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10 Filmes que Ganharam Sequências Esdrúxulas

Algumas vezes vemos filmes e percebemos que eles não tem um fim definitivo. Nessas horas, sabemos que depois dele, pode vir mais alguns filmes. Porém, algumas destas sequências não dão tão certo quanto esperamos.

1 - Matrix

Para começo de conversa, Matrix não foi pensado como uma trilogia inicialmente – assim como a maioria dos filmes que acabou tendo esse fim. Tanto que, na primeira semana em cartaz, o primeiro filme (1999) passou despercebido pelos espectadores. Só depois que os fãs de ficção científica fizeram dele um sucesso é que os produtores começaram a espalhar que as sequências sempre haviam sido planejadas. E elas só vieram quatro anos depois e num intervalo de seis meses de uma para a outra, o que comprova no mínimo uma falta de planejamento. Por isso, o primeiro filme que revolucionou ao colocar em xeque o que é a realidade e o que é ilusão no mundo onde vive a humanidade faturou quatro Oscars (melhores efeitos visuais, edição, edição de som e mixagem de som), enquanto Reloaded e Revolutions não passaram do Framboesa de Ouro – o segundo levou o prêmio de pior diretor e o terceiro ficou só na indicação.

4 - Pânico

Uma coisa precisa ficar clara. Quando você anuncia que uma determinada saga do cinema terminou, ela precisa terminar. Apesar de esta parecer uma regra bastante simples, foi completamente ignorada pelos produtores de Pânico, cujo primeiro filme (1996) se baseia necessariamente em determinar normas a serem seguidas quando o assunto é filme de terror. O terceiro longa (2000) foi anunciado como o fim da trilogia, o episódio final, aquele encerramento em que tudo pode acontecer. Contudo, já se programa um quarto filme, que está pronto para ser lançado em 2011. Parece que eles não irão desistir até matar a mocinha Sidney – a única sobrevivente desde o primeiro filme.

6 - Karatê Kid

A dupla Daniel Sam e Senhor Miyagi foi um sucesso, principalmente pelo modo nada convencional com que o experiente mestre ensina as artimanhas do karatê ao jovem mirrado. Karatê Kid – A Hora da Verdade (1984) deixou uma legião de fãs que não perde uma reprise sequer. O segundo, A Hora da Verdade Continua (1986), ainda conseguiu herdar alguns louros do primeiro. Mas quando veio O Desafio Final (1989), a produção já beirava ao exagero. Tanto que o mesmo Pat Morita (o sr. Miyagi), indicado ao Oscar e ao Globo de Ouro de melhor ator coadjuvante pelo primeiro longa, levou uma das cinco indicações do terceiro ao Framboesa de Ouro (que também concorreu a pior filme, diretor, ator e roteiro). Como se a história ainda não tivesse esgotada, houve a quarta versão, A Nova Aventura (1994), agora com uma mulher.

8 - Resident Evil

Não é porque o game no qual foi inspirado teve várias continuações que o filme precisa ter. E isso é tão verdade que os produtores de Resident Evil não conseguiram ser criativos nem para nomear as sequências sobre a luta de Alice contra a disseminação de um vírus mortal. De O Hóspede Maldito (2002), o primeiro, apostaram em Apocalipse (2004) e Extinção (2007), que significam basicamente o fim de tudo, e, para justificar o seguinte (lançado em 3D este ano), depois que o mundo inteiro morreu, o título só poderia ser Afterlife (Depois da vida, em tradução livre). Se nem os fãs do jogo gostaram tanto assim do primeiro longa, para que insistir nos demais?

10 - Velozes e Furiosos

Jovens fissurados por carros tunados ficaram em êxtase quando viram chegar aos cinemas a história de uma gangue que organiza rachas pelas ruas de Los Angeles e de um policial que se infiltra para investigar o caso e acaba envolvido com eles. Velozes e Furiosos (2001) rendeu bons frutos no cinema e inspirou inclusive o game Need For Speed. Mas nada que justifique uma continuação – quanto mais quatro delas. Depois que as ruas dos Estados Unidos parecem ter ficado pequenas – ou repetitivas demais – a quinta versão da mesma história de machões correndo em seus carrões será ambientado no Brasil e deve estrear em 2011.

