Mensagens Com Amor Menu Search Close Angle Birthday Cake Asterisk Play PPS Book Download Heart Whatsapp Whatsapp Facebook Twitter Pinterest Instagram YouTube 9 Giga Up

5 contos para valorizar a amizade

Os contos traduzem situações, sentimentos e relações do cotidiano em histórias para que possamos compreendê-los de uma forma melhor. Então, se você quer se aprofundar no significado de amizade, confira esses 5 contos cheios de emoção e compartilhe com todos os seus amigos!

Verdadeira Amizade

Lenda Judaica

Conta esta lenda judaica que dois amigos cultivavam e dividiam o mesmo campo de trigo, trabalhando arduamente a terra com amor e dedicação numa luta estafante, às vezes inglória, sempre à espera de um resultado compensador.

Anos a fio lidaram com a terra, obtendo pouco ou nenhum retorno, até que um dia finalmente a natureza respondeu e regalou-os com uma grande safra, perfeita, magnífica, satisfazendo os dois agricultores que a repartiram igualmente, eufóricos.

Trabalharam na colheita o dia inteiro e depois cada um seguiu o seu rumo.

À noite, já no leito, cansado da brava lida daqueles últimos dias, um deles pensou: "Eu sou casado, tenho filhos fortes e bons, uma companheira fiel e cúmplice. Eles me ajudarão no fim da minha vida. O meu amigo é sozinho, não se casou, nunca terá um braço forte a apoiá-lo. Com certeza vai precisar muito mais do dinheiro da colheita do que eu".

Levantou-se, silencioso para não acordar ninguém, colocou metade dos sacos de trigo recolhidos na carroça e saiu.

Ao mesmo tempo, em sua casa, o outro não conciliava o sono, pensando: "Para que preciso de tanto dinheiro se não tenho ninguém para sustentar, já estou velho demais para ter filhos e não penso mais em me casar? As minhas necessidades são muito menores do que as do meu sócio, com uma família numerosa para manter".

Não teve dúvidas: pulou da cama, encheu a sua carroça com a metade do produto da boa terra e saiu pela madrugada fria, dirigindo-se à casa do outro. O entusiasmo era tanto que não dava para esperar o amanhecer.

Na estrada escura e nebulosa daquela noite de inverno, os dois amigos encontraram-se frente a frente. Olharam-se espantados, mas não foram necessárias palavras para que entendessem a mútua intenção.

Amigo é aquele que no seu silêncio escuta o silêncio do outro.

Carinho

Nicole Ayres

Estava cansada. Exausta. Tivera um dia daqueles! Estava exaurida. E irritada. Ainda por cima, começou a chover. E ela tinha esquecido o guarda-chuva. Estava cansada, irritada e molhada. Ensopada. Sentou-se sob a cobertura do ponto de ônibus. Era tarde da noite e o lugar estava quase deserto. O ônibus demorava a chegar. Só faltava ser assaltada agora… Alguma coisa tocou sua perna. Levou um susto! Olhou para baixo. Era um gato. A princípio ficou irritada. Mais irritada. Depois se acalmou e se apiedou do bicho, que se soltara de suas pernas, assustado com o gesto brusco, e agora apenas a observava, sentado de frente para ela.

Era um gato preto com olhos amarelos. Bonitinho. Provavelmente procurando abrigo da chuva. Gatos odeiam água. Olhou para ele. Inclinou-se e fez um carinho em seu pelo negro. Ele miou e fechou os olhos, sentindo o afago, então se movimentou enquanto ela alisava seu pelo e voltou a roçar o corpinho em suas pernas. Ela abriu um sorriso leve. Como os animais se entregam com facilidade! Basta um carinho e eles já tomam confiança. O ser humano complica tudo. É inveja, raiva, cobrança, impaciência, tanta bobagem… O ser humano estraga tudo, inclusive a amizade. O ser humano é desconfiado demais para se entregar plenamente ao outro, em qualquer tipo de relacionamento. Os animais não questionam nada. Eles nos aceitam e nós os aceitamos; então pronto: a amizade nasce. Pra que mais? Um carinho bobo iniciou aquela estranha amizade com um gato preto em uma noite cansativa de chuva. E ainda dizem que gatos pretos dão azar. Quanta bobagem! Bobagem humana. Bobagem como os seus problemas bobos e o seu cansaço bobo, que passaria logo após uma boa noite de sono. Para que complicar?

Seu ônibus chegou. Levantou-se, despediu-se brevemente de seu novo amigo e entrou no ônibus. Estava cansada. Exausta. E ensopada. E ainda estaria irritada, se não fosse pelo poder apaziguador dos animais. Olhou o gato pela janela. Sorriu. Ele sorriu de volta, com seus olhos amarelos.

Comentários