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Contos de Amor

Para quem gosta de amar, ser amado e sentir o amor vivo, tudo o que é relacionado a esse sentimento maravilhoso é bom aos olhos e ao coração, não é mesmo? Sendo assim, nós reunimos os melhores contos de amor para você se deliciar e enviar para aquela pessoa especial.

Ontem

Michelly Kinai

E numa noite qualquer ele chegou, se aconchegou ao meu lado e ao fitar seus olhos, claramente pude ver que o que lhe faltava era amor, amor, total, na sua incondicionalidade. Se envolveu em meus braços, como num abraço infinito e eu o aqueci por algum tempo. O que ele não pôde entender é que aquilo era apenas um romance casual, daqueles amores que sempre vem e vão. Naquele instante olhei-o pela última vez e mais uma vez o acariciei, sabendo que aquele era o fim, que se por ventura algum dia voltássemos a nos encontrar seria por mero acaso.
Ele não pedia nada mais que carinho; mas então chegou a hora de me levantar e seguir. Assim, o vi partir e se afastar procurando abrigo nos braços de outros. Nunca mais o encontrei, porém jamais o esqueci…

Shakespeare

Michelly Kinai

O que são considerados sentimentos nos dias de hoje? Em um mundo onde amor, tristeza, abraços e angústias são só produtos de consumo, vendidos cegamente num compartilhamento eterno de luxúria e superficialidade? Pode – se por assim dizer que se Shakespeare ainda estivesse vivo , de fato tomaria o veneno destinado a Romeu e esse por outro lado, recitaria poemas ao pé da varanda de Julieta que logo depois de entregar-lhe o coração se depararia com o jovem Montecchio correndo atrás de qualquer outra bendita na rua.
Sinto lhes dizer, mas a humanidade matou o amor! O amor talvez não digo, mas o romance. O coração palpitante, o brilho nos olhos, o tremor das mãos já não faz mais sentido algum e enquanto uns escrevem cartas e poemas a fim de resgatá-lo, outros se iludem achando que votos, cerimônias e contratos podem manter para sempre o que finda em acabar.

Diferenças

Michelly Kinai

Ele gostava de prosa, ela de poesia, então um dia juntaram suas métricas com seus parágrafos, suas estrofes com suas sentenças e assim se criou algo a mais…
Ela era mais um soneto de alento em dias confusos, ele um romance de despedida sem sequer dedicatória. Entretanto, porém como nada é como de fato deveria ser, a bituca se apagou e a fumaça emanou por entre a multidão de desconhecidos. E assim desde então sem pierrots ou colombinas, sem espantalhos ou homens de lata a história permaneceu intacta num canto,em qualquer lugar.

Divagando, só ,
querendo ser poesia,
divagando, só querendo ser prosa.

Draw

Michelly Kinai

Se soubesse desenhar, de fato faria um auto retrato daquilo que um dia foi um coração, pisoteado, amarrotado por um estranho qualquer, por quem estupido esse se deixou levar mais uma vez…mais uma vez…e mais uma vez…como se pode deixar levar uma vez mais? Como? Como se desilude, cai, se desfaz, chora, derrama alma, derrama vontades,magoa, raiva e assim, de súbito se vê disposto novamente iludido por uma poesia, uma canção, uma esperança a mais? Como pode querer continuar a dançar mesmo com os pés moribundos, sem ritmo?

Ventos

Michelly Kinai

De vez em quando o vento vem me visitar e relembrar daquele dia em que nos assistia, enquanto soprava sem pretensão alguma; ele diz lamentar por não mais ter alguém que divague sobre seu caso com certa palmeira, mas entende, pois sabe que assim como ele passa por entre cidades e campos, pessoas passam umas pelas outras, trazendo consigo suas brisas e levando embora…

Tempo

Michelly Kinai

Eu passo muito tempo sem saber…sem saber dos meus sentimentos, sem saber dos meus impasses, sem saber de mim, eu queria poder sentir, mas eu não sinto, eu penso demais…demasiadamente demais, me perco em lembranças, me prendo a lugares, a sorrisos, memórias que há tanto morreram e que eu insisto em resgatar dentro de mim, eu sou vazia, tão vazia que busco um sentido pras coisas que já não tem sentido algum…
Eu rio, sorrio dos meus pesares, eu caio, caio e só caio, me diz por que eu quero tanto aquilo que eu não posso ter?me diz porque eu imagino o que já não pode ser? Não dói, mas deveria doer…

