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Biografia de Amy Winehouse

Com uma personalidade forte e músicas marcantes, Amy Winehouse fez história com uma voz inigualável e sempre demonstrando seu grande talento. Quer conhecer um pouco mais sobre essa lenda do mundo musical? Confira sua biografia!

1- Infância e Adolescência

Desde os primeiros anos, Amy esteve em contato com o mundo musical já que boa parte dos seus tios maternos eram músicos profissionais de jazz. Além disso, seu pai tinha o costume de cantar com ela clássicos de Frank Sinatra, tornando sua paixão pela música cada vez mais evidente. Quando criança, costumava ouvir músicos de soul, como Billie Holiday e Etta James, que exerceram fortes influências em suas criações.
Amy passou boa parte de sua infância e adolescência presenciando a infidelidade conjugal de seu pai. Em uma entrevista a uma rede de televisão inglesa, o pai da cantora revelou que, em 1983, iniciou um caso amoroso com uma colega de trabalho, que se tornou sua esposa em 1996. Ele disse: "Amy e seu irmão sabiam disso e presenciavam o sofrimento da mãe. Eles chamavam minha colega de a mulher do papai no trabalho".
Seus pais se divorciaram quando ela tinha nove anos de idade, então Amy e seu irmão ficaram sob a custódia da mãe. Na mesma idade, foi incentivada por sua avó Cynthia, que era cantora, a se matricular em uma escola de artes particular para promover a sua educação vocal. Começou então a frequentar a escola de artes Sylvia Young, no entanto, após apenas um ano, foi expulsa por indisciplina e por colocar um piercing no nariz. Mais tarde, frequentou as escolas Mill Hill, reconhecida pelo grande número de celebridades que a frequentaram (Adele, Jessie J e Leona Lewis), Southgate School e Ashmole School.
Aos dez anos de idade, fundou uma banda de rap amadora chamada Sweet n Sour, as Sour. Ela descreveu a banda como The little white Jewish Salt-n-Pepa (a pequena Salt-n-Pepa judaica). Segundo os pais de Amy, ela não demonstrava muito talento e cantava timidamente, portanto eles acreditavam que ela não tinha muitas expectativas. Amy recebeu a sua primeira guitarra elétrica aos treze anos de idade. Ainda na adolescência, começou a consumir drogas. Aos quinze anos, compôs suas primeiras canções e tentou ajudar a sua família financeiramente, cantando em uma pequena banda de jazz local, chamada Bolshie. Começou a se apresentar em pubs de Londres e, aos dezesseis anos, gravou uma fita demo com seu amigo, o cantor de soul Tyler James, que a enviou ao diretor da Island Records.

2- Início da Carreira

Darcus Breeze ouviu os demos que a cantora havia enviado e quis saber "Quem era aquela garota com voz de jazz e blues". Nessa fase, Amy se apresentava com a National Youth Jazz Orchestra. Enquanto tocava, Simon Fuller também ouviu a voz da cantora e, em 2002, conseguiu que ela fosse convidada para fazer um teste vocal na sua gravadora. Assim, Amy tocou em um ambiente acústico na sala do conselho da Universal/Island, onde apresentou sua performance de There Is No Greater Love.
Logo após, Amy assinou um contrato com a Island Records e passou a produzir um material musical com Salaam Remi. John The White Rapper, que estava entre os executivos da Island, comentou a voz de Winehouse dizendo: "Eu realmente não falei muito daquela vez, Amy estava cantando e eu me lembro de ficar impressionado, eu nunca ouvira ninguém cantar de modo tão lindo perto de mim; eu só conseguia falar em tê-la no estúdio".
Enquanto estava em desenvolvimento pela empresa, Winehouse foi mantida em segredo na indústria de gravação. Darcus Beese, após ter decidido contratar a cantora, levou meses para descobrir onde Amy estava. No entanto, ela já havia gravado um certo número de canções e já havia assinado um contrato com a editora EMI. Além disso, a cantora já havia criado uma relação de trabalho com o produtor Salaam Remi, por meio da editora de discos.
Apesar do talento da cantora, o pai de Amy, Mitch, declarou em entrevista que "Amy não achou que iria ganhar milhões com a música, ela queria ser garçonete de patins ou dona de casa. O contrato com a Island foi só um jeito de ela mostrar sua música", sendo confirmado pela cantora mais tarde. Um dos compositores com quem Amy trabalhou para o disco foi Felix Howard, ele disse ao crítico de música Grry Mulholland que o início da parceria da composição foi divertido. Nas palavras de Mulholland: "Ele me contou que, na primeira vez em que ela apareceu no estúdio para escrever com ele, pegou sua guitarra acústica velha de guerra e começou a cantar aquela canção que não acabava nunca".
O material para o álbum foi gravado durante a temporada de 2002 e 2003, em Miami, no estúdio de Remi, em sua casa. Segundo o pai da cantora, durante o outono de 2003, enquanto dirigia seu táxi, via nas ruas de Londres cartazes com o rosto de Amy, divulgando o lançamento de seu álbum de estreia.

