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Angeli

Arnaldo Angeli Filho coloca seu lápis a serviço do bem do país. Responsável por tirinhas críticas, Angeli ocupa diariamente o topo da seção de quadrinhos da Folha de S. Paulo. Leia mais.

Política

Angeli

A política é um pouco mais poderosa. É difícil a visão de um artista, de um crítico ou de um sociólogo mudar isso aí.

Memória

Angeli

Minha memória recente não existe. Tem horas em que fico pensando “do que estava falando?!”.

Sarney

Angeli

O cenário é bom, não tem Maluf no meio, nenhum Sarney. Se bem que o Sarney sempre está em algum lugar.

Cabisbaixo

Angeli

Quando fui homenageado com a ordem do mérito cultural, lá em Brasília, o [senador Eduardo] Suplicy me levou pra conhecer o Senado. De repente, entra na sala do Sarney. Fiquei incomodado. Aí ele levanta e fala, segurando minha mão: “Você é o melhor”. Pra mim foi uma derrota, saí de lá cabisbaixo. Sempre fui cruel nas charges com Sarney, mexi com a família toda, e não funcionou.

Dilma Rousseff

Angeli

Uma candidata feita às pressas, tirada do nada. Não quer dizer que seja a pior candidata. Com o mensalão, o PT ficou sem quadros, né? A Dilma é uma incógnita, não dá pra saber o que ela é.

Marina Silva

Angeli

Me incomoda um pouco essa coisa religiosa, mas até agora não vi ela misturar as coisas, como vários políticos fazem. Acho interessante o pensamento dela sobre o meio ambiente.

Função

Angeli

Quando começou o PT, muitos cartunistas começaram a fazer humor a favor. O próprio Henfil [1944-1988] fez. Isso me incomoda. A função do cartunista é alfinetar, levantar discussão.

Zoar

Angeli

Você foi zoado pelo Angeli. Todo mundo foi. Empresário? Confere. Motorista de táxi? Confere. Webmaster? Confere. Estilista, designer, publicitário? Confere. Motoboy? Também. Político? Ô.

Luta

Angeli

Vejo resquícios aqui e ali, mas são pequenos. É uma tentativa de reviver uma época emocionante, de luta. Essa época ficou lá. Se houver possibilidade de luta hoje, não pode ser igual.

Por Inteiro

Angeli

Não tenho vontade de mexer mais. Na construção dessa suposta morte, cuidei de fazer com que o personagem se mostrasse por inteiro. Achei que era melhor eu lavar a alma dele. E assim pensava a tira, sem plano.

Família

Angeli

Sou daquelas famílias que só pensam em cuidar dos filhos e em trabalho, trabalho, trabalho.

Desenho

Angeli

Todo mundo na família do meu pai tem mão pra desenho. Mas só quem se profissionalizou fomos eu e um primo, que faz painéis pro McDonald’s. Como nossa assinatura é igual, a turma fala: Angeli se vendeu!.

Maluf

Angeli

Sarney ganhou de bandeja o poder, carrega aquela merda toda da ditadura. O Maluf... sou paulistano, qualquer paulistano que pensa tem aversão a ele. É o primeiro dos mauricinhos, perfumado, com corrente de ouro. O movimento da boca dele... Tenho problemas com a anatomia do Maluf.

Distorção Mental

Angeli

Também encontrei uma vez, no aniversário de 80 anos da Folha. Fui pego de surpresa, o máximo que consegui foi falar “já fiz muito charge do senhor”. E ele “Vai fazeeeendo, vai fazeeeendo!” O perfume dele ficou na minha mão... Ele tem alguma distorção mental.

José Serra

Angeli

Serra é o Serra de sempre, centralizador, egocêntrico. Capitaliza até projeto dos outros: “Eu criei tal coisa...”. Depois vem um cara que fala que não, e o Serra diz “mas fui eu que tirei do papel”. Aquele papo.

Gostar

Angeli

Não me interessa conhecer esses caras. Se o cara é meio legal, você acaba gostando dele. Não quero gostar.

Discurso sem Ação

Angeli

É uma referência a um tipo característico da época, que incorporei ao Meiaoito: aquele que tinha o discurso, mas não tinha a ação. Fazia a guerrilha dentro do bar, um tipo cheio de regras, que pede carteira ideológica a todo mundo. Não é o ativista que pegou em armas, é aquele que ficou no bar --sua história de luta só existiu na cabeça dele.
Esse tipo vem do Maio de 68, mas tem muito a ver com o final dos anos 70 e o começo dos 80, quando a idéia de uma "convocação geral" já tinha se dissipado. Ele ficou. Perdeu o bonde da história. Porém continuou proferindo palavras de ordem e julgando as pessoas no bar.

Personagens

Angeli

Eu fazia charges para a Folha desde 1975 e, quando passei a fazer tiras, em 1983, criei uma leva de personagens.

Meiaoito

Angeli

Meiaoito foi atropelado por um caminhão da Coca-Cola. Não considero uma morte definitiva, mas me sinto bem deixando-o de lado. Antes da morte, fez uma revisão, conversou com [fantasmas de] Lênin, sua mãe e quase admitiu que era tudo uma fantasia.

Delegacia de Costumes

Angeli

Em 1968 eu tinha 12 anos, já sentia o cheiro de alguma coisa, que eu não entendia, mas sabia que estava acontecendo. Participei de uma militância capenga --meu lance sempre foi com a delegacia de costumes, não a política.

Cabelo Vermelho

Angeli

Até hoje existe o eco de 1968. Mas nos anos 80 havia uma mistura: bandeiras comportamentais, uma mistura da luta daqueles que resistiam à Meiaoito com aqueles que queriam pintar o cabelo de vermelho, ter uma banda. Eu era mais do lado do cabelo vermelho.

Revolução

Angeli

Não é uma data solitária. Faz parte de uma gama de revoluções e alterações de comportamento. Eu incluiria os hippies, a discussão sobre ecologia, nos anos 70, e temas que hoje já estão na discussão política oficial, como o uso de drogas. Desde os hippies, é tudo um conjunto, um movimento que inclui 1968, a liberação da mulher, da sexualidade. Cada grupo teve sua função.

Crítico

Angeli

Olho da mesma forma para o comportamento e para a política. Nas charges, penso como crítico de comportamento.

Servir

Angeli

Nunca quis servir ninguém. É possível você ter um lado e ser crítico com esse lado também.