Medo

Eu tenho tanto medo de perder você, tenho medo tanto medo que alguma coisa ou alguém tire você de mim, eu não me imaginaria sem ter você por perto. Se eu te perder prefiro não viver, prefiro não querer acreditar em nada. Eu não me imagino sem você na minha vida, eu te amo tanto que nem sei explicar direito. Não dá pra explicar esses sentimentos, não dá pra explicar um porquê, não sei porque meu coração sente tanta falta e tanto desejo de está aqui, mais eu vou sim, eu vou escutar ele, vou levar ele pra você, sabe eu vou levar ele até você porquê é tudo que ele mais quer. Fica, me abraça diz que tudo vai ficar bem, sabe é impossível Deus fazer duas coisas, ele te faz única com seu sorriso e com seus defeitos, e eu amo eles, cada detalhe, cada bobagem, cada besteira, cada tom de voz, então se é disso que você precisa, eu vou te dizer, mais não vou dizer só pela boca, vou dizer junto com meu coração, eu amo você.

Amor

Um belo dia acordei e percebi que te amava… Quer dizer eu acho que isso é amor… Pra mim é uma coisa que eu não sei descrever o que é, só sei sentir. Basicamente tudo o que eu faço me faz lembrar de você. Eu posso estar vendo um filme, ouvindo uma música, lendo um livro, acordando, lendo uma frase, prestes a dormir, tudo é motivo para lembrar de você. Pra dizer a verdade, até dormindo eu costumo lembrar o quanto você é importante pra mim e como eu te amo. Eu poderia até tentar mentir pra mim mesmo, dizer que não estou completamente apaixonado, dizer que não preciso de voce pra viver, mas no fundo eu sei e até voce sabe que já não tem para onde correr, que seria impossivel esconder. Eu te amo mais que tudo! E se eu for passar a vida inteira com alguem do meu lado, que esse alguem seja você! Se eu tiver que construir algo com alguem, eu quero que esse alguem seja você! Quero você do meu lado, Quero você comigo! Te amo e tuo pode mudar menos isto! Te amo muito!

Augusta

Michelly Kinai

De madrugada, em plena augusta, eu o procuro pelos pés.
Ás vezes eu quero morrer de falta…me deixar consumir pela ausência que as lembranças dele me trazem. Hoje eu lembro como se fosse ontem, amanhã, vou me lembrar como se fosse hoje.
Me mata saber que não há grade no mundo em que eu vá encostar novamente sem lembrar da noite em que eu o conheci. Conversamos por horas, lhe dei uma rosa de nicotina, ele sorriu e a guardou no bolso da sua blusa de moletom azul, que contrastava com as tatuagens nas pernas, extremamente identificáveis, talvez o motivo pelo qual só usasse bermudas, e odiasse calças…
Eu nunca deixava bitucas jogadas no chão, era minha contribuição ao mundo e ele parecia achar graça. Com um copo de cerveja, recém conhecidos, tomamos o lugar e dançamos, dançamos até o sol nascer. Me lembro do silêncio das manhãs, enquanto eu olhava pela janela e via pessoas correndo, passeando com seus cachorros e acendia um cigarro debruçada. Lembro do dinossauro na cabeceira da cama, do jeito como me olhava, sempre pensativo…dos pensamentos, pelos quais de fato eu trocaria por moedas.
Enfim, um dia, mesmo sabendo que não havia lugar pra mim na sua vida, o reencontrei e sentados no seu lugar secreto, ao som do ar condicionado que cobria o barulho da avenida, rodeados de prédios num banquinho nos olhamos e ele, num devaneio me perguntou "será que essa é a lembrança que eu vou levar pra outra vida?”
De madrugada, em plena augusta, eu ainda o procuro pelos pés.

Saudade

Michelly Kinai

Àquela que deita ao meu lado, se aconchega, num aperto me envolve num abraço de socorro, e que num consumismo desenfreado pela vida me faz gastar mais do que eu tenho, mais do que eu posso com outros “alguéns”. O moço ao ficar lá, do outro lado da linha, num aceno de adeus; velhos amigos, ombros em que pude me apoiar um dia, olhos que já não vejo… e até mesmo aquele sorvete de chocolate, daquela sorveteria ao lado de casa que já não encontro mais, faliu.
Ah! A saudade, que em momentos de distração me pega a mão e anda comigo entrelaçando os dedos como se fôssemos melhores amigas, que se viesse em tubos, poderia causar aos solitários e vazios a mais intensa sensação de viver e que seria para os contentes… terror, que faria com que evitassem sequer olhar sua embalagem, com medo de que um dia tivessem de fato prová-la. Uma tablatura não terminada, um roteiro sem fim, o último copo da garrafa de vinho, um tênis seco com meias molhadas, a última porta de cinco delas que não pode ser aberta.