3- Frank

O seu álbum de estreia, Frank, foi lançado em outubro de 2003, com as etiquetas da Island Records. O material foi gravado durante a temporada de 2002-2003 e produzido por Salaam Remi. Diversas canções do álbum possuem influências do jazz e todas as canções foram escritas por Winehouse, sendo descritas como "muito sinceras". O álbum foi bem recebido pela crítica e sua voz foi comparada à de Sarah Vaughan, dentre outras. Editores da Allmusic compararam a voz de Amy Winehouse com a de Macy Gray e disseram: "É uma excelente cantora, com poder vocal incrível e muita sutileza, uma qualidade raramente encontrada nos cantores contemporâneos".
Além disso, editores da PopMatters disseram que o disco era a prova clara de que o sucesso de Amy Winehouse se baseava exclusivamente em seu talento natural e comentadores da Amazon.com concluíram que "Amy é uma da mais originais, honestas e corajosas compositoras da nova geração". O site da BBC disse "O CD é liricamente fresco e intransigente. Esse é o primeiro lançamento de Amy e pressagia um bom futuro para ela. Se isso é o que a moça é capaz de fazer numa idade tão precoce, deve ser bastante certo que será o primeiro de uma longa fila de lançamentos bem elaborados, modernos e irreverentes". No The Guardian, Beccy Lindon escreveu: "Posicionado em algum lugar entre Nina Simone e Erykah Badu, o som de Amy Winehouse é ao mesmo tempo inocente e dissoluto... É difícil não ouvir a honestidade e o sentimento que ressoam neste disco".
Frank foi incluído na famosa lista dos "1001 álbuns para ouvir antes de morrer", criada por Robert Dimery. A campanha para promover o álbum foi feita com o lançamento de dois singles clássicos, Stronger Than Me e Take the Box, e mais dois singles com dois lados, In My Bed/You Sent Me Flying e Pumps/Help Yourself. Ambos alcançaram a 65ª posição na UK Singles Chart. O maior sucesso foi a canção Take The Box, classificada na 57ª posição no UK Singles Chart.
Assim, inicialmente, o álbum não teve muito destaque, mas, em 2008, recebeu a IFPI de disco de platina, com um milhão de exemplares vendidos na Europa, o que impulsionou as vendas nos Estados Unidos, chegando a mais de 307.000 cópias vendidas. Em fevereiro de 2004, Amy recebeu duas indicações ao Brit na categoria "melhor artista feminina britânica" e "melhor cantora de R&B". Além disso, Frank foi indicado para o prêmio Mercury Prize e Amy Winehouse recebeu o Ivor Novello pelo single Stronger Than Me. No início de 2005, ela começou uma turnê com uma série de concertos no Reino Unido e, posteriormente, tornou pública a sua dependência de álcool.

