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Contos de assombro

Um bom conto de terror é capaz de fazer arrepiar os cabelos da pessoa mais corajosa. Conheça aqui dez dos melhores contos de assombro da literatura brasileira e internacional, e surpreenda-se com estas histórias que com certeza vão te dar arrepios!

“O Chamado de Cthulhu” H.P. Lovecraft

“Vivemos numa plácida ilha de ignorância em meio a negros mares de infinito, e não está escrito pela Providência que devemos viajar longe. As ciências, cada uma progredindo em sua própria direção, têm até agora nos causado pouco dano; mas um dia a junção do conhecimento dissociado abrirá visões tão terríveis da realidade e de nossa apavorante situação nela, que provavelmente ficaremos loucos por causa dessa revelação ou fugiremos dessa luz mortal rumo à paz e à segurança de uma nova Idade das Trevas.”



H.P. Lovecraft criou um vasto repertório de histórias de assombro. O terror dito “indescritível” era a sua marca registrada e a única forma de definir “Cthulhu”. Principal representante do horror “lovecraftiano” – nome dado a histórias cujo terror deriva daquilo que está além das fronteiras da realidade e da compreensão humana –, Cthulhu é uma criatura cósmica, guardião dos Grandes Anciões, seres que habitaram a Terra antes do nascimento da humanidade. O conto aborda a descoberta de um culto a Cthulhu, que busca despertar a terrível criatura e dar início a uma era apocalíptica de terrores que levariam à loucura quem simplesmente os observasse.


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“A Mulher no Espelho” Virginia Woolf

“Eis a dura parede embaixo. Eis a própria mulher. Ela se erguia nua naquela luz impiedosa. E nada havia. Isabella estava completamente vazia. Não tinha pensamentos. Não tinha amigos. Não cuidava de ninguém. Quanto às cartas, eram todas contas. E enquanto ali estava, velha e angulosa, jaspeada e coberta de rugas com o seu nariz arrebitado e o pescoço vincado, ela sequer se deu ao trabalho de abri-las.

As pessoas não deviam pendurar espelhos nas suas salas.”



Construindo um sutil desconforto psicológico, Woolf cria um conto de assombro em que o terror não provém do sobrenatural ou de aspectos malignos, mas do questionamento sobre a realidade e as máscaras que os humanos constroem para si. Isabella Tyson é uma rica senhora que cuida do seu jardim, enquanto o espelho de sua sala reflete todas as coisas boas de sua vida: cartas de amigos, sua rica mobília colecionada em viagens ao redor do mundo, sua elegância. O conto cria uma atmosfera de desconforto ao mostrar, no reflexo do espelho, uma visão distorcida da vida de Isabella, ao ponto de não ser mais possível desvendar o que é real ou não.


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“O Palhaço” Neil Gaiman

“Os anos passaram e as meninas são velhas; corujas e morcegos fizeram suas casas no velho quarto de criança no sótão. Os ratos fazem seus ninhos entre brinquedos esquecidos. As criaturas fitam sem curiosidade as figuras desbotadas e mancham os restos do tapete com seus excrementos.

E no fundo da arca, dentro da caixa, o palhaço espera e sorri, guardando seus segredos. Ele espera pelas crianças. Ele pode esperar para sempre.”



Neil Gaiman, autor consagrado pelos quadrinhos de “Sandman”, aborda diversas histórias assustadoras em seus livros de contos. Em “O Palhaço”, quatro irmãos são estranhamente atraídos por um brinquedo que ao mesmo tempo temem: um palhaço que sai de dentro da caixa. O palhaço revela segredos a cada um deles e, de alguma forma, isso os perturba pelo resto de suas vidas. A atmosfera macabra do conto é capaz de assustar, mesmo que muito pouco seja dito ou mostrado sobre o sinistro palhaço.


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“As Crianças do Milharal” Stephen King

“O Cristo era sorridente, vulpino. Tinha olhos grandes e fixos; Burt lembrou-se nervosamente de Lon Chaney em ‘O Fantasma da Ópera’. Em cada uma das pupilas, alguém se afogava num lago de fogo. Entretanto, a coisa mais esquisita era o fato de que o Cristo tinha cabelos verdes… cabelos que, examinados com mais atenção, revelavam-se como um emaranhado de milho no início do verão.”



Neste conto, o casal Vicky e Burt fazem uma viagem até a Califórnia para tentar salvar seu casamento em crise, mas atropelam uma criança ao chegarem a uma região tomada por milharais. Ao descobrirem que a criança já havia sido morta antes do atropelamento, o casal se sente observado por algo. Logo depois, eles chegam a uma estranha cidade onde crianças fanáticas religiosas realizam sacrifícios em nome da entidade “Aquele que Anda por Detrás das Fileiras”. Dando tons macabros a elementos aparentemente seguros, como a inocência infantil e a religião, Stephen King cria uma história perturbadora, que já foi adaptada várias vezes para o Cinema.


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“A Ponte Partida” Ana Paula Maia

“Depois de tantos anos construindo pontes que levavam as pessoas de um lugar a outro sobre rios e penhascos, era como se o pai, de alguma forma, tivesse construído uma ponte para algum lugar que eles desconheciam; um lugar que somente ele poderia ir, uma ponte para si. Mergulhado nesse silêncio e mantendo o olhar vago, percebia-se que ele havia perdido o caminho de volta, como se a ponte tivesse se partido.”



Acamado por uma doença misteriosa, o pai de Estevão, o menino protagonista deste conto, não tem contato com a família há semanas, até que um dia, numa noite quando não conseguia dormir, Estevão entra no quarto do pai. Porém, o que ele encontra lá dentro, embora se pareça com seu pai, é algo não humano, uma criatura feita de escuridão, que talvez não deixe a família, mesmo depois que o pai enfermo os deixe. A tensão e o mistério deste conto, que acaba abruptamente e sem explicações para o estranho episódio, contribuem para criar uma história apavorante.


