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Bela: a princesa feminista

Os contos de fadas são histórias fantasiosas normalmente direcionados às meninas. Então por que não explorar o feminismo nas histórias? Sabia que o conto "A Bela e a Fera" sempre tocou nessas questões e pouca gente realmente notou? Entenda como a Bela pode ser considerada uma princesa feminista!

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Não segue os padrões de beleza

Bela, diferente de outras princesas, não se importa muito com sua aparência ou com os padrões de beleza impostos para mulheres pela sociedade. Ela não é vaidosa como as outras mulheres de sua vila, e prefere valorizar outras coisas em vez de sua aparência.

Prefere o conhecimento

Ela também não segue os padrões sociais impostos, ou seja, o papel social que mulheres devem representar. Ela não concorda que mulheres devem fazer apenas os serviços domésticos, como cozinhar, lavar e passar.

Bela se interessa muito por conhecimento e como adquirí-lo, então é muito comum a vê-la com um livro na mão ou em alguma biblioteca procurando algo para ler avidamente. Ela é muito inteligente e quer conhecer coisas e lugares diferentes, em vez de se fechar em uma bolha pré-moldada. Isso faz com que ela desafie uma série de padrões impostos para mulheres na época em que a história acontece.

Quer ser livre

Bela sonha em viajar, conhecer outros lugares. E o que ela mais almeja é ser livre. Sair de sua vila, fazer o que bem entender, ser a mulher que ela quiser ser, sem que ninguém lhe diga que ela deveria estar fazendo isso ou aquilo. Fugir dos estereótipos e ser livre. Bela é um bom exemplo da frase "lugar de mulher é onde ela quiser".

Não quer se casar com o "bonitão"

Bela é cortejada diariamente, de forma até invasiva, por Gaston, o "galã" da vila. Todas as outras mulheres estão interessadas em Gaston, mas ele parece só ter olhos para Bela. Ela mantém uma posição firme sobre não estar interessada em se casar com ele e sempre dá um jeito de fugir de suas investidas. Ele, como típico machista, ignora a vontade dela e a persegue para que ela fique com ele.

É sensível, mas também é forte

Bela é uma moça que tem empatia, é sensível e pensa nos outros. Por vezes é frágil, mas essa característica não diminui a força que ela possui. Ela é resiliente e resiste às dificuldades de forma exemplar.

Não aceita submissão

Bela não aceita que ninguém mande nela ou diga a ela o que fazer. Quando ela é obrigada a ficar no castelo da Fera reluta muito para seguir as regras que ele impõe. Ele quer que ela jante com ele, vista roupas que ele quer e ela não segue nada disso. Ela permanece firme em seus ideais e com o tempo ela aprende a lidar com a Fera sem bater de frente e sem discutir, pois ela percebe que não tem escolha por estar presa no castelo. Mas ela não deixa de seguir suas convicções e o que acredita.

Tem opinião própria

Uma das características mais marcantes de Bela é que ela não age como a maioria das pessoas. Ela tem opinião própria e segue as suas convicções. Enquanto as outras mulheres estão interessadas em arrumar um bom casamento e consideram a vaidade a coisa mais importante que uma mulher pode possuir, Bela é diferente. Ela prefere o conhecimento à vaidade, e não almeja casar, enxergando outras formas de ser feliz que não as tradicionais.

 

Tem empatia

Bela é muito doce e gentil, o que não faz dela menos feminista. Inclusive, essas são características necessárias para uma visão feminista.

Ter empatia e conseguir enxergar a vivência e a história das outras pessoas, conseguir colocar-se no lugar do outro e de alguma forma compreender e tentar ajudar são características femininas. Ela também não entende porque a Fera age de um jeito bruto com ela, mas mesmo assim não o julga e procura entender a sua história para aprender a lidar com ela. Ela é capaz de compreender a situação dos outros e enxergar de uma forma diferente da maioria, considerando todos os aspectos da situação.

Escrito por uma mulher

O fato de o roteiro ter sido escrito por uma mulher, em uma época em que só homens ocupavam o mercado de trabalho é revolucionária. A roteirista Linda Woolverton teve que enfrentar muito machismo para conseguir com que o desenho animado A Bela e a Fera fosse lançado pela Disney. Era raro para a época ter uma heroína ao invés de apenas uma princesa bonita que precisa ser salva por um homem.

Ela se sacrifica pelo pai

Bela se sacrifica pelo pai, concordando ficar como refém no castelo da Fera no lugar dele. Ela compreende que o pai tem idade e não tem condições de passar por essa situação, então ela mesma se oferece para ficar no castelo no lugar dele. Ela é jovem, corajosa e inteligente e tem confiança em si mesma que vai conseguir sair dessa situação.

Não espera ser salva

Na história ela não aguarda ser resgatada do castelo da Fera por algum príncipe encantado, ela salva a si mesma, além de defender a Fera dos habitantes da cidade que queriam matá-la.

Beleza é subjetiva

A história também nos ensina que beleza é algo subjetivo. Pouco a pouco, Bela e Fera vão gostando e cuidando um do outro, conhecendo a história um do outro e criando afeto. Por mais que a Fera fosse um monstro, seu lado delicado se aflora justamente por causa da presença de Bela, que lhe ensina sobre empatia e doçura. Ele muda de atitude pouco a pouco por causa dela, o que faz com que ele entenda a situação dela também e a deixe ir embora.

Essa também pode ser considerada uma característica feminina, a de enxergar além da superfície, além da aparência. Enxergar o coração da pessoa e a história que a levou agir de tal forma. É como se ela tivesse a capacidade de quebrar a barreira que a Fera construiu ao redor de si, e fazer com o que a verdadeira Fera viesse à tona.

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