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Biografia de Graciliano Ramos

Parte da geração de 30, o escritor marcou a literatura brasileira com obras que retratavam a vida do homem no sertão nordestino. Conheça a vida e carreira deste grande modernista.

27/10/1892 20/03/1953
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Graciliano Ramos de Oliveira

Escritor alagoano, nasceu em 27/10/1892 e morreu em 20/3/1953.
Um dos expoentes da Geração de 30 do Modernismo, escritor brasileiro do romance "Vidas Secas" sua obra de maior destaque.

Como tudo começou...

Nascido em Quebrângulo trabalha como jornalista, comerciante e diretor da Instrução Pública de Alagoas. Considerado o melhor ficcionista do modernismo e o prosador mais importante da segunda fase do Modernismo, era o primogênito de quinze filhos, de uma família de classe média do sertão nordestino.
Passou parte de sua infância na cidade de Buíque, em Pernambuco, e parte em Viçosa, Alagoas. Fez seus estudos secundários em Maceió. Não cursou nenhuma faculdade.

Sucesso no mundo

Seus livros foram traduzidos para vários países. Seus trabalhos "Vidas Secas", "São Bernardo" e "Memórias do Cárcere", foram levados para o cinema. Recebeu o Prêmio da Fundação William Faulkner, dos Estados Unidos, pela obra "Vidas Secas".

Problemas sociais

A preocupação com os problemas sociais do povo brasileiro, especialmente do nordestino, foi sempre traço marcante de sua obra. Nela se encontra magnífico retrato do sofrimento e da situação do povo pobre do Nordeste. Seus romances mais importantes, além de São Bernardo, são Angústia (1936) e Vidas Secas (1938).

Obras

Caetés, romance, 1933
São Bernardo, romance, 1934
Angústia, romance, 1936
Vidas Secas, romance, 1938
A Terra dos Meninos Pelados, literatura juvenil, 1942
História de Alexandre, literatura juvenil, 1944
Dois Dedos, literatura infantil, 1945
Infância, memórias, 1945
Histórias Incompletas, literatura infantil, 1946
Insônia, contos, 1947
Memórias do Cárcere, memórias, 1953
Viagem, memórias, 1954
Linhas Tortas, crônicas, 1962
Viventes das Alagoas, costumes do Nordeste, 1962

Casamento

Em 1910, Graciliano muda-se para Palmeira dos Índios, aonde, após diversas idas e vindas, casa-se com Maria Augusta Ramos em 1915. Após cinco anos, em 1920, falece sua esposa deixando-o com quatro filhos pequenos.

Década de 40

Na década de 40, filia-se ao Partido Comunista. Com linguagem precisa e preocupação social, sua obra é um exemplo da abordagem da literatura como meio de conhecimento e mudança da realidade, típica da segunda geração modernista.
Entre suas obras destacam-se ainda Angústia (1936) e Vidas Secas (1938).
Suas obras embora tratem de problemas sociais do Nordeste brasileiro, apresentam uma visão crítica das relações humanas, que as tornam de interesse universal. Seus livros foram traduzidos para vários países.

 

Sua obra

A obra de Graciliano Ramos foi toda ela feita após observação e vivência. Utiliza-se de uma linguagem concisa, seca, reduzida ao essencial, sintética, sem prejuízo de clareza.
Esclarece Nelly Novais Coelho que "a sua obra, pensada em particular ou em conjunto, nos dá a sensação de coisa pesada, opressiva ainda que lúcida; em perfeita coerência com a natureza, analista e desconfiada do autor, moldado como foi pelo meio e uma educação cheios de violência, ignorância, incompreensão e injustiças".

Opinião política

Em 1936, devido a suas posições políticas contrárias à ditadura vigente, Graciliano foi preso e deportado para o Rio de Janeiro. Aí passou um ano encarcerado.
Solto, permaneceu no Rio de Janeiro, onde fixou definitivamente residência e se dedica à imprensa. Após a queda da ditadura Vargas, 1945, Graciliano ingressou no Partido Comunista. Em 1952 visita a União Soviética e a Checoslováquia. Nesse mesmo ano foi eleito presidente da Associação Brasileira de Escritores.

Outras obras

Graciliano escreveu também memórias - Infância (1945) e Memórias do Cárcere (1955) - e livros infantis - A Terra do Meninos Pelados (1941) e Histórias de Alexandre (1944). Publicou ainda contos e crônicas. Suas obras têm sido largamente difundidas no exterior, traduzidas para diversas línguas.

10° aniversário de sua morte

Em 1963 é assinalada a passagem do 10º aniversário de seu falecimento, através da imprensa da exposição Retrospectiva das obras de Graciliano Ramos, em Curitiba, e da Exposição Graciliano Ramos realizada na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, em 20 de maio.

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