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“O Retrato Oval” Edgar Allan Poe

“Ele, o pintor, apaixonou-se pelo trabalho. E prosseguia hora após hora. Dia após dia. Seu amor à arte, a obsessão pelo trabalho, seu delírio de artista o impediam de notar que a esposa empalidecia e que sua saúde murchava aos poucos. Todos notavam, menos ele. E ela sorria. Não se queixava, não mudava a expressão. Pelo contrário, também se animava, vendo-o trabalhar dia e noite, inteiramente tomado pela obra. Ela o amava muito. Mas a cada dia tornava-se mais fraca e sem vida”.



Neste conto, pouco sabemos sobre o narrador ou seus motivos para chegar ao castelo abandonado onde a história se passa, mas o ambiente e o mistério contribuem para criar a atmosfera sinistra de uma tragédia sobrenatural que acontecera anos antes. No quarto onde vai dormir, o narrador encontra o retrato de uma jovem, e a pintura lhe parece estranhamente viva. Ao investigar a história por trás do retrato ele descobre sobre um pintor obcecado pela arte e sua jovem esposa, que sentia ciúmes do trabalho do marido, pois este era o verdadeiro amor dele. Ao aceitar ser retratada pelo pintor, a jovem logo se vê envolvida num terrível episódio, em que a arte inexplicavelmente rouba sua força vital.

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“Demônios” Aluísio Azevedo

“E o meu terror cresceu. E apoderou-se de mim o medo do incompreensível; o medo do que se não explica; o medo do que se não acredita. E saí do quarto querendo pedir socorro, sem conseguir ter voz para gritar e apenas resbunando uns vagidos guturais de agonizante.

E corri aos outros quartos, e já sem bater fui arrombando as portas que encontrei fechadas. A luz da minha vela, cada vez mais lívida, parecia, como eu, tiritar de medo.

Oh! que terrível momento! que terrível momento! Era como se em torno de mim o Nada insondável e tenebroso escancarasse, para devorar-me, a sua enorme boca viscosa e sôfrega.”



Numa noite espantosa, o protagonista de “Demônios” acorda e percebe que o amanhecer nunca chega. O motivo de tal fenômeno nunca é revelado, mas ele logo descobre que lá fora, todos estão mortos e o único sobrevivente no mundo são ele e sua noiva. Os dois passam a vagar sozinhos por um mundo dominado pela morte, mas logo passam a sofrer estranhas transformações. Inspirado pela estética gótica, Aluísio Azevedo constrói uma história cheia de passagens perturbadoras e fantásticas.


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“Neve, Vidro e Maçãs” Neil Gaiman

“Sua filha era apenas uma criança: não mais do que cinco anos de idade quando eu cheguei ao palácio. O retrato da mãe morta pendia no quarto da princesa na torre: uma mulher alta, cabelos da escura cor da madeira, olhos castanhos amendoados. Ela era de uma estirpe diferente de sua pálida filha.

A menina não comia conosco. Eu realmente não sei onde ela comia.”



Numa assustadora subversão do conto da Branca de Neve, descobrimos, a partir do ponto de vista da madrasta, como a princesa da pele da cor de neve era na verdade uma peculiar e terrível criatura. Alimentando-se do sangue de seu pai, da madrasta e do príncipe, a Branca de Neve desta história causa terror no reino, e apenas a sabedoria da madrasta poderia impedi-la. Ao adicionar toques sinistros ao famoso conto de fadas, Neil Gaiman cria uma história realmente apavorante.

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“Venha Ver o Pôr do Sol” Lygia Fagundes Telles

“Ela entrou na ponta dos pés, evitando roçar mesmo de leve naqueles restos da capelinha.

– Que triste é isto, Ricardo. Nunca mais você esteve aqui?

Ele tocou na face da imagem recoberta de poeira. Sorriu melancólico.

– Sei que você gostaria de encontrar tudo limpinho, flores nos vasos, velas, sinais da minha dedicação, certo? Mas já disse que o que eu mais amo neste cemitério é precisamente esse abandono, esta solidão. As pontes com o outro mundo foram cortadas e aqui a morte se isolou total. Absoluta.”



Neste conto, o casal de ex-namorados Ricardo e Raquel se encontra num cemitério abandonado. Depois de ser trocado por um homem muito mais rico, o rapaz convida a moça para um último encontro, para ver, segundo ele, o pôr do sol mais bonito do mundo. Com uma tensão crescente na atmosfera mórbida do cemitério, o conto não dá mostras do que acontecerá em seu horripilante final, até que seja tarde demais.


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“A Máscara da Morte Rubra” Edgar Allan Poe

“Assim protegidos, seria impossível o contágio. O mundo exterior que se arranjasse. Lá dentro, o príncipe previu tudo. Nada faltava. Até diversões. Música, bailarinos, vinho. Lá dentro, tudo isso e mais a segurança. Lá fora, o desespero, a morte rubra”.



Edgar Allan Poe é um dos mais famosos autores de contos assombrosos de todos os tempos. Em “A Máscara da Morte Rubra”, uma misteriosa peste assombra um reino. Para fugir da doença, o rico príncipe leva mil de seus amigos a um mosteiro, e lá dá uma festa glamourosa, que combina o belo e o terrível, sonho e pesadelo. Porém uma misteriosa figura mascarada aparece e assombra os nobres com o temor da morte rubra. Na atmosfera carregada do mosteiro, em que o luxo da festa se compara à devastação que há no reino, Poe cria uma história na qual o terror circunda cada cena, e o desespero aumenta com o avançar da trama.

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