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Érico Brás

Érico Brás fez parte do Bando de Teatro Olodum, antes de ingressar na televisão em 2008. Em 2011, integrou o elenco de "Tapas e Beijos", onde ficou conhecido nacionalmente com o personagem Jurandir. Conheça um pouco mais sobre os pensamentos do artista com as frases que separamos para você.

05/03/1979
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Atuação inesquecível em Tapas & Beijos

Érico Brás

Jurandir não deixa de ser também um dos grandes personagens da TV. Isso eu tenho certeza porque o retorno que o público me dá, garante que eu fale isso. As pessoas se identificam, me param na rua pra dar conselho ao personagem, é super interessante. Foi uma virada na minha carreira.

Reconhecimento que todo ator espera

Érico Brás

O que eu espero do público é uma reação positiva, pois sempre me dedico muito, sabendo da responsabilidade que nós temos, de ir à tela para retratar a rotina de outras pessoas. Por mais que seja de um gênero diferente, me sinto na responsabilidade de ser honesto e me entregar ao trabalho. Espero mesmo que a novela seja um sucesso e que seja o início de vários outros trabalhos.

A lei do amor

Érico Brás

O convite surgiu pela Denise Saraceni, diretora da trama, que é uma pessoa que admiro muito. Fiquei muito emocionado dessa minha estreia em novela, ser no horário nobre da TV. Esse é o desejo de todo ator. Agradeço, de coração, pelo presente. Fiquei mais feliz quando me apresentaram ao núcleo de atores com quem que vou contracenar. É um presente completo.

Tá Bom Pra Você?

Érico Brás

É um coletivo familiar, composto por mim, Kenia Maria, Gabriela Dias e Mateus Dias. Essa divertida websérie tem a intenção de provocar um debate sobre os padrões estabelecidos pela sociedade brasileira. Nossos principais temas são: sexismo, homofobia, direitos humanos, ausência do negro na publicidade e na indústria audiovisual. Convidamos a sociedade para refletir sobre esses temas, tudo sempre de uma forma leve e com humor inteligente.

Ó Pai, Ó

Érico Brás

Pra mim foi de extrema importância, porque foi uma vitrine. Foi o filme e a série que me colocaram para o mundo como ator e valorizaram a arte que eu faço, valorizaram o que eu pensava e o que o Bando de Teatro Olodum faz com o negro. Tudo isso ecoou por causa de “Ó Paí, Ó”.

 

Vivendo o agora

Érico Brás

Eu não quero que a revolução venha para os meus filhos. Não, eu quero hoje, quero agora. Eu sou um cara do agora. O meu tempo é agora. Meu pai de santo fala isso, o tempo da gente tem que ser agora, a gente tem que mudar as coisas a cada dia no espaço que a gente está. Seja no trabalho, na família, na rua onde a gente mora

Início no teatro

Érico Brás

Comecei a fazer teatro mesmo na Fazenda de Coutos, que é um bairro do subúrbio de Salvador. Fiz a primeira peça nos grupos de teatro da igreja católica, era um grupo de comunidades mais velhas e estava integrada a escola, a interpretação das coisas da bíblia.

Desvalorização do teatro

Érico Brás

O Brasil que a gente está vivendo é um país que não valoriza os seus artistas como deveria. Eu tô falando desde a remuneração até o reconhecimento da criação e da contribuição que os artistas dão para o intelecto brasileiro. E isso, sinceramente, eu não sei quando a gente vai conseguir mudar.

Importância do Teatro Olodum em sua vida

Érico Brás

O Bando de Teatro Olodum é uma referência e surgiu para mim como uma vitrine. Através de dramaturgia própria, particular do bando, começou a criar coisas e começou a me expor enquanto ator negro. Eu não sei se estaria trabalhando como ator se eu não começasse no Bando.

Diversão em família

Érico Brás

Sou uma pessoa muito família, adoro estar com eles. A gente gosta muito de viajar. Se tem uma coisa que está no nosso orçamento anual é viajar, passear, divertir, conhecer novas culturas. Sempre que a gente pode, faz isso.

