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Biografia de Nelson Mandela

Além de advogado, Nelson Mandela foi um líder revolucionário na luta pelos direitos dos negros e se tornou presidente da África do Sul. Transformador da história africana, tornou-se uma grande personalidade. Conheça a sua trajetória!

Início da democracia multiracial

Dando seguimento à proposta de proporcionar a transição para a democracia multirracial, o governo Mandela teve sua maior realização na criação da Comissão da Verdade e Reconciliação - encarregada de apurar, mas não punir, os fatos ocorridos durante o apartheid; também empenhou-se em assegurar à minoria branca um futuro no país.

Para simbolizar os novos tempos adota um novo hino nacional, que mescla o hino do CNA (Nkosi Sikolele Africa - Deus bendiga a África) com o africâner (Die Stein); também uma nova bandeira é criada, unindo os símbolos das duas instituições anteriores: a bandeira oficial dos brancos, em vigor desde 1928 passou a incorporar as cores da bandeira do CNA - plasmando assim a união de todos os povos da nova nação que surgia - aprovados pela nova Constituição interina.

Somente a uma pessoa Mandela demonstrava desprezo como a de Klerk - ao líder zulu Mangosuthu Buthelezi, a quem considerava um aliado perigoso, capaz de levar o país a uma guerra civil, se isto lhe conviesse. Muitos ficaram surpresos, então, quando o nomeou seu Ministro do Interior; o presidente queria manter o adversário bem próximo, sob sua vigilância - apesar de considerá-lo volúvel e indigno de confiança. Também nomeara Winnie para compor o gabinete, mas a demitiu em 1995.

Em 20 de Novembro de 1995, Mandela foi agraciado com o Grande-Colar da Ordem do Infante D. Henrique. No meio do mandato finalmente tem fim seu casamento de 38 anos com Winnie, com o divórcio sendo declarado em 20 de maio de 1996. Mandela acusava a esposa de cometer "infidelidade descarada", o que não foi contestado, e que fora um "homem solitário", no casamento; o advogado dela argumentou que Mandela se deixava levar pelos detratores de Winnie, ao que ele rebateu: "Eu nunca fui influenciado por aqueles que são meus inimigos." Winnie dispensou seu advogado e pediu adiamento ao juiz Frikkie Eloff, que negou-o, decretando o divórcio; a partilha ficou para depois, ela pedia a metade dos bens do casal; a opinião pública ficou dividida - entre os que esperavam uma reconciliação, chocados com o fim daquela união, e os que se diziam solidários ao presidente. Foi o fim do casal-símbolo da luta antiapartheid.

Família

Mandela era um dos treze filhos de Nkosi Mphakanyiswa Gadla Mandela com Nosekeni Fanny, a terceira esposa de seu pai. Na sua casa moravam também muitos outros meninos, e dependentes da família. Seus pais eram analfabetos. Muito influenciaram o jovem Mandela seu primo Alexander Mandela e sua sobrinha, que apesar disto era bem mais velha que ele, Phathiwe Rhanugu, que certamente foram os primeiros de seu clã a se tornarem professores.

Tão popular quanto o regente Jongintaba, seu tio, era o reverendo Matyolo, da Igreja Metodista - no plano espiritual sendo mesmo superior àquele, ambos exercendo fascínio pelo poder e respeito que tinham, não somente entre os próprios negros como também com aos brancos.

Somente mais tarde é que a figura dos chefes tribais foi mesmo questionada por Mandela, como agentes cooptados pelo governo branco. Também os missionários exerciam um papel na dominação, mas Mandela mais tarde registraria que "sempre considerei perigoso subestimar a influência dessas duas instituições sobre o povo, e, por essa razão, pedi repetidamente que tivessem cautela ao lidar com elas." Seu pai certa feita foi acusado de deixar fugir um boi e, recebendo a citação da justiça dos brancos, recusou-se a comparecer porque somente reconhecia a justiça tribal. Ele era um chefe local e conselheiro do regente. Sobre ele Mandela se recorda que era "orgulhoso e rebelde, com um senso obstinado de justiça que também detecto em mim".

Mandela foi preparado pela família para ocupar um cargo de chefia tribal, deveria ter aceito um casamento arranjado, em que a noiva ser-lhe-ia indicada sem mesmo conhecê-la. Ele fugiu desse destino.

Novo Casamento

Seu empenho na luta redunda no fim de seu casamento com Evelyn ainda em 1955, ela era completamente avessa à política e se queixava da falta de tempo do marido para a casa e os filhos (Makaziwe nascera dois anos antes); o divórcio ocorre no ano seguinte. Apesar de separados de fato, continuaram a morar juntos numa casa pequena, em Soweto; ela se tornara testemunha de Jeová e passava grande parte do tempo a ler a Bíblia; seu filho Madiba certa feita questionara por que não passava as noites em casa, e Mandela respondera que milhões de crianças precisavam dele, no país; o sucesso que tinha na causa, não ocorria em casa. Mais tarde ela deu entrevistas à imprensa branca onde distorceu os reais motivos da separação, segundo o próprio Mandela. No dia 5 de dezembro de 1956, sua casa é invadida pela polícia, revistando-a por 45 minutos e apreendendo papéis; o líder é levado preso, na frente da mulher e dos filhos; outras 144 pessoas foram detidas no mesmo dia.

