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Eu era só uma criança

Uma infância marcada por discussões, falta de atenção e brigas; tudo dentro de casa e provocado pelas pessoas que nascemos amando. Não tem como não ser traumático e transformar quem somos, porém não podemos permitir que afete toda a nossa história. É preciso aprender com o que deu errado e evoluir.

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Eu era só uma criança

Eu era só uma criança quando tudo aconteceu. Nunca me senti completamente feliz. Sabe aquelas crianças cheias de vida e que esbanjam felicidade? Pois é, nunca fui uma delas. Sempre fui retraída, tinha medo de me mostrar, de chamar atenção, afinal, em casa eu já tinha problemas demais. Meus pais moraram juntos, mas não se amavam e também não me amavam. Senti muito essa falta de amor, sinto até hoje, já que tudo isso reflete em minha vida até hoje. Eu era só uma criança que queria ser amada e feliz...

O que sou hoje

Tudo o que sou hoje, devo dizer que é resultado das minhas experiências quando criança. Não gosto de lembrar por tudo que passei, porque não me sinto à vontade de lembrar. Mas sei que todos os problemas familiares, as brigas recorrentes dos meus pais, as surras infinitas que mais pareciam sessões de espancamento, tudo me tornou alguém mais frio. Não, isso não é motivo de orgulho, mas também aprendi a não ficar me lamentando por aquilo que passo. Aprendi que tudo o que sou hoje é graças ao que vivi anteriormente. Então, mesmo com problemas, levanto a cabeça e vamos!

Se eu tivesse uma memória ruim...

Se eu tivesse uma memória ruim, teria esquecido todas as vezes que não recebi amor...
Se eu tivesse uma memória ruim, teria esquecido as vezes que apanhei, mesmo sem ter aprontado nada...
Se eu tivesse uma memória ruim, provavelmente teria me tornado alguém melhor do que sou hoje...
Se eu tivesse uma memória ruim, acho que conseguiria amar de verdade.
Mas, se eu tivesse uma memória ruim, acredito que não me lembraria nem das pessoas que me fizeram mal e de tudo o que aprendi até hoje.

Minha infância...

Eu queria dizer que a minha infância foi uma infância comum, onde eu corria pelas ruas do bairro que morei, tomei banho de chuva, corri, andei de bicicleta, joguei bola na rua. Eu até fiz essas coisas, talvez não na intensidade que desejava, talvez não da forma que queria, mas fiz. Minha infância foi marcada por alguns problemas familiares, por surras que me deixaram marcadas na pele por semanas e na alma, eternamente. Minha infância foi marcada por meu comportamento arredio e por não me confraternizar com amigos e família. Nem sei se quero lembrar da minha infância.

Uma volta ao passado...

Todas as vezes que me pedem para lembrar do meu passado e contar como foi a minha infância, eu fico receosa. Eu fico lembrando de todos os problemas que enfrentei, a falta de amor no lar e como tudo isso me afetou diretamente quando quero me relacionar com as pessoas. Essa volta ao passado me deixa triste, em vez de saudosa. Queria poder sentir empatia pelo meu passado e dizer que fui uma criança feliz, mas não fui. Então, essa volta ao passado, prefiro que fique para a próxima.

Meu mundo...

Depois de tanto sofrimento, tantos problemas que enfrentei quando era criança, muitas coisas aconteceram em minha vida, até que criei um mundo só meu. Antes de pensarem que criei um mundo onde nada de mau acontece, onde tudo parece mais rosa, pare e veja. Não é que só sou feliz aqui dentro, eu só não permito que os vários problemas que me atingiram no passado tomem conta de mim agora, no presente. Nesse meu mundo, consigo conviver com meus amigos e tenho uma vida normal. No meu mundo, consigo amar de verdade!

Por que é tão difícil?

Hoje fico lembrando das coisas que aconteceram na minha vida quando criança e como tudo aquilo me influenciou, então, me pergunto por que é tão difícil esquecer tudo o que acontecer? Por que é tão difícil? Sabe o que eu quero mesmo? Quero poder enfrentar tudo, quero poder ser feliz, quero poder mudar para ter a minha família!