Casualidade

Michelly Kinai

Uma tarde se encontraram, em um desses becos da vida, onde olhares foram cruzados, sorrisos trocados e depois dos cumprimentos, dos “de onde você é?” e ” o que você faz?” surgiu algo há mais entre meros desconhecidos. Ele era bonito, encantador pode-se dizer; ela, lhe fitava com seu ar misterioso, seus cabelos cor de fogo que brilhavam ao sol; tinha um charme natural, inegável, daqueles que te laçam a alma e você nem vê.
Se esbarraram algumas vezes, ele sempre lá a procurá-la na mesma mesa de bar, a personificando em cada pessoa, sonhando em revê-la, se iludindo com as lembranças que ela deixava à cada gole de cerveja. Ela, que sumia sem motivo aparente, do nada ressurgia para confundir seus pensamentos, embaralhar, exaltar, inundar qualquer sentimento que ele por ventura viesse a ter.
Não parecia justo, um jogo em que a balança sempre pendia pra um lado só, onde ele se doava, ela fugia, ele se doía, ela lhe arranhava. A moça o tinha por carência, mais uma meia pra lhe aquecer os pés num dia frio, uma entre tantas outras guardadas numa gaveta, que usava e desusava a hora que bem entendesse.
Certa noite, com o coração batendo forte, a viu sentada num canto do bar sozinha, inquieta a olhar o relógio, e quando finalmente tomou coragem de ir em sua direção, viu um moço, de cabelos dourados sentar ao lado dela, até ele tinha de admitir que o sujeito não era de todo ruim, melhor do que ele próprio até temia.
Enraivecido de ciúmes, estufou o peito e cego, foi tomar satisfações. Eis que ouviu ” nós não temos nada, eu gosto de você, mas não sou de ninguém”.
Ah! Ele não podia acreditar no quanto ela era banal. Vadia sem coração, tão fria…Como algo tão meigo e atraente não passava de uma armadilha pra trouxas? Que encantava, desencantava sem a menor culpa e que agora o quebrava com tais palavras, desfilando com outro alguém, lhe fazendo querer morrer com cada toque, cada palavra, cada sussurro que não era em seu ouvido, mas de outro.
Com o passar do tempo, ela continuou, perdida entre tantos amores, iludindo um dia cá, outro lá, ocupando seus dias com romances que eles chamam de “estação”. Ele, humilhado, desiludido, ainda procurava algo pra preencher o vazio dos seus dias e enquanto não achava, se sustentava nas memórias do dia em que se conheceram. Ás vezes fechava os olhos e em um segundo era como se novamente pudesse ver seu vestido azul bordado, o sorriso tímido de quando se viram pela primeira vez e formalmente se apresentaram:

Ele - “Oi, meu nome é Amor e o seu?”

Ela - “É Casualidade.”

Sobre Sapatos e Desilusões

Michelly Kinai

Sapatos iludem, sapatos confundem. Sentada, acendia um cigarro atrás do outro, enquanto atirava lamentos e suposições sobre sua amiga, que atenciosamente a ouvia sem julgamentos aparentes. Magra, de estatura mediana, cabelos longos e olhos bonitos que contrastavam com a suavidade de seu rosto, permanecia desiludida e cega, continuava a eterna busca pelo certo alguém ideal. Talvez porque o mundo tivesse caras babacas demais, ou porque tivesse sido babaca demais com caras legais.
E a vida nesse inverso reverso, onde as canções tocavam e insistiam em dizer do valor que o ser humano não da quando tem na mão, continuava sempre com Marias apaixonadas por Joões, que por sua vez gostavam de Anas e as trocavam por Helenas.
Sendo assim, as duas amigas permaneceram lá por horas, contando casos, dissertando desilusões e juntas num boteco compunham uma prosa composta de mágoas, expectativas falhas, mas nunca sobre casamento, família, filhos ou sobre essa doença social que o mundo chama de padrão.
Mais um cigarro e um último conselho vindo de uma delas ” sapatos”, um dia todo mundo encontra os sapatos certos, aqueles que não calejam os pés, seguros, confortáveis e sempre lá.

