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Dia de São Vicente

São Vicente viveu na Península Ibérica no século III, quando cristãos sofriam perseguição religiosa. Reconhecido por seu talento em pregar a palavra de Deus, São Vicente foi preso e torturado, mas nunca abandonou sua fé. Canonizado, atualmente ele é celebrado em 22 de janeiro. Conheça sua história.

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Quem foi São Vicente

Vicente de Saragoça, ou São Vicente de Fora, foi o mártir mais célebre da Península Ibérica, que viveu entre o século III e o século IV e se negou a adorar os deuses pagãos. Por essa recusa, Vicente foi brutalmente martirizado até morrer, possivelmente em 22 de janeiro de 304. O seu corpo foi atirado aos animais, mas teria sido protegido por um corvo para não ser devorado, o que levou o povo a considerar Vicente um santo.

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Vocação religiosa incentivada pelos pais

Seus pais, desde cedo, desejavam que São Vicente tivesse uma vida religiosa, por isso quando ainda era menino, começou a ser orientado pelo Bispo Valério, de Saragoça, a pedido deles. Teve assim a oportunidade de receber uma sólida formação, tanto religiosa quanto humana, onde escolheu viver em Jesus Cristo.

Origem

Não se sabe a origem de São Vicente de forma exata, porém há registros que datam seu nascimento em meados do Século III em Huesca, na Espanha. Sua família era uma das mais nobres e distintas do país e todos da região a conheciam.

Vocação

Iniciou seu caminho e sua vida religiosa ainda muito jovem e, graças a sua vocação, logo passou a ser diácono da igreja. Por ser muito inteligente e ter o dom da palavra, ficou responsável pelo ministério da pregação do Evangelho, já que o bispo de Saragoça, a quem assistia desde cedo, já estava muito velho e sem forças para manter essa tarefa. São Vicente não podia ter feito diferente, cumpriu esse dever de forma digna e, graças a sua desenvoltura, conseguiu converter um grande número de pagãos à fé.

Diácono espanhol

São Vicente foi padroeiro principal do patriarcado de Lisboa, então os cristãos o tomaram como modelo religioso. Santo Ambrósio, Santo Agostinho e São Prudêncio, entre outros Santos, o usaram como referência, pois São Vicente era muito amado e respeitado pelos fiéis. Foram esses Santos que mostraram ao mundo o testemunho de São Vicente e foi graças a eles que São Vicente se tornou mártir da igreja católica.

Escolha divina

Ser cristão e Santo foram expressas escolhas de São Vicente. Porém no período que ele fez essas escolhas, a igreja católica estava passando por um marco muito difícil. Os imperadores da época, Diocleciano e Maximiano, eram pagãos e assim perseguiam e forçavam os cristãos a se declararem a favor dos deuses. Quem se negasse era então martirizado. São Vicente, contudo, permaneceu em sua opção por Jesus Cristo.

Mártir

São Vicente tinha o dom de pregar a palavra de Deus e, durante toda a sua vida, viveu aquilo que estava pregando. Mesmo com todas as ameaças aterrorizantes dos Imperadores e do governador Darciano, São Vicente não negou Jesus Cristo e a palavra de Deus. Foi arduamente perseguido e, propositalmente, teve um martírio lento. Darciano achava que se tornaria um herói, pois pensava que dessa forma São Vicente seria vencido pelo sofrimento e pelo cansaço, assim negando o cristianismo. Porém isso nunca ocorreu, São Vicente nunca se declarou a favor dos deuses, ele foi fiel e jamais renunciou a sua fé.

 

Morte lenta e dolorosa

São Vicente amava ao Senhor e isso fazia com que fosse extremamente fiel a Deus. O que o mantinha de pé eram as suas orações. Darciano não aceitava que São Vicente não se curvasse perante os deuses, então passou a ser cada vez mais cruel em seu martírio. São Vicente teve seu corpo cortado com violência, foi chicoteado, esfolado e queimado. Seus músculos e nervos foram reduzidos a migalhas. Seu corpo foi jogado em uma prisão forrada de cacos de vidro para atormentá-lo ainda mais. Com todo esse sofrimento, humilhação e a terrível dor que estava sentindo, ele não mudou de ideia e na prisão, ainda cantava hinos de louvor ao Senhor. Visto que São Vicente não desistiria de sua fé, Darciano permitiu que seu corpo fosse colocado em uma cama confortável, porém de nada adiantava mais. O corpo de São Vicente já estava muito machucado e não havia mais o que fazer. Ele acabou se entregando para Deus. Isso aconteceu no ano de 304.

Primeira teoria sobre seu pós-morte

A história conta que Darciano mandou que jogassem o corpo de São Vicente em um pântano para que pudesse ser comido pelos animais, porém um corvo enorme acabou o protegendo, assim não permitindo que seus restos mortais fossem sequer tocados. Visto que seu plano não havia dado certo, Darciano ordenou então que seu corpo fosse jogado ao mar, com uma pedra amarrada em seu pescoço para que afundasse. Feito isso, seu corpo não afundou. Acredita-se que o Senhor o conduziu à praia, onde os fiéis puderam recolher o seu corpo e assim sepultá-lo dignamente, fora dos muros de Valência. Em homenagem e dedicação a ele, foi construída uma Basílica no mesmo local de seu sepultamento, lugar que guarda algumas de suas relíquias até os dias atuais.

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Segunda teoria sobre seu pós-morte

O corpo de São Vicente foi colocado à deriva no mar, dentro de um barco, e acabou sendo encontrado no Promontório Sacro, Cabo de Sagres. Esse local passou a ser chamado Cabo de São Vicente, após seu corpo ter sido encontrado lá. D. Afonso Henriques foi quem resgatou o seu corpo, enviou aos sarracenos, em Sagres, e ordenou que as suas relíquias fossem enviadas para Lisboa. Conta a lenda que o transporte do corpo de São Vicente foi feito por um barco e protegido por dois corvos e isso fez com que os habitantes de Lisboa passassem a adorá-lo. O brasão da cidade de Lisboa faz alusão a essa barca e a esses dois corvos. Devido a esses fatos, São Vicente passou a ser considerado padroeiro de Lisboa, assim como de Valência e de Vicenza.

Oração a São Vicente

Ó glorioso São Vicente, patrono de toda caridade, pai daqueles que estão na miséria e que, enquanto na Terra, jamais deixou de amparar a todos que a Vós recorreram, considerai os males que estão nos oprimindo e vinde em nosso socorro. Obtende junto do Senhor ajuda para os pobres, alívio para os enfermos, consolo para os aflitos, proteção para os abandonados, espírito de generosidade para os ricos, a graça da conversão para os pecadores, entusiasmo para os padres, paz para a Igreja, tranquilidade e ordem para as nações e salvação para todos. Permite-nos comprovar os efeitos da vossa misericordiosa intercessão e assim sermos ajudados nas misérias da vida. Possamos nós estar unidos com o Senhor no paraíso, onde não existe mais dor, choro ou tristeza, mas alegria, contentamento e duradoura felicidade. Amém.

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