Mensagens Com Amor Menu Search Close Angle Birthday Cake Asterisk Spotify Play PPS Book Download Heart Share Whatsapp Facebook Twitter Pinterest Instagram YouTube Telegram Copy Up Check

Siga-nos

Marcelo D2

Marcelo Maldonado Gomes Peixoto, mais conhecido como Marcelo D2, marcou a história da música brasileira e brilha até hoje com as suas canções polêmicas e brilhantes. Conheça mais sobre ele!

05/11/1967
continue lendo
Compartilhar

Rap

Marcelo D2

O rap tem uma coisa interessante que foi a coisa que mais me fascinou na cultura do hip hop. É essa autoestima, de saber levantar, de falar “nada pode me parar, o mundo é nosso”. Não só seu, não só meu, o mundo é nosso. E acho que isso foi a coisa mais legal que o rap me deu, essa consciência de que eu não tô aqui de passagem. Tô de passagem, mas não tô a passeio. Tô aqui pra fazer alguma coisa, e isso é importante pra caramba. Por isso que eu sou foda.

Maconha e seus limites

Marcelo D2

As pessoas acham que a gente falava de maconha pelo simples fato de falar de maconha, mas era mais para ver qual era o limite. A gente tinha acabado de sair de uma ditadura e queria ver até onde a liberdade ia.

Aprendizado

Marcelo D2

Aprendi o que é minha carreira solo e o que é o Planet Hemp, e foi incrível nisso tudo que 70 ou 80% das pessoas nunca tinha visto o Planet Hemp. Quem tem 25 anos hoje, há dez anos não podia ir num show, era proibido. E foi incrível como as pessoas estavam felizes com aquilo

O rap

Marcelo D2

Sinceramente, não vejo como o rap brasileiro possa ser uma música respeitada sem usar elementos brasileiros. Isso é uma coisa. Só que acho que o rap ainda é turminha. Gostaria muito de ver minha tia ouvindo rap, por exemplo. Quer dizer, ainda tem um caminho longo pro rap ser popular como um Zeca Pagodinho, mas hoje vejo o caminho mais aberto

 

Natural

Marcelo D2

Em 1998, quando eu fiz meu primeiro disco solo, tudo isso parecia muita experiência, rap com samba, rap com música brasileira. Hoje já me soa mais natural uma música que não é mais "a experiência".

Sem rótulos

Marcelo D2

Eu cresci ouvindo samba em casa, passei pelo hardcore na minha época de skate e, assim que montei o Planet Hemp, me apaixonei pelo jazz, por incrível que pareça. Ouvia direto. E também muito rap, claro; e reggae pra caramba. Cara, foram tantas influências musicais… é muito complicado. Quando eu vou ao samba, os caras me chamam de rapper; quando vou ao rap, me chamam de sambista. O porteiro do meu prédio acha que eu sou roqueiro… Sei lá. Pode me chamar de qualquer coisa que tá bom. Quer dizer, só não chama de filho da puta porque eu não gosto.

Pai de verdade

Marcelo D2

Tenho mais de 40 anos, quatro filhos, estou casado há 13 anos, não dá mais pra ser aquela coisa doidona do tempo do Planet Hemp. A família me ajudou nisso também. Sempre fui um pai carinhoso, mas não era presente. Nos últimos anos, finalmente, me tornei um pai de verdade.

Moleque da favela

Marcelo D2

Eu acho muito interessante um moleque da favela falar ao mundo como se ele soubesse a verdade inteira. Talvez a verdade seja só aquela que está dentro da cabeça dele, mas é essa verdade. Esse disco é sobre isso, sobre a coragem de falar para o mundo o que acha, sabe?

Nova visão

Marcelo D2

Há 20 anos eu era um moleque, né? Agora tenho família, sou um cara mais maduro… Minha visão da música mudou, o entusiasmo da juventude se transformou em paixão de verdade. Adoro trabalhar com gente que tem ideias novas, com os meus amigos, gente em quem eu confio e de quem eu sou fã. Outra coisa que mudou é que, antes, eu odiava tudo e todos; agora, sou odeio tudo.

Filhos

Marcelo D2

Pô, eu encho muito o saco dos meus filhos, sou muito pilhado. Eles dizem que eu sou irritante. Mas eu sou é provocativo, curto aguçar a mente deles.

Cenário musical

Marcelo D2

Acho que era um fervor juvenil, mesmo. Antigamente, pra tu ter uma ideia, eu não gostava de nenhuma banda. Falava: “Ah, Legião Urbana é um saco!”. Hoje, eu falo: “Legião Urbana? É, tá bom, beleza…”. Mas, como eu ia dizendo, o cenário mudou muito nesses 20 anos. Quando eu comecei, em 1994, não existia internet, né, cara? O cenário musical, hoje, é basicamente virtual, porque a vida está muito virtual também.

Rio de janeiro

Marcelo D2

Dos anos 90 para cá melhorou, sim. Naquela época a barra era muito pesada. Continua sendo uma cidade violenta pra caralho, você passeia pelos lugares e vê fuzil em tudo que é canto, parece até coisa normal. Mas melhorou, sim. Antes era impossível, não dava para andar na rua. Quer dizer, eu andava porque era jovem e fazia parte daquele meio, né? Mas era difícil. Acho que as pessoas meio que abraçaram a ideia da Cidade Maravilhosa, que deve ser usufruída, e estão tentando dar uma arrumada.

A indústria

Marcelo D2

Medo não tive nenhum, até porque é legal ter ele por perto. Ele sempre foi, sempre esteve comigo desde moleque, de bem novo, ele tava ali no Planet. Ele é sagaz o suficiente para não ser engolido pela indústria. Ele tem talento, a sabedoria e a sagacidade para isso.

(Referindo-se ao seu filho Stefan que também entrou no ramo da música).

Ultrapassado

Marcelo D2

Eu acho que é outro papo. O papo do Planet é um, e o desse disco é outro, sabe? As minhas convicções estão ali, mas não precisa estar tão [presente] aqui nesse disco. O papo desse disco é outra conversa. Sobre legalização da maconha, esse papo é tão ultrapassado. É uma coisa do século passado, já devia ser resolvido esse papo. É muito velho, é muito antigo.

(Sobre o conteúdo de seu disco solo "Nada Pode Me Parar")

Loja

Marcelo D2

A loja não é para vender. Isso aqui é um lugar para receber o pessoal, bater um papo, é uma espécie de galeria. A minha vontade de ter um lugar para isso tem muito tempo. E agora corri atrás e fiz. Quero muito fazer happy hour aqui, a gente tá começando a arrumar.

(Sobre a sua loja em São Paulo)

Insalubre

Marcelo D2

Levei um susto. Os amigos próximos diziam que ele não estava bem. Essa vida de estrada é muito livre, você pode ir bêbado, drogado para o show. É insalubre. Você anda para cima e para baixo solitário.

(Sobre a morte de Chorão)

Planet Hemp

Marcelo D2

Uma das coisas mais legais de quando você está no palco é ver as pessoas mostrarem que estão sentindo o que você está falando. Sempre teve isso, essa energia, essa porrada, era agressivo. Aquele show foi isso. As pessoas queriam o Planet de volta. É diferente hoje porque antigamente as pessoas iam lá para xingar a polícia, o governo, para fumar maconha, era um momento de liberdade. Agora foi um momento mais de afirmação. Agora a gente tem o poder de poder falar sobre isso. Foi bem diferente, mas foi demais.

(Falando sobre a turnê com o Planet Hemp)

fechar