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Amor Livre

Algumas vezes os relacionamentos estão carregados de negatividade e falta de compreensão. A pressão de estar com alguém não deve te atormentar e o jeito é aderir ao amor livre, com mais verdade, sinceridade e sem cobranças desnecessárias!

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Auto-conhecimento

Amar é ser. Amor é livre em si. Mas é preciso um profundo auto-conhecimento pra Amar em sua totalidade plena, Amar livremente. Amor Livre é em si um processo de auto-conhecimento. Antes de começar a refletir sobre Amor Livre, me pergunto qual a sua intenção sobre esse conceito. Conhecer a verdade sobre sua intenção é fundamental pra ter clareza sobre o que se quer com essa potência do Amor liberto, então saber onde se pode chegar, prever o que se conquista e ter noção do risco que se corre, porque Amor é matéria prima de Magia, no sentido literal desta palavra. Sinto ser necessário também definir o óbvio ainda pouco discernido: falar de Amor Livre não é falar de sexo. Amor é uma palavra que define uma imensidão de sentimentos possíveis numa mesma pessoa, que também se difere em diversas culturas em suas formas de manifestação, mas sempre subjetivo e de definições insólidas; sexo é uma palavra que define uma ação física e objetiva, em todas as suas mais variadas formas, mas sempre clara e objetivamente uma ação física definida. E mais: Amor Livre tem uma premissa básica de ser livre da necessidade do sexo pra ser Amor.

Ame

Há basicamente duas naturezas de afeto: do vazio e da fartura. O afeto do vazio é quando o ser sentindo um vazio dentro, quer preenche-lo com o outro, o que não é amor realmente mas se disfarça de amor pra existir e ser aceito, em verdade num processo de substituição, angustiante por depender de um outro, onde há a necessidade de controlar as incertezas deste outro pra se sentir seguro, equívoco fonte de todo apego irracional que gera todo ciúmes, fonte de violência, de castração, de manipulação e limitação da vida do outro em “meu”, sentimentos muito interessantes pro capitalismo consumista e pras estratégias de manipulação das massas, porque o Amor Livre torna o ser indomável, imprevisível e auto-suficiente. Essa carência afetiva e espiritual travestida de amor em sua superfície, é o gerador do que se acredita ser, convencionalmente pelo romantismo programado e previsível, algo despertado por alguém especificamente, particular entre duas pessoas e fatalmente com começo meio e fim nas novelas da vida.

Sexo

Partindo deste princípio podemos falar de sexo, a expressão máxima de amor, onde os seres que se amam se fundem num só corpo, realizando a experiência de unidade cósmica, religião em essência por nos religar ao uno primordial, ao mesmo tempo antropófaga no sentido de se dar de alimento e se nutrir do outro, adquirindo pra si parte das qualidades inatas do outro e doando ao outro parte das próprias. Falar de sexo fruto do Amor é falar de Magia em sua forma mais pragmática e potente, é revelar o eros da alma, é rito de iniciação ao libertar e desenvolver as potências do ser em sua imensa plenitude, sua Natureza Divina, textos milenares sobre o Tantra Yoga evidenciam isso.
E é certamente a mais direta prática libertadora do sistema de controle social, por desconstruir todas as amarras e armadilhas de uma vida cotidiana de obediência inconsciente ao programa de vida previsível que mantêm a humanidade sob controle passivo. Wilhelm Reich dizia solidamente bem fundamentado que “só é possível uma revolução social com uma revolução sexual”, porque a maior estratégia de dominação das massas é controlar o indivíduo, limitando sua sexualidade com virgindade, casamentos monogâmicos permanentes e castrações proibicionistas com o argumento do pecado. E agora com a ditadura economica, na idade mídia, que tanto a igreja como o fascismo político está em decadência, a única arma de dominação do sistema capitalista de consumo é o ciúmes, insistentemente estabelecido como consenso pelas novelas da tv e pelo cinema estadunidense. É visível nas pessoas que limitam a sexualidade nos padrões de comportamento convencional, que o olhar não vê além das camadas superficiais, que o toque tem medo de sentir e que ao olha-las nos olhos, atravessamos nelas camadas que nem elas mesmas tem conhecimento.

Amor escravo

Errico Malatesta

Oras! Você acha que amor escravizado poderia realmente existir? A coabitação forçada existe, assim como o amor fingido e forçado, por razões de interesse ou conveniência social. Provavelmente haverá homens e mulheres que respeitarão o elo de matrimonio devido a convicções morais ou religiosas – mas o amor verdadeiro não pode existir, não pode ser concebido, se não for perfeitamente livre.