4- Últimas Atividades Musicais

Em fevereiro de 2008, o pai da cantora declarou que Amy sofria de enfisema pulmonar. Em seguida, foi divulgado que Amy Winehouse estaria fazendo um tratamento à base de medicamentos e dieta equilibrada. No entanto, o comportamento da cantora, ao ser presa duas vezes, levou a imprensa britânica a considerar o seu processo de reabilitação como falho. Em junho, a Universal Music pressionou a cantora para lançar novas músicas o mais rápido possível, mas, em outubro, Winehouse apareceu na mídia sem nenhuma pressa de gravar um disco novo, mas sim interessada em aprender a tocar bateria. No fim de 2008, a cantora viajou a Santa Lúcia, para passar suas férias de inverno, mas teve que estender as férias até julho de 2009, para gravar novo material. O terceiro álbum de Amy Winehouse estava sendo produzido desde 2008, mas nessa época não foi concluído e foi abandonado. Após estar mais recuperada das drogas, Amy compôs algumas canções quando estava em Santa Lúcia, mas as canções foram rejeitadas pela gravadora. Em maio de 2009, Amy Winehouse subiu ao palco em um festival de jazz, em Santa Luzia, mas esqueceu as letras das canções e a apresentação foi considerada pelo público como "decepcionante".
Em janeiro de 2009, seu desejo de se divorciar de Blake Filder-Civil, devido a acusações de infidelidade de ambos, tornou-se público e, em 16 de julho, a separação judicial foi concretizada. Em setembro daquele ano, Amy lançou a sua própria gravadora, chamada Lioness Records, e a primeira artista que recebeu um contrato de gestão foi Dionne Bromfield, sobrinha da cantora.
No período entre 2009 e 2010, as aparições da cantora foram esporádicas: em agosto, foi convidada para se apresentar no The V Festival, para cantar You're Wondering Now e Ghost Town com a banda The Specials; em julho de 2010, foi convidada, com Mark Ronson, para interpretar Valerie na estreia de Psychosis; e, em dezembro, foi convidada de honra em uma festa em Moscovo, de um magnata russo, para um recital de 40 minutos remunerado com 1.000.000 de libras esterlinas.
O lançamento do seu terceiro álbum de estúdio foi adiado várias vezes em 2010, no entanto a cantora foi convidada para gravar uma música para um álbum de homenagem a Quincy Jones, intitulado Q Soul Bossa Nostra. Amy optou por regravar uma canção que fez sucesso na voz de Lesley Gore, em 1963: It's My Party. O lançamento desse álbum estava marcado para o dia 9 de novembro de 2010.
Em janeiro de 2011, Amy apresentou-se para o público em uma turnê, com cinco shows no Brasil. Nessa época, a cantora afirmou não usar drogas desde o ano anterior, no entanto, em um concerto realizado em Dubai, em fevereiro, a imprensa classificou a artista com "cansada, distraída e incoerente". Em maio, Winehouse foi internada em uma clínica de reabilitação, mas o tratamento só durou uma semana. Em junho de 2011, Winehouse começou sua turnê de verão europeia com um concerto em Belgrado, onde a mídia da Servia publicou a ocorrência de que a cantora havia subido ao palco completamente alcoolizada. Aqueles que foram ao concerto afirmaram que Amy estava tão embriagada que mal conseguia lembrar o nome do local, as letras das suas músicas e os nomes dos integrantes da sua banda. Depois de ser vaiada, Amy tentou deixar o local, mas seus guarda-costas não o permitiram. Em seguida, Amy cancelou sua turnê europeia, inclusive o show que iria dar em Bucareste, no dia 15 de agosto de 2011.
A última aparição pública da cantora foi em 20 de julho de 2011, quando ela subiu ao palco para apoiar sua sobrinha, Dionne Bromfield, que realizava um show em Camden, Londres. Três dias depois, no dia 23 de julho de 2011, Amy Winehouse foi encontrada morta em sua casa, por causas até então desconhecidas

5- Morte

Por volta das 15h54min de 23 de julho de 2011 (horário de verão britânico, UTC+1), duas ambulâncias foram chamadas para a casa de Winehouse em Camden, Londres, devido a um chamado à polícia britânica para atender uma mulher desfalecida.
Pouco tempo depois, as autoridades metropolitanas haviam confirmado a morte da cantora. Posteriormente, foi aberta uma investigação a fim de determinar a causa da morte de Amy, porém os primeiros resultados não foram conclusivos e uma análise toxicológica foi necessária. Apenas em 26 de outubro do mesmo ano, os relatórios finais puderam indicar que a causa da morte decorreu de um consumo abusivo de álcool após um período de abstinência, que mantivera até o dia 22 do mesmo mês. Suzanne Greenaway, médica legista disse: "Ela consumiu uma quantidade muito grande de álcool, a concentração era tanta que foi 4,16 g/L de álcool no sangue, e esse alto consumo de álcool resultou em sua morte rápida e inesperada".
No dia da morte, a gravadora Universal emitiu um comunicado expressando seu pesar pela "perda inesperada de uma talentosa cantora e compositora". Além disso, artistas como U2, Lady Gaga, Nicki Minaj, Bruno Mars, Rihanna, George Michael, Adele, Kelly Clarkson e Courtney Love fizeram tributos a Amy Winehouse. Diversos fãs também fizeram homenagens a Amy, deixando garrafas de bebidas alcoólicas, taças, cigarros e diversas fotos de cantora em frente à sua casa em Camden, Londres.
A cerimônia fúnebre ocorreu no dia 26 de julho de 2011, terça-feira, no cemitério Edgwarebury, em Londres. A família e os amigos mais íntimos da cantora, além de algumas celebridades, como Mark Ronson, Kelly Osbourne e Bryan Adams, participaram da cerimônia, que seguiu os preceitos da religião judaica. O corpo de Amy foi cremado e suas cinzas foram misturadas com as de sua avó, Cynthia. Com a conclusão do funeral, os pais de Amy Winehouse declararam sua intenção de criar uma fundação para ajudar jovens viciados em drogas.
Sua morte trouxe de volta seus materiais discográficos aos rankings ao redor do mundo. Em dezembro de 2011, a Island Records começou a comercializar o primeiro álbum póstumo de Amy Winehouse, com o nome Lioness: Hidden Treasures. O disco recebeu críticas favoráveis da imprensa especializada e foram vendidas mais de 501.000 cópias em sua semana de lançamento. No dia 15 de setembro de 2012, familiares e amigos da cantora se reuniram em uma cerimônia em Edgware, no norte de Londres, para enterrarem as cinzas da cantora em uma lápide preta e rosa. O enterro seguiu as tradições judaicas.

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