 

Um mundo só seu...

Todo mundo tem problemas e isso é bem comum. Mas algumas pessoas costumam encarar esses mesmos problemas de maneiras diferentes. Algumas vão para cima e querem destruir os problemas. Outras deixam que eles as envolvam. Mas, quando somos crianças, nem sempre sabemos lidar com tudo que nos acontece. A maioria das crianças, quando se depara com um problema, se fecha em seu mundo e não permite que as pessoas se aproximem. A família nem sempre percebe, mas a criança cria um mundo só seu e não sabe como sair disso.

Amor de família...

Não entendo bem como funciona esse negócio de amor de família, quando criança não tive muitos exemplos e, quando tentava exprimir meus sentimentos, era barrada por um pai que não sabia passar o amor e uma mãe que não me quis. Talvez um dia eu possa entender, possa dar o amor que está guardado dentro de mim ao longo de todos esses anos. Não quero permitir que o que não senti no passado determine minha vida futuramente, só quero poder viver bem.

Os reflexos da vida...

Há muito tempo venho reparado como a minha vida não está boa. Quando criança, comecei percebendo que não tinha uma vida normal, ou pelo menos, parecida com a vida das crianças que eu conhecia. Meus pais meio que me deixavam de lado e, como eu não tinha atenção, fazia de tudo para ser vista. Comecei com pequenos delitos, tocava a campainha e corria (mas isso não é delito, não ainda!), roubava doces em lojas de departamento... Depois passei a matar as aulas e hoje não tenho estudo, não tenho pais, não tenho amor. Os reflexos da vida são reais e muito cruéis...

De repente ao lembrar...

É incrível o poder da nossa memória, nossos capazes de nos lembrar de muitas coisas que vivemos. Mas também, quando queremos esquecer, conseguimos. De repente, ao lembrar os castigos que sofri na infância, tudo porque fui uma criança bem traquina, penso se quero fazer o mesmo com meus filhos. Será que realmente quero dar essas lembranças a eles? Será que eles vão conseguir enfrentar tudo o que enfrentei? Será que vão conseguir se comportar ou serão piores?

O que foi esquecido...

Tudo o que passei na vida são experiências em que deveria me inspirar para que pudesse crescer ainda mais. Talvez eu tenha esquecido aqueles momentos ruins que me fizeram tão mal, que me prejudicaram em minha vida escolar e, também, no meu comportamento com as pessoas. O que esqueci foi muito ruim e, realmente, não me fez bem, mas não posso ficar presa a tudo isso, eu preciso seguir em frente e tentar deixar tudo para trás.

As lembranças da minha infância...

Eu queria poder lembrar com carinho de tudo o que vivi em minha infância. Queria que as lembranças da minha infância fossem boas, como a maioria das pessoas. Queria que essas lembranças me ensinassem que a felicidade é algo normal e que o amor é um sentimento lindo. Queria poder esquecer as brigas que tive com meus pais e irmãos, queria poder agradecer pela família que tenho. Eu queria que as lembranças da minha infância me mostrassem bem mais que infelicidade.

Eu preciso reviver?

Não sei se tudo o que passei foi tão bom quanto deveria ser, talvez seja por isso que eu tenha me fechado para as situações que me cercam. Eu me pego pensando se realmente preciso reviver tudo o que passei. Não é que eu não queira passar por isso. Acredito que não preciso reviver um passado que me machucou e que pode voltar a me machucar!

E o sonho virou pesadelo...

Toda criança quando nasce parece ser um novo raio de luz, mas tudo o que acontece na vida dessa criança é reflexo do comportamento de sua família. Se você tem uma família unida e feliz, o que acontece na escola e na vida são experiências que fazem bem, na maioria das vezes. Mas, se você vem de uma família desestruturada, sua vida parece não ter alicerce, sua vida escolar não é boa, até seus amigos não são bons. E o sonho? Ele vira pesadelo!

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