O Banquinho

Michelly Kinai

Quando fecho meus olhos ainda posso sentir a brisa, que suave rodopiava á nossa volta naquela noite, posso enxergar seus olhos, que tranquilos pousavam sobre os meus, numa conversa que fluía como os minutos, corridos sem perceber… suas mãos eram minhas, o momento, nosso, nada mais era preciso, só um banquinho, uma praça qualquer, um assunto a mais; Aquele morro eu subia todos os dias lentamente olhando as estrelas que um dia ele parou pra me mostrar.
Agora quando volto pra casa, ouço meus passos, que só fazem lembrar que um dia não os pude ouvir e assim me sento aqui e sem intenções ou motivos, me pego pensando naquele banquinho e me pergunto o porquê dele não estar sentado lá…foi tão ruim, procurei milhares de sinônimos pra minha culpa…achei os mais plausíveis, pecado, delito, falta, ofensa, porém não encontrei sequer jogo de palavras no qual pudesse os encaixar ou meramente expressar tudo o que cortava em mim.
Eu pensei tanto sobre tudo, falei tanto sem dizer nada, eu só quis consertar, apagar tudo, tudo menos aquele banquinho e me torturei dias pensando: Por que ele me faz ouvir os passos no caminho pra casa? se tudo o que eu peço são suas palavras, seus passos …se tudo o que eu peço é pra pelo menos me cante uma canção que acompanhe até a porta e me faça sentir menos falta dele…

Seguir em Frente

Elisabete

Quando me deparo pronta pra seguir em frente, tentar coisas novas, a vida me prega um peça e faz com que essas coisas se tornem, talvez, mais complicadas que as que eu tinha antes… Me vejo em frente de dois caminhos completamente diferentes (de novo), só que dessa vez não é convivência e histórias de muito tempo envolvidas e sim sentimentos de dúvida, é como se eu escolhesse um dos caminhos, o outro eu nunca mais acharia. Um amigo, que tem dúvidas, eu também tenho, um recém conhecido que mexe comigo só por estar alí… Como lidar? Como não se magoar? O pior é quando tudo depende de um único dia, de poucas palavras para tornar qualquer um, uma verdade. Por isso não gosto de me expor tão de pressa, não quero magoar, não quero me magoar. Talvez seguir o caminho mais certo do que aquele que se mostra cheio de curvas? Mas aí então eu troco uma grande afinidade por algo que eu nem sei se posso conhecer? É vida, tu me deixa com muitas dúvidas, só uma luz, assim, de vez em quando eu ia agradecer muito… Enfim, não posso deixar esse que está perto do paraíso pra lá, nem o que então pouco tempo já descobri muitas intimidades. Vamos deixar acontecer… Talvez, vamos ver como isso vai ser…

Um Amor, Um Amigo...

Elisabete Padilha

Quanto tempo será que vai demorar até eu esquecer os seus olhos, tão verdes, seu sorriso quase perfeito, o calor de sua pele… Ou então as vezes que a gente ficava juntos e só eu falava, eu me lembro de tanta coisa que já confessei pra você, as vezes me dá vergonha só de pensar. E quando me aturava quando eu começava a falar dos outro guris? Como que tu conseguia? Quem iria imaginar que eu acabaria me apaixonando por você? Pelo seu jeito, seus gostos, seus defeitos, enfim…. O meu único medo é você, é te perder pra sempre, que é o que sinto quando te vejo, que cada dia te perco mais um pouco, talvez um outro alguém habite teu coração, eu não sei, mas sei o que sinto. Provei isso hoje, quando havia coisas que seriam designadas a me deixar mal, mas o seu silêncio foi que me deixou pior. Acho que sou a pessoa que mais deseja uma máquina do tempo pra voltar naquele dia em que tive a chance nas nossas mãos, mas eu não quis ver, não quis aceitar. Agora talvez seja tarde de mais e eu não consiga mais expor tudo isso, olhando no teu olho, segurando as tuas mãos, mas você sempre, sempre vai ter um lugarzinho aqui dentro, sempre. Pra você, que já foi um amor, já foi um melhor amigo.