Voar

Às vezes as pessoas entendem a liberdade sobre a escolha permanente de ir embora. Sinto que cada vez mais as pessoas escolhem acreditar em um amor que não tenta, não abre mão, não dialoga, não conversa. Como se o medo da verdade fosse maior do que a vontade de ficar, fazer dar certo, tentar outro método. O medo de se descongelar tornou-se maior do que o medo de voar. Então, clamam por liberdade. Chamam por ela como se fosse ela que iria tornar a todos felizes. Asas. Voar constantemente. Sem direito a paradas. Mas, se você quiser parar, não há por que te impedir. Vá lá, pare. Pouse no lar que desejar e na primeira contradição sinta-se na obrigação moral de decolar novamente. É que engessaram a liberdade dentro dos moldes do abandono. Ensinam que os relacionamentos livres são momentâneos. Paixões de verão. Isso por que as pessoas gostam de se abandonar, aprenderam a lidar com as relações da maneira mais fácil, covarde e rápida. Colocam a culpa na liberdade essa falta de capacidade coletiva de cooperação mútua, de desconstrução… E cada dia mais desacreditamos nos laços em prol das asas. Falsas asas. Muito melhor é voar sem medo de companhia.

Energia

Essencialmente Amor é energia, inerente `a natureza do ser, independente da presença ou conhecimento de um outro ser. Amar é natural. E somos dotados da habilidade de amor abstrato como amar uma idéia, um momento, uma sensação, um som, um desenho, uma dança, um gesto, um filme, um lugar, e também um bicho, uma pedra, uma planta, uma pessoa, um coletivo de pessoas… E é possível amar por amar, amar o amor, em toda sua radical abstração. Amor é Amor em si e encontra nos seres um canal de manifestação. Então é fato que amar, ou seja, pra se manifestar o amor em sentimento, não é necessário ter algo ou alguém a qual se atribui a manifestação deste amor: Amor é inerente `a natureza do ser.

Afeto da Fartura

O afeto da fartura é quando o ser preenchido de Amor, que é livre e independente por natureza, conecta o ser com a essência divina deste elo de ligação, essa fonte de Divina de luz inesgotável que o transborda e pede pra ser compartilhado. Então o ser assim pleno quer pelo afeto compartilhar esse jorro de energia em fartura que não lhe cabe dentro. Está em contato com a fonte luminosa geradora da vida, energia impossível de se ter só pra si, de uma imensidão cósmica indefinivel, que não cabe delineada permanentemente numa limitação a dois em toda sua plenitude. Amor assim quando encontra em um outro ser particular o canal de manifestação, pode e deve estar focado numa relação a dois - sem limitar o afeto `a todos que sentir a fartura do afeto - pra que se aprofunde e se desenvolva, num primeiro momento das descobertas, preservando a especificidade deste encontro único, mas sem se prender a essa condição permanentemente, livre de contratos pra deixar que evolua, “livre para amar, ir aonde quiser, ser o que ele é”. O ser assim conectado com a essência da vida sabe que o Amor é a própria natureza divina pulsante em vida, com toda sua energia etérea e toda sua fisicalidade manifestada no corpo. O Amor é algo que acontece no cerne do ser inspirado, assim preenchido em sua essência divina por sua natureza transcendente, que ao encontrar o outro encontra na verdade o elo de manifestação física do Amor, que sempre pede pra se concretizar em afeto, a materialização desta energia etérea.

 

Revolução

É visível a revolução nas vida das pessoas que se libertam sexualmente com base no Amor: o olhar se torna um olhar penetrante na alma, o toque afetivo causa uma inundação magnética em que o experiência, camadas após camadas de proteção e inconsciência vão caindo por terra, a vida passa a ser questionada sobre a legitimidade de cada elemento que a compõe, e vemos surgir uma auto-consciência de profundidade em expansão indelineável.

Massinha de Modelar

Clarissa Corrêa

Ninguém é massinha de modelar. Não posso te amassar, te moldar, te arrumar da forma que quero. Você é como é, eu sou como sou e podemos nos aceitar assim ou não. A escolha é só nossa. O problema é que sempre achamos que podemos tudo, mas não podemos nada. As coisas são dessa forma, você aceita se quer. Uma pessoa só muda se quer, se tem vontade, se faz esforço. Eu não tenho poderes para mudar ninguém, mal consigo ajustar o que anda desajustado em mim. O dia que todo mundo entender isso vai ser mais fácil viver a dois, a três, a quatro, a mil.

Sorriso do Outro

Caio Fernando Abreu

Não se concentre tanto nas minhas variações de humor, apenas insista em mim. Se eu calar, me encha de palavras, me faça querer dizer outra e outra vez sobre você, sobre nós, e todo esse amor. Se eu chorar, não me faça muitas perguntas, não precisa nem secar minhas lágrimas. Só me diz que você continuará comigo pra tudo, que tenho teu colo e teu carinho. E ainda que te doa me ver assim, me envolva nos teus braços e diga que eu posso chorar, mas que você não sairá dali enquanto eu não sorrir. Porque é isso que nos importa, não é? O sorriso um do outro. Né?

Liberdade

Errico Malatesta

Assegure a todos os meios de viver própria e independentemente, dê às mulheres total liberdade sobre seus corpos, destrua os preconceitos, religiosos ou de qualquer outro tipo, que unem homens e mulheres para um conjunto de convenções que derivam da escravidão e que a perpetuam - e uniões sexuais serão feitas de amor, vai durar tanto tempo como o amor dura, e não irá produzir mais do que a felicidade dos indivíduos e o bem-estar da espécie.

Dance

Dance comigo. Depois dance com ele. Dance com quem quiser. Amor é liberdade e nós burros achamos que tem a ver com posse.

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