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Vertentes do budismo

O budismo pode ser uma filosofia, estilo de vida e até mesmo religião! Essa cultura milenar abrange práticas e ensinamentos de Buda, que trazem belos ensinamentos e profundas reflexões a todos. Não precisa ser budista para colocar algumas de suas práticas em sua vida e observar os benefícios da meditação e reflexão! Alguns dos princípios básicos do budismo são ensinamentos de sabedoria e libertação que podem servir para qualquer pessoa. Como toda religião, o budismo também é fundado no amor e no respeito. Conheça as principais vertentes e mergulhe no processo de autoconhecimento que o budismo nos permite alcançar!

Budismo

O budismo é simultaneamente uma filosofia e uma religião. Ou seja, compõe um sistema que se dispõe a explicar diversas coisas da vida e do mundo, ao mesmo tempo em que oferece práticas com o objetivo de religação com verdades ancestrais e de alcançar a iluminação, o Nirvana. Com o passar dos séculos, houve dissidências e variações, a partir da mesma base ancestral, surgindo diferentes escolas e vertentes budistas.

O que é o budismo? Aprenda mais sobre essa crença

Caminhada histórica

A trajetória histórica do budismo como hoje conhecemos, remonta há aproximadamente 2600 anos, com Shakyamuni Buda, nascido como o príncipe Siddharta Gautama, na Índia. Na sua busca para acabar com o sofrimento de todos os seres, encontrou um caminho, alcançando a iluminação, e deu origem ao que hoje conhecemos como budismo. Não deixou nada escrito e teve vários discípulos na sua caminhada. Após sua morte, os discípulos continuaram seu trabalho, mas com o passar do tempo, dissidências ocorreram, e diferentes escolas surgiram. Hoje, há centenas de diferentes escolas, práticas e vertentes do budismo. Essa diversidade é algo previsto e estimulado pelo Buda Shakyamuni, pois permite que cada pessoa encontre a forma que lhe seja mais adequada para o caminho da iluminação.

Diversidade

A diversidade das vertentes do budismo é grande, pois não atende a apenas uma forma de classificação ou de abordagem. É importante lembrar que não há uma organização central instituída de budismo, e que a sua prática está espalhada por todo o mundo. Por isso, as vertentes configuram diferentes caminhos que tentam chegar a um mesmo destino. A diferenciação entre elas pode ser feita por tradição, linhagem, filosofia ou até mesmo pelas formas diversas que Buda usou para ensinar (veículos). Assim, duas escolas podem compartilhar uma mesma filosofia, mas serem de diferentes tradições.

Duas grandes vertentes

Em um debate sobre os reais ensinamentos de Buda, houve uma grande cisão na tradição budista. A discordância dividiu os praticantes em duas vertentes, hoje chamadas Theravada e Mahayana. Os defensores em maior número de um ponto de vista foram chamados de "Mahayana", que pode ser traduzido como "caminho para muitos", e os minoritários, de "Hinaiana", que significa "veículo menor", hoje mais conhecida como Theravada, no literal "ensino dos anciões". Dentro dessas vertentes também há diferentes escolas, mas Theravada e Mahayana são hoje, as duas principais tradições budistas.

Budismo Mahayana

A mais numerosa tradição budista atual é a Mahayana, que traça suas origens desde Sidarta Gautama e tem seus escritos preservados em chinês. Outra característica dessa vertente é a aceitação de novos sutras, e por ter coexistido com outras religiões e sistemas, muitas de suas escolas receberam essa influência. Também é chamado de budismo oriental, e é bastante difundido no norte e nordeste do continente asiático, bem como em diversos países do ocidente. A escola Mahayana defende que qualquer pessoa pode trilhar o caminho da iluminação e alcança-la, tal qual fez Siddartha.

Budismo Theravada

Pode ser considerada a vertente mais antiga do budismo. Também é muito numerosa em adeptos, e sua prática é muito próxima da do budismo inicial. É mais proeminente no sul e sudeste da Ásia, além de também estar presente no Ocidente. A escola Theravada é focada na disciplina e na conduta ética de seus monges, além da meditação como prática e da sabedoria interna como ponto fundamental.

Ilumine-se com ensinamentos do budismo

Budismo Tibetano

Apesar de não ser a única vertente praticada no Tibete, a escola Vajrayana, surgida dentro da Mahayana, é mais conhecida como Budismo Tibetano ou Lamaísmo. Nela, há uma estrutura hierárquica em que aparece a figura do Lama, que é um mestre responsável pela transmissão dos conhecimentos e práticas. O Dalai Lama é o líder espiritual desse budismo e também o líder político do Tibete. O Lamaísmo possui ritos específicos e tem a yoga como prática, dentre outras.

Zen budismo

O zen budismo é o que hoje detém a maior expressividade mundial. Trata-se de uma vertente japonesa que se originou na China, no século VII e hoje é muito difundida no mundo todo, em especial no ocidente. Também faz parte da tradição Mahayana, e tem um enfoque na meditação para alcançar a iluminação. A prática do "Zazen", cuja tradução literal seria "meditar sentado", é fundamental nesse caminho. Nos monastérios japoneses do zen budismo, surgiu também duas vertentes derivadas: Soto e Rinzai.

Soto e Rizai

As vertentes Soto e Rizai dentro do Zen Budismo diferenciam-se entre si essencialmente pela prática. A escola Soto concentra-se na meditação silenciosa como prática, já a Rizai, utiliza-se de Koans, que são como chaves ou enigmas para que se possa acessar conceitos e ensinamentos que são inacessíveis apenas pela razão.

Budismo Nichiren

No século XIII, no Japão, surgiu um monge chamada Nichiren, que foi um grande estudioso do budismo. A partir de seus ensinamentos, surgiu a vertente do Budismo Nichiren, que é bastante centrado na sua interpretação do Sutra de Lótus e do Sutra do Nirvana. As práticas dessa tradição, passam pela recitação de mantras e por cerimônias de oração diárias. Algumas escolas do Budismo Nichiren consideram o próprio Nichiren um Buda de sua época.

Múltiplas vertentes

O budismo difundiu-se pelo mundo todo, chegando a diversos lugares, por meios de diferentes mestres e tradições. Em cada local que chegou, encontrou pessoas diferentes, culturas e religiões. Por dispor-se, seja pelas práticas meditativas, cultos, orações ou mesmo pelo estudo, a trilhar o caminho de Buda para sair da prisão do sofrimento, não exige que o abandono de crenças religiosas anteriores. Também não se instituiu como organização central, permitindo a difusão e preservando a liberdade. Assim, nos diversos tempos e espaços, vertentes e escolas, surgiram o que enriquece mais e mais as possibilidades de trilhar esse caminho tão importante.

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