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Dinho Ouro Preto

Um dos maiores músicos do rock brasileiro, Dinho Ouro Preto consquistou o país com o Capital Inicial e faz grande sucesso até hoje. Conheça os pensamentos desta personalidade.

27/04/1964
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Polêmica

Dinho Ouro Preto

Na verdade eu me queixava de como é que uma oligarquia, no caso a maranhense, conseguia censurar um dos maiores jornais de São Paulo que é o Estado de S. Paulo. Na verdade eu estava falando sobre isso. Aí começou uma xingação generalizada, mas em nenhum momento saiu um palavrão da minha boca.
(Sobre polêmica que envolvia José Sarney)

Fase obscura

Dinho Ouro Preto

Os anos 1980 inteiros e em 1993, quando cheguei ao fundo do poço e saí do Capital. Abusava de tudo, cocaína, ácido, LSD, ecstasy, foi uma fase bastante triste da minha vida. Era promiscuidade, drogas e rock n´ roll.

Olfato

Dinho Ouro Preto

Com o acidente, perdi meu olfato e parte do paladar. Me engano com os cheiros também. Sinto cheiro de plástico queimado às vezes. Uma vez, perguntei para os meus amigos o que era aquele cheiro e me disseram ser apenas o de dama da noite.

 

O público

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Eu acho ótimo tocar pra molecada. Aliás, acho que é pra eles que tocamos. Quando recomeçamos, tinham vários obstáculos a nossa frente, porém, na minha opinião, o maior era que fossemos vistos como uma coisa do passado, uma onda nostálgica. Termos conseguido renovar nosso repertório e nossa platéia é a nossa maior conquista.

Produção

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Se há uma área em que o rock brasileiro ainda come poeira, é na produção.
As bandas evoluíram muito. Tanto em composição como quanto instrumentistas, mas a produção ainda nos fazia soar "menores" que as bandas gringas.

Som diferente

Dinho Ouro Preto

Nosso som ficou mais contemporâneo, gravamos de maneira diferente. Em vez de usar um amplificador com uma guitarra e colocar os efeitos no computador, gravamos com três amplificadores e dez microfones, por exemplo.
(Sobre o disco Das Kapital)

O palco

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Quando você se vê naquele palco você sabe que é importante, que tem uma visibilidade muito grande, e grande parte do que é ensaiado, do que é preparado, que você acha que você vai dizer, na hora não sai como previsto. É mais ou menos como o que dizem sobre as guerras: você sabe como começam, mas não sabe como acabam.

Depois do acidente

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Eu não perdi a memória, mas não me lembro do que aconteceu no hospital. Apaguei e só acordei quando saí. Para que eu não sentisse dor, por ser alérgico à morfina, fiquei dopado quase todo o tempo. Peguei uma infecção hospitalar, flebite. Não havia nem onde aferir minha pressão. Conseguiam fazer isso apenas na minha canela esquerda.

Reabilitação

Dinho Ouro Preto

Foi um ano de reabilitação. Mas isso não é nada. O pior foi a pausa no Capital. O hiato foi grande. Parece pouco, mas não é. Os músculos atrofiam, me deu um revertério. É como se meu cérebro tivesse dado um restart!

Rock in Rio

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Tocar no Rock in Rio é uma coisa ambígua. Tudo que envolve esse evento é superlativo. O tamanho e a ansiedade são algo que me preocupam, na verdade me dão um sabor. Já encarei grandes multidões, mas você fica nervoso.

Acabou o medo!

Dinho Ouro Preto

Abandonei o sarcófago. O rivotril me fez perder o medo de avião. Eu fico calmo. Eu posso estar voando sobre a Amazônia num bimotor, a galera do Capital com medo, e eu na minha.

O passado

Dinho Ouro Preto

Com o passar dos anos, em algum momento, chega a hora de olhar pra trás e fazer uma espécie de avaliação. Acho que a nossa hora de fazer isso chegou com a morte do Renato (Russo). Com a morte dele parecia que a história tinha começo, meio e fim.

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