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Contos de aventura

A literatura é realmente uma coisa mágica. Uma simples história é capaz de nos despertar as mais diversas reações ou emoções e mudar nossa percepção sobre questões que víamos de outras formas. Inspire-se por meio destes 15 contos de aventura!

A casa mal assombrada

Gabriel

Em 2004, quatro velhos vizinhos e amigos, Lucas, Marcos, Fernando e Rafael resolveram ir numa casa mal-assombrada com janelas quebradas, portas que rangiam, e que a noite as pessoas que moravam no bairro inteiro ouviam gritos vindos de lá.

No dia seguinte, eles resolveram ir na casa mal-assombrada, mas quando estavam indo, Fernando disse:

Nós estamos indo na casa sem nossos pais saberem disso, se eles ficarem sabendo, irão brigar conosco e eu não quero nem pensar no que eles irão fazer.

- A gente pode ficar de castigo por 2 ou 3 meses ou até para sempre, sem sair de nossas casas, saindo apenas para ir para a aula.

Então Lucas disse:

Vocês estão doidos, é bem melhor este passeio do que ir para a aula e ficar escrevendo até cair o dedo da mão.

E assim eles concordaram em entrar na casa mal-assombrada, mas não aconteceu nada.

Quando retornavam para casa, eles resolveram voltar à noite na casa mal-assombrada, lá pelas 2 ou 3 horas da madrugada.

Quando deu 2 horas da madrugada, Lucas já estava no portão da casa e havia esperado 1 hora por eles que chegaram às 3 horas.

Como era difícil de entrar pelo portão, eles pularam o muro e entraram na casa, já no quintal eles ouviram gritos vindos de dentro da casa...

-Auauau.....

Ficaram com medo, muito medo, mas, mesmo assim eles abriram a porta e entraram na casa mal-assombrada. De repente começou a soprar um vento e apareceu um fantasma, eles quase morreram de susto e saíram correndo mais rápido que um carro de Fórmula 1. Quando eles chegaram no portão da casa eles começaram a gritar:

Socorro, socorro, socorro...



Então os pais deles escutaram e vieram correndo para salvá-los, mas de repente perceberam lá havia um fantasma e começaram a tacar pedras, mas não adiantava porque nada machucava ele.

Por sorte, estava amanhecendo e a claridade do sol fez o fantasma virar pó e tudo acabou bem.


Para refletir: Esse conto foi escrito por uma criança com a imaginação muito aventureira, o que nos mostra que para vivermos boas histórias, basta que viajemos para dentro do nosso próprio imaginário.

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Caravelas

Willian Dos Santos Lima

Às vezes dá vontade

De navegar por aí sem rumo

Descobrir a verdade

Por trás de tudo

Então eu peguei meu barquinho

Fiz dois reminhos

Mas quando saí do porto

Pelos portugueses quase fui morto

Fui apenas capturado

E para a prisão fui mandado

Me tornei amigo de ladrões

Apodrecidos nos porões

Mas conhecendo-os bem

A seguinte pergunta me vem

Será que eles realmente são monstros?

Tudo é questão do ponto de vista

Enfim... cumpri minha pena

Agora podia ostentar da liberdade

Então decidi viajar até Vilhena

Viajei até com certa facilidade

Lá me tornei amigo de nobres

Nobres podres

Um deles se chamava Dolores

Era amigo do rei de Portugal

Através de Dolores

Falei com a Coroa Real de Portugal

O rei sofria de dores

E eu o receitei um remédio surreal

O rei resolveu demonstrar sua gratidão

E me ofereceu uma embarcação

E por ai saí a velejar com minha tripulação

Conheci o Oriente e batizei a localização de Azerbaijão

Conheci as famosas Índias

Descobertas por Vasco da Gama

Fonte de sua fama

Mas não parei por aí



Resolvi velejar por mares tortuosos

Habitados por seres monstruosos

Cruzamos o mundo

Nas expedições fomos a fundo

E nestas pequenas e grandes viagens

Descobri diversas paisagens

E foi assim que achamos o Brasil

E foi lá que achamos o pau-Brasil

É... eu vivi uma vida longa

Servi Pedro Álvares Cabral

Vivi feliz

Me achava o tal

Vivi solitário

Nem tanto

A garrafa de rum era uma boa companhia

Perdi as contas de quantas vezes fiz aniversário

Fui preso, liberto

Fui tolo... fui esperto

Tive companheiros honráveis

Outros... odiáveis

Agora estou velhinho

E esta foi minha vida

Começou numa vontade de velejar sem rumo

Num barquinho



Mas eu posso bater em meu peito

E falar com todo o respeito

Apesar de tudo o que sofri

Que foi uma vida bela... a que eu vivi


Para refletir: A vida é realmente muito bela. Não importa as experiências que você viveu, as dores, as perdas, os traumas, as histórias ruins. A vida continua sendo incrivelmente bela.

