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Ed Motta

Dono de uma voz inconfundível, Ed Motta é um artista consagrado da música brasileira. Confira um pouco mais do que pensa esse grande cantor!

17/08/1971
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Como ele define AOR

Ed Motta

É um tipo de música que eu escutei desde sempre, misturado com outras descobertas. O gênero teve o seu ápice em 1975 até 1982, 83, mas esse tipo de música é vigente até hoje. É uma música que toca em rádio adulta. Um exemplo clássico é Thriller do Michael Jackson.

O porque de duas versões do álbum em inglês e português

Ed Motta

A língua é um ponto de dúvida sempre presente. No fundo, acho que a língua franca da minha música é o inglês, que tem uma sonoridade mais próxima das referências tive. Escutei muito mais esses discos do que discos em português. Ao mesmo tempo, o português faz parte do meu dia-a-dia. É a forma que eu sonho e traz o que tenho mais dentro de mim. O português mexe com o outro lado da emoção, que não é só música. Tem o peso de ser a língua que eu nasci falando. Gravo em inglês não por questões mercadológicas. Realmente acho que a minha música soa melhor, mas ao mesmo tempo gosto de cantar em português porque sempre levo um pouco da sonoridade das minhas referências. O legal é que as duas versões se espalham, mas continuam se encontrando por aí.

Uso da internet

Ed Motta

Eu uso muito a internet, sou viciado nela e desde que o computador entrou em casa foi uma revolução para mim. A grande coisa que faço com a internet são minhas páginas de Facebook e Twitter, ouço rádios online, busco milhares de informações sobre muitos assuntos. A Isso tem muito mais peso e relevância do que qualquer outra coisa.

Sobre a sua coleção de discos

Ed Motta

Quando você é um colecionador de discos, ficar ouvindo coisa nova é insanidade, não tem lógica. A novidade para mim é um disco antigo chegando pelos Correios, o novo para mim sempre foi a coisa mais antiga do mundo! Isso talvez seja decorrente de eu ser colecionador. Sempre disse: "Se tinha uma coisa que não era moderno, era o moderno". Mas, enfim, eu não posso reclamar de nada, a resposta do disco novo está sendo ótima, eu reclamo mesmo é porque eu sou ranzinza.

Os filmes que mais influenciaram sua música

Ed Motta

Os filmes da década de 1970 e 1980, trilhas de filmes e seriados, influenciaram muito minha música, com certeza. Eu tenho coleção de seriados dessa época, estou sempre assistindo. Meus favoritos são Columbo, Baretta, Magnum, Além da Imaginação e Perdidos no Espaço, e eu percebo o quanto aquilo me influenciou. Às vezes estou assistindo e vejo que a música que toca no fundo em A Poderosa Ísis lembra um timbre que usei. No cinema, entre todos outros, eu destacaria o filme As férias de Monsieur Hulot, de JacquesTati, porque foi quando eu comecei a gostar do vibrafone como instrumento. A abertura usava o instrumento e era bonito para caramba, passava numa praia. Foi importante para minha formação como músico. Vivo como se estivesse nos anos 1970 e 1980 o tempo inteiro, sempre assistindo minhas coleções. Só percebo que vivo no mundo de hoje quando ligo a TV ou vou fazer outra coisa.

influência de Steely Dan

Ed Motta

A influência de Steely Dan na minha carreira não é só na parte musical, mas também na parte sônica. A preocupação sonora com o disco. O AOR é um disco muito artesanal. Foi gravado em casa; as bases num estúdio e todas as coberturas, outros instrumentos, voz e a mixagem toda em minha casa. Durou quase um ano, foi um disco bem trabalhoso.

Tem dignidade isso aqui

Ed Motta

Estou em Curitiba, lugar civilizado, graças a Deus. O Sul do Brasil, como é bom, tem dignidade isso aqui. Frutas vermelhas, clima frio, gente bonita. Sim porque o povo feio o brasileiro. Em avião, dá vontade chorar. Mas chega no Sul ou SP gente bonita compondo o ambiance.

 

Eu sei dizer

Ed Motta

Sou um bobo da corte cheio de informação acerca daquilo que faz. Não me pergunte sobre o Luiz Estevão, porque não sei quem é. Mas, se quiser saber qual é a nova banda do guitarrista do Smiths, eu sei dizer.

Padrão de beleza

Ed Motta

E nossa, eu não sou nem de perto um exemplo de padrão de beleza. Foi brincadeira e não estou recuando, com medinho, nada.
(Sobre seus comentários contra mulheres e músicos.)

Antes de fazer música

Ed Motta

Milhares. Poxa, “trocentas” de milhares. Na verdade, antes de fazer música, sempre fui um colecionador de discos. Não escuto só coisas que são tecnicamente perfeitas, longe disso. Os exemplos são muitos. Adoro – adoro mesmo, de ter disco, coleções completas – Small Faces, Roxy Music, são tantas coisas. Teria que ficar horas falando. Iggy Pop, Stooges! Não preciso nem ir muito longe. O próprio disco do Sex Pistols, o “Never mind the bollocks” [de 1977], aquele disco é bom! Até porque o guitarrista é o Chris Speeding (risos). Ninguém sabe dessa história, mas foi ele, um lendário guitarrista inglês de sessão [de estúdio], que gravou as coisas todas. Mas gosto de ouvir coisas tecnicamente perfeitas – e principalmente de ouvir coisas que, tecnicamente, estão acima de minha capacidade. Isso tem um poder instigante, de aprender, e perguntar como se faz e tal. (Falando sobre músicas que ele ouve e não são tecnicamente perfeitas.)

Sobre Florianópolis

Ed Motta

Desde o lançamento do meu primeiro álbum, em 1988 devo ir para Floripa umas três vezes por ano. Turnê exige uma certa disciplina, você precisa chegar e descansar, deixar para curtir a cidade no dia seguinte. Não que eu tenha essa disciplina... Eu tento.

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