade nunca fez música pensando nos outros. Sempre fizemos as músicas do Cidade, com um ponto de vista muito particular: quatro caras, todos negros e filhos de empregadas domésticas e operários, que tiveram sua maior esperança de vida na música.

Críticas

Toni Garrido

Reagimos às críticas com complacência. As pessoas podem ficar à vontade para falar. O Cidade nunca foi unânime, mas é bastante querido. Já vendeu 5 milhões de discos.

Dinheiro

Toni Garrido

Lembro quando voltávamos dos shows com sacolas de supermercado cheias de dinheiro. Era fora da realidade. Nunca tínhamos visto tanto dinheiro. Várias vezes nos pegamos olhando um para a cara do outro e falando: “Isso não é possível! Vocês acham que vai ser assim a vida inteira?” Claro que depois não era assim.

Preconceito

Toni Garrido

Aos oito anos, voltando da escola, entrei no elevador com uma senhora. Ela me puxou pela gola, gritando: “Sai daqui que seu elevador é o outro”. E me tirou do elevador. Ali saquei que existia preconceito, que a vida era feita de açúcar e sal.

Aprender

Toni Garrido

Aprendemos muito cedo que você pode tocar direto nas rádios durante um ano, talvez dois, mas uma hora isso pára. As pessoas precisam de renovação. Você tem que ser inteligente para se resguardar de alguma forma. Além do bolso, tem o ego, a auto-estima.

Lei

Toni Garrido

Não posso fazer nada se minha pigmentação irrita os olhos de alguém. O racista tem o direito de não gostar da cor da minha pele, só não tem o direito de passar por cima dos meus direitos por causa disso. A maior arma que existe contra o preconceito é a lei.