2 - Se Eu Fosse Você

Ok, Se Eu Fosse Você 2 (2009) foi um sucesso de público e crítica no Brasil e atingiu recorde de bilheteria desde a retomada do cinema nacional. Mas, a pergunta é: para que fazer dois filmes sobre a mesma história do mesmo casal que enfrenta as mesmas brigas e acabam no mesmo problema de assumir a vida um do outro que, claro, é solucionado no fim? O que é inusitado no primeiro (2006) fica simplesmente igual no segundo. E a única coisa realmente surpreende – e inexplicável – que muda de um para o outro é a filha adolescente de Cláudio e Helena, que passa a ser interpretada por outra atriz sem qualquer pudor. Só as brilhantes atuações de Tony Ramos e Glória Pires salvam a continuação que, suspeita-se, pode render outras sequências.

3 - Esqueceram de Mim

O filme que lançou Macaulay Culkin ao estrelato se esgotou. Depois que o público curtiu a euforia e o desespero de um menino que viu seu sonho de ficar sozinho em casa ser realizado em Esqueceram de Mim 1 (1990), e ainda deu boas risadas com a continuação Perdido em Nova York (1992), o que se viu foi uma tentativa frustrada de arrecadar mais com outros meninos no papel principal que nem tinham a cara tão fofa e sapeca quanto a do primeiro Kevin. No terceiro (1997), o erro é manter o nome do longa e mudar o personagem, que passa a ser Alex. Já no quarto – acredite, houve uma nova sequência (em 2002) que saiu direto em DVD – a falha foi fazer Kevin voltar, mas na pele de outro ator. Nenhuma das duas fórmulas agradou.

5 - Olha Quem Está Falando

A história de uma criança fofa que tira conclusões críticas e maduras das trapalhadas nas quais se envolve a mãe fica tão desgastada que vai parar em uma versão pobre do desenho A Dama e O Vagabundo. Essa foi a trajetória da série Olha Quem Está Falando, que fez o público se apaixonar pelo pequeno e já tão sarcástico Mikey (1989), gostar de revê-lo ao lado da irmã Julie em Olha Quem Está Falando Também (1990), mas pedir socorro quando o terceiro filme passa a dublagem e o papel principal ao cachorro da família, no sem noção Olha Quem Está Falando Agora (1993) – que fica ainda mais sem graça com as crianças crescidas e falando de verdade, o que as torna bem menos engraçadas e irônicas.

7 - Jurassic Park

Dinossauros voltam à vida por meio de testes de clonagem, o que dá início a um verdadeiro caos. Isso resume bem Jurassic Park (1993), um fenômeno de crítica e bilheteria, que levou três Oscars (melhores efeitos especiais, efeitos sonoros e som). A continuação, Mundo Perdido (1997) não foi tão arrebatadora, mas pelo menos não sujou o nome do primeiro. O experiente diretor Steven Spielberg sabiamente parou por aí, mas os produtores não. Eles cometeram o pecado de filmar o terceiro (2001), dirigido por Joe Johnston, que só agradou ao Framboesa de Ouro, que o indicou a pior sequência – não ganhou nem isso. E o pior é que Johnston já garantiu que um quarto filme está sendo produzido e pode dar início, inclusive, a uma segunda trilogia. Ele não sabe mesmo a hora de dizer “chega”.

9 - Instinto Selvagem

O único objetivo para se fazer um segundo Instinto Selvagem catorze anos depois (o original é de 1992, e a sequência, de 2006) não é outro se não ver Sharon Stone protagonizar de novo a cruzada de pernas mais famosa do cinema. Tirando isso, nada mais teve razão de ser. O caminho de cada um dos filmes sobre a sedutora escritora Catherine Tramell, suspeita de homicídio, foram completamente opostos. Enquanto o primeiro teve duas indicações ao Oscar (melhor trilha sonora e edição) e mais duas ao Globo de Ouro (melhor atriz e trilha sonora), o segundo foi um sucesso no Framboesa de Ouro – que premia os piores do cinema: ganhou quatro estatuetas (pior filme, atriz, roteiro e sequência – claro) e ainda foi indicado em outras três (pior diretor, ator coadjuvante e dupla – para Sharon Stone e seus seios assimétricos).