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Rafael Cortez

Conheça mais sobre Rafael Cortez o humorista que ganhou notoriedade no CQC, através de seu talento e perspicácia. E também demonstrou seu talento no campo da música.

Como foi a infância

Rafael Cortez

Foi maravilhosa. Passei os primeiros 22 anos da minha vida numa vila, no Jardim Europa, que na época era um lugar acolhedor, com casas geminadas e comércio de bairro onde podia-se comprar fiado. Foi muito legal porque tinha muitas crianças com a mesma idade que eu, crescemos juntas e brincamos muito na rua. Era um lugar seguro.

Quais são os outros talentos que pouca gente conhece?

Rafael Cortez

Tenho uma habilidade: consigo desatar um sutiã em poucos segundos, com a mão esquerda ou direita, mesmo com a mão dormente. Pode ser o bojo da frente, de trás, duplo, velcro, aquela alça da lateral de cima, de celofane, que é moderno. É uma facilidade minha.

Lado sério do Rafael

Rafael Cortez

Meu lado como músico, de tocar violão e música instrumental. Levo a sério meus ensaios. Essencialmente, eu sou um cara de conteúdo, meu lado humorístico nasceu depois do meu lado como músico, que é a minha primeira referência de arte.

Sobre o cuspe na cara que levou de Paulinho Vilhena

Rafael Cortez

Não foi grave, para mim, como foi o negócio da Bethânia. O que ficou chato foi que ali eu descobri que ele é um cara sem compreensão de diálogo. Nunca mais cruzei com ele. Ele estava com algum problema pessoal ou comigo, que nunca me disse, e cuspiu em mim. Mas não foi grave. Se eu pudesse trocar, preferia ter tomado cinco cusparadas do Paulinho do que ter tido esse negócio com a Bethânia.

Acredita que o humor pode ter um papel social?

Rafael Cortez

Eu não faço humor para mudar o mundo ou para levar as pessoas a refletir. A visão ideológica não é minha praia. Minha proposta é fazer as pessoas se divertirem. A vida é muito pesada, ainda mais no Brasil, onde ela é muito difícil, um País caro e cada vez mais desigual. Acredito que as pessoas liguem a televisão para dar risada. Fico muito feliz quando faço um show de humor e a pessoa me conta que esqueceu dos problemas.

Ideal de mulher

Rafael Cortez

Sempre gostei das baixinhas, morenas, menos peito, mais bumbum, cabelos compridos. E se botar óculos de grau na cara... gosto de mulher de óculos de grau, meio nerd. E nariguda também.

A partir de que momento começou o seu desgaste no CQC?

Rafael Cortez

Os três primeiros anos foram muito divertidos. E exaustivos também. Eu era o cara que mais gravava matérias. Morava perto da produtora e tinha uma agenda bem mais flexível que a dos outros repórteres, que já tinham os seus próprios shows de humor. Trabalhei demais.

Humor e o bullying

Rafael Cortez

É mais difícil fazer humor desde que as pessoas passaram a se levar tão a sério. Acho que no humor tem que ser combatido esse ‘politicamente correto’. Humorista tem a função sim de provocar a sociedade para que através do riso ou do debate ela enfrente esse tema. Humorista diverte, entretém, provoca, e a sociedade elabora um discurso.

Carreira

Rafael Cortez

O tipo de entrevista que eu fazia no “CQC” sempre partia de um pressuposto de que você é a estrela do negócio. Havia uma consciência nossa ali, e acho que existe até hoje no “CQC”, de que por mais que você tente abrir a guarda e dar o foco para o entrevistado, a condução e o estrelato é do repórter. No "Got Talent", a primeira coisa que tem que ser feita é tirar essa pretensão de ser o “bonitão da bala Chita”, como diz o (Marcelo) Tas, e deixar os caras brilharem. Essa é uma lição de humildade mesmo. Você tem que conter a piada, não porque é inoportuna e não tem nada a ver com a linguagem. É porque a piada vai tirar o foco da história de vida do cara. A diferença básica, para mim, é uma questão de conduta.