Cinco contos para valorizar a amizade

O CÓRREGO DAS ONÇAS

Estava

uma tarde maravilhosa, era sábado e o calor beirava os quarenta e dois graus à

sombra, motivo mais que suficiente para dar um belo mergulho. Não tínhamos

acesso à piscina do clube que pertencia aos grã-finos, aliás, nem chegar próximo

a ela nos era permitido, imagine nadar então, mas isso não era problema porque

há cerca de dois quilômetros da cidade corriam as límpidas aguas do Córrego das

Onças, que num passado remoto abrigara os temidos felinos, porém, a expansão da

cidade acabou por afugentá-los para outras paradas. Curtindo a décima

primavera, eu e mais uns doze amigos embrenhamos pela estrada de terra batida

para chegarmos ao desejado regato. Margeando a estrada, a mata nativa era

encantadora, mas oferecia relativos perigos, pois ainda abrigava pequenas

espécies selvagens, na maioria pássaros, alguns símios e cobras naturalmente.

Isso não intimidava a “molecada” que não via a hora de fazer tchibum no

concorrido riacho. A maioria do caminho era de terra plana que se transformava

em declive nas proximidades do córrego, culminando na ponte que servia de

trampolim para os deliciosos mergulhos da garotada.

Era pura

festa, todos sabiam nadar, mas a profundidade do ribeirão não atingia mais que

um metro e meio de água, portanto não havia muito com o que se preocupar em

relação a afogamentos. Tudo corria bem, a gente pulava da ponte, aproveitava a

correnteza, saía da agua e retornava para repetir o mergulho, era uma delícia.

Em determinado momento, o Bá, meu irmão mais velho, que era uma espécie de

líder, fez a proposta que poderia ter me levado para o “outro plano” mais cedo.

O desafio foi dividir a turma em dois grupos e apostar corrida na água-(nadando

é claro). A gente mergulhava da ponte aos pares e quando chegava ao barranco, à

vinte metros, autorizava o companheiro a mergulhar e fazer o mesmo até acabarem

os competidores. No sorteio-(acho que de propósito) meu irmão usou de

malandragem e escolheu-me como rival e a gente seria a última dupla a cair na

água. Eu nadava melhor que ele e ainda teria a correnteza a favor, tava no

papo, pensei, hoje ele vai se lascar. O que eu não contava era que os nadadores

que pularam antes iriam fazer a diferença e complicar minha performance-(chic,

essa palavra, né?) mesmo assim fiquei ansioso esperando para cair na água. E vai

um, vai outro e mais outro, disputa acirradíssima, mas o penúltimo companheiro

de equipe me ferrou.

O garoto

era muito lerdo e quando ele tocou no barranco para liberar meu mergulho o Bá

já estava na água, mesmo assim fui à busca do prejuízo. A distância a ser percorrida

era pequena, e a correnteza e meu peso favoreciam, então ultrapassei-o e

quando fui tocar no barranco para a vitória senti sua mão em meu ombro e

afundei. Nenhum de nós sabia, mas a água havia esculpido um enorme buraco

naquele local e eu fui sugado por ele. Inexperiente para resistir à força da

correnteza que me puxava para baixo, prendi a respiração o máximo que pude e fui

tentando subir, tentando subir até que finalmente consegui, porém fiquei

exausto e ao me agarrar ao barranco e sair da água, fiquei ali deitado por uns

cinco minutos enquanto o Bá comemorava a vitória com seus companheiros de

equipe. Ninguém desconfiou ou se preocupou com o momento de desespero que

passei. Pelo contrário, eles me chamavam de perdedor e tiravam sarro na minha

cara enquanto eu buscava a maior quantidade de ar possível para me recuperar do

incidente. Na volta para casa, estava aliviado por sobreviver e hoje, quarenta e

dois anos depois daquela longínqua tarde de verão do ano de 1972, quando os

amigos me chamaram de derrotado, eu tenho a plena certeza de que fui o

vencedor...

Para refletir: Muito do que somos depende do que acreditamos realmente sermos. Você é derrotado ou vencedor? Cabe a você decidir.

Contos de assombro