Falsa democracia racial

Érico Brás

O Brasil se diz um país com democracia racial, mas é mentira. A gente sabe que o negro não está inserido em tudo quanto deveria estar. E para a mulher negra, ainda é pior, ela está abaixo de todos na escala: do homem branco, da mulher branca, do homem negro. É a que mais sofre. Não existe democracia racial neste país quando ainda somos tratados como se fossemos propriedades de algumas pessoas e escravos. Então não existe, infelizmente.

Consciência de sua negritude

Érico Brás

Minha consciência começou em casa e quando cheguei no Bando isso se ampliou. Lá nasce o ator-cidadão, consciente da sua importância e seu papel na sociedade. Depois você aprende a ser o ator que vai transformar essa sociedade.

Meta de vida

Érico Brás

Minha meta é ser uma referência, mas do que já sou, sabe? Isso implica em ser um grande cineasta brasileiro, um grande ator, ser um cara exemplo e ter poder.

Tarcísio Meira

Érico Brás

Tarcísio, para mim, é um Deus do teatro. Ele é a representação da arte cênica. Já o assisti, no teatro e na TV, e contracenar com ele tem sido um privilégio. Minha expectativa é de atender essa energia que ele tem e contamina, em cena.

Desafios da carreira

Érico Brás

É muito bom poder descobrir a peculiaridade de cada personagem, na sua essência. Isso edifica o ator. Estou muito feliz com esse momento da minha carreira e ansioso pra ver esse resultado na tela.

Cuidados com o corpo

Érico Brás

Eu sou muito curioso e assisto muito as novelas. Tenho visto muitos filmes e séries também, lendo bastante sobre a profissão, além de buscar informações com profissionais da área. Estou fazendo também um controle físico e tratamentos, com a ajuda da doutora Flávia Agnes, da LifeCare, para ficar melhor no vídeo e cuidar do condicionamento exigido para a profissão. Isso ajuda bastante na construção do personagem.

Diversidade de personagens

Érico Brás

Em relação aos personagens, não acho difícil fazer. São desafios, que eu estou equilibrando e tentando ser o mais nítido possível, em cada personagem. Meu desafio maior, por se tratar de produtos diferentes, é manter uma identificação de cada um, mas é um exercício gostoso que estou amando fazer.

Teatro Olodum

Érico Brás

Entrei no Bando por conta de um projeto que eles tinham chamado “Toma Lá Dá Cá”, que pegava esses grupos de comunidades e colocava no palco. Como eu levei o meu grupo, Marcio Meireles me viu e chamou para integrar o Bando, que naquela época estava fazendo uma oficina de seleção.

Infância

Érico Brás

Eu sou nascido no Curuzu, na Senzala do Barro Preto. Passei a infância ali, sou do tempo que o bloco afro Ilê Ayê fazia ensaios na rua e eu acompanhava junto com a minha família.

Preconceito racial

Érico Brás

Tão cedo a gente não vai conseguir resolver a questão do negro no Brasil. A gente não admite que o racismo existe. Enquanto a gente não conseguir admitir, a gente não vai resolver.

Religião

Érico Brás

A minha relação com a religião é muito definida. Eu sou de Candomblé, porque eu sou negro, sou descendente de africano e não vejo em um país que não tem democracia racial, eu ficar sustentando uma entidade que há muitos anos atrás escravizou, autorizou, legitimou, a escravidão e a morte de negros no Brasil e no mundo.

Ideologia social

Érico Brás

A publicidade é excludente e com isso ela forma a opinião do país, ela forma a opinião da sociedade, ela participa da construção do comportamento das pessoas perante o negro.

Importância da família

Érico Brás

Eu acho que a família é a base do ser humano, onde você troca, onde você constrói, onde você pega raiz para criar e onde você carrega a sua energia para enfrentar essa sociedade tão preconceituosa, tão problemática, tão problematizadora de tudo.

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