Lado cantor

Rafael Cortez

Tenho explorado uma coisa do canto, não quer dizer que eu tenha talento para isso. Mas, se eu tivesse hoje que escolher uma coisa que eu gostaria de tentar estudar ou ver se tenho alguma vocação, tentaria ver qual é minha parada com o canto. Muita gente diz que sou cantor, mas nunca fui. Só brinquei de aparecer cantando e faço uma coisa bem caricata, uma coisa meio Cauby (Peixoto). Por enquanto, acho que não canto bem e não tenho talento para isso não. Mas um dia quero cantar para a Bethânia e ela me diz se posso ser cantor.

Apresentadores que o inspiram

Rafael Cortez

Gosto do humor do (Danilo) Gentili, do carisma da Chris Flores, realmente gosto do domínio de palco do Silvio Santos. Esse é mais delicado. Não posso copiar o Silvio porque estou em um programa de talentos e ele foi o ícone do “Show de Calouros”. Quando fui ganhar o Troféu Imprensa, fiquei impressionado com ele. Ao mesmo tempo em que está lendo a dália, Silvio está interagindo com os jurados, mexe com a plateia, ouve alguma coisa da produção e entrevista três pessoas ao mesmo tempo. Ele domina totalmente o palco.

Sobre desilusões amorosas

Rafael Cortez

Antes do CQC eu tive as experiências mais terríveis. Apesar de que, quando eu entrei no CQC, também aconteceram coisas malucas. Eu passei a conviver com mulheres que não tinham interesse em mim, mas no meu trabalho. Eu também já perdi uma mulher incrível porque estava na vibe de “ficar com todo mundo”, porque tinha acabado de entrar no CQC. Quando eu me envolvo e estou apaixonado, sou daqueles que mandam flores. E tenho um certo medo disso acontecer de novo.

Sobre a brincadeira com sua sexualidade no CQC

Rafael Cortez

Essa coisa de brincar com a sexualidade é própria do humor. Humor gira basicamente em torno do bullying, né? Sempre foi assim. No humor sempre teve ‘ o gordo, o careca, o não sei o que’. O Danilo não era o bebezão de Santo André? O Tas não era o careca? O Oscar não era o tampinha? Aí me deram essa brincadeira e foi bom, um monte de mulher veio querer saber: “é ou não é? Quero conferir”.

Teve alguma coisa que te deixou magoado no “CQC”?

Rafael Cortez

O que mais me deixou mal foi a piada errada que falei para a Maria Bethânia porque sou muito fã dela (em 2010, ele entrevistou a cantora e disse que achava que ela tinha chulé e frieiras quando não deixou que uma fã beijasse seus pés durante um show). Formulei a pergunta errado, de uma maneira que ficou uma piada depreciativa, sacaneando a Bethânia. Era uma coisa para ela rir de mim, eu me sacaneava. Errei a piada, me doeu muito. Eu tinha prometido que não sairia do “CQC” enquanto não consertasse isso com ela. Eu a encontrei no penúltimo mês do meu contrato, nas eleições do Rio de Janeiro, e pedi desculpas. Ela me desculpou e eu fiquei 20 quilos mais leve. Aquilo era um câncer para mim, era muito grave. A vida inteira ela foi correta, mais ainda artisticamente, e do nada levou uma bordoada por inexperiência e nervosismo do repórter. Essa foi a pior coisa.

Os valores de vida que mais preza

Rafael Cortez

Fidelidade, afetividade, honestidade, decência e ética, porque são valores que eu posso ver na prática e em diferentes áreas da vida: sentimental, afetiva e profissional. Busco sempre me aperfeiçoar como pessoa, mas reconheço que tenho limitações. A condição para me relacionar com os outros é que aceitem isso, que cometo erros e tenho falhas. Na vida estamos sempre praticando, acertando ou errando.