Em 1957, quando tem início a tramitação do Julgamento por Traição, Mandela é um advogado bem sucedido e divorciado, tornara-se um bon vivant: frequentava restaurantes, andava num carro americano importado; foi do carro que, neste ano, viu Winifred Zanyiwe Madikizela parada num ponto de ônibus, em seu uniforme de enfermeira, e ficou com sua imagem gravada na memória - poucos dias depois, coincidentemente, ela lhe apareceu no escritório, para tratar de uma causa. Começaram a sair e um dia ele mandou que fosse à costureira, para experimentar o vestido de noiva que mandara fazer: não houve um pedido de casamento. Ela tinha 22 anos e ele dezesseis a mais que ela.

Em 1958, o Julgamento tem entra na sua fase judicial e Mandela é o advogado dos réus, em parceria com Duma Nokwe; Mandela e Winnie se casam durante um recesso de 6 dias no Julgamento, numa cerimônia onde o sogro, em discurso, brincou que a filha se unia a um "prisioneiro". Poucos dias depois da união Mandela entrou para a clandestinidade, e via a esposa em encontros furtivos, que precisavam ser adrede planejados, com máxima segurança.

O princípio da não-violência continuara a nortear o CNA, o que resguardou a entidade de acusações por parte do governo de apoiar ações armadas. Mas a evolução dos eventos, com ataques mortais por parte do apartheid, no ano de 1960, levaram o Chefe Luthuli a autorizar que Mandela levasse a cabo a constituição de um movimento de resistência pelas armas. Em 8 de abril de 1960 o CNA foi proibido e Mandela fica preso até o ano seguinte, quando passa para a clandestinidade.

África do Sul

A eleição de Mandela foi um marco divisório na história do país, que saiu do regime draconiano para a democracia plena, elegendo o primeiro governante negro; seu governo seria para reconciliar oprimidos e opressores, uns com os outros e consigo mesmos.

Na vida particular Winnie acabou expondo seus erros e, apesar da complacência de Mandela com sua infidelidade, ela se recusara a abandonar o namorado. O casal separara-se de fato desde abril de 1992, "por motivos pessoais", segundo Mandela declarou então; ainda naquele ano Winnie fora julgada pela morte de um rapaz e pelo desvio de verbas do time de futebol que dirigia.

Numa entrevista à revista Essence Winnie chegou a declarar que tinha um "marido desertor", e a matéria que então se fez aventou-se que ela tinha um romance com o advogado Dali Mpofu.
Já durante 1993 e também nos anos seguintes Mandela cortejava Graça Machel, de modo secreto, pois seu divórcio somente ocorreria em 1996. Mandela encontrara-se com ela em três ocasiões, e ela se apresentara discreta e educada; foi somente em Maputo, onde ela foi Ministra da Educação e Cultura por catorze anos que ele a viu de modo diferente: firme, competente e impositiva.

Em 1993, ele e de Klerk são agraciados com o Prêmio Nobel da Paz. Em seu discurso assinalou: "O valor deste prêmio que dividimos será e deve ser medido pela alegre paz que triunfamos, porque a humanidade comum que une negros e brancos em uma só raça humana teria dito a cada um de nós que devemos viver como as crianças do paraíso".

Aposentadoria

Quando deixou a presidência, Mandela declarou que iria partir para uma tranquila aposentadoria.
Em 2001, a próstata voltou a lhe dar problemas, desta vez sendo diagnosticado um câncer. No ano seguinte, ao ver a forma equivocada pela qual seu sucessor, Mbeki, tratava o avanço da epidemia de AIDS no país, deixa a tranquilidade da vida familiar para se manifestar publicamente, contrariando o presidente, que se negava a distribuir os remédios antivirais por não aceitar uma ligação entre o vírus HIV e a doença.
Mandela chegou a declarar publicamente que tivera três parentes vítimas da AIDS, e abraçou publicamente Zackie Achmat, um aidético.

Em 2002, com a iminência da Invasão do Iraque, Mandela resolveu agir e tentou, sem sucesso, contatar o presidente estadunidense George W. Bush, mesmo recorrendo à intercessão de seu pai, ou dos assessores Condoleezza Rice ou Colin Powell; a partir de então passou a criticar as pretensões dos Estados Unidos em se tornarem "polícia do mundo", e o primeiro-ministro britânico Tony Blair de ter-se transformado num Ministro do Exterior dos Estados Unidos. Numa outra frente, também procurou contatar o ditador Saddam Hussein, mas este se encontrava sem querer revelar sua localização; apesar disto, Mandela criticou o ditador iraquiano, minimizando o embaraço com os dois países.

Em 2003, Winnie e seu secretário Addy Moolman foram condenados a cinco anos de prisão, culpados em 43 de 58 acusações de fraude e roubo em razão de empréstimos bancários que nunca foram pagos.

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