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Cláudia Rodrigues

A atriz e comediante Cláudia Rodrigues tornou-se uma grande referência de humor na televisão brasileira. Hoje em dia sofre com a esclerose múltipla e luta para voltar aos palcos e nos brindar com todo o seu talento.

Fama de brigona em A Diarista

Claudia Rodrigues

Não sei exatamente o que aconteceu nos bastidores de A Diarista... Às vezes, eu comentava uma situação durante as filmagens, que alguém poderia ter feito uma cena diferente, passava uma camareira, escutava um pedaço da conversa e dizia que eu estava falando mal da Dira Paes, por exemplo.

A religião ajuda?

Claudia Rodrigues

Me ajuda muito. Minha religião é Deus. Leio a Bíblia, mas só um pouquinho. Queria entender cem por cento, ainda vou ter esse momento. Estudei no Colégio Batista Brasileiro, minha mãe sempre foi católica, sempre gostei muito da história de Jesus. Outro dia, estava fazendo uma ressonância de lombar e fiquei rezando enquanto fazia o exame. Deus me curou.

Em algum momento se revoltou?

Claudia Rodrigues

Acho que, se eu estou passando por isso, existe um motivo. Deus vai ter que me recompensar de alguma maneira. Não estou cobrando, mas ele me colocou para fazer graça para os outros, tenho um auge e agora caio? Ele faz a gente cair para se reestruturar e se tornar uma pessoa melhor.

Na fase de depressão, como fica a vida afetiva?

Claudia Rodrigues

Não fica. Lógico, os meninos me dão mole, mas não quer dizer que vou dar pro cara. As pessoas dizem que sou pegadora, mas não sou nada! Quase não saio de casa. O negócio é que sou geminiana, com ascendente em gêmeos: não sou galinha, mas sou aberta para as relações. Outro dia, um menino veio falar que era meu fã e piscou para mim. O cara é bonito, não vou sorrir de volta?

Como saiu da depressão?

Claudia Rodrigues

Fiquei assim entre 2010 e 2013. E não tomei remédio, nada. No ano passado, fui convidada para fazer uma peça. Comecei com as apresentações desse espetáculo, chamado Muito Viva, mas tivemos problemas na produção e paramos. Nessa época, reencontrei a Adriane Bonato, uma antiga amiga e hoje minha empresária. Ela morava nos Estados Unidos, trabalhava por lá e eu pedi para que ela ficasse e me ajudasse. Ela disse que eu precisava fazer três coisas para que ela aceitasse mudar para o Brasil. Primeiro: eu tinha que ir buscar Deus. Segundo: tinha que fazer terapia. E, por último: tinha que fazer fisioterapia para tratar o pé. Na depressão, como fiquei revoltada, eu não queria me tratar e por isso estou mancando até hoje.

Limpar todos os prêmios

Claudia Rodrigues

Tenho que arrumar dinheiro para arrumar e limpar todos os prêmios que tenho, não posso deixar os prêmios com poeira. Mas minha meta é trabalhar, é só o que quero. Tenho sede de trabalho.

Fama de difícil

Claudia Rodrigues

Eu não finjo. Digo, por exemplo, que não gostei da sua camisa. Nem me toco que você pode ter ganho do seu avô, que tem uma história... Eu não tenho filtro nenhum, nunca tive, e as pessoas não gostam disso. Não falo as coisas para magoar ninguém, para agredir. Sou mal-interpretada.

Como descobriu a doença?

Claudia Rodrigues

Foi em 2000, numa época da minha vida em que trabalhei muito. Eu fazia a peça Monólogos da Vagina, de quinta a domingo. Na quarta-feira, eu gravava a Escolinha do Professor Raimundo. Só descansava na segunda, dia que eu tirava para resolver coisas práticas da vida, como pagar contas. Um dia, durante uma apresentação da peça, em São Paulo, comecei a sentir meu braço direito dormente. Terminei o espetáculo e a produção local me levou para o hospital, achando que eu estava enfartando. No hospital, me deram um remédio e fiquei lá dormindo até o dia seguinte.

Que limitações a doença lhe trouxe?

Claudia Rodrigues

Comprometeu um pouco a fala e o equilíbrio. Bem nessa época, também levei um tombo em casa, quebrei o quinto metatarso e precisei usar cadeira de rodas. Bastou isso para sair na mídia que eu estava em cadeira de rodas, mas aquilo não tinha nada a ver com a doença: era pelo pé quebrado. Nunca deixei de andar, de ver nem de falar por causa da esclerose, como disseram. Essas coisas acabaram por me fazer entrar em depressão.

Como foi o período de depressão?

Claudia Rodrigues

Eu não queria sair, não queria fazer nada. Via muito filme na TV, ficava fechada dentro do quarto. Ia fazer o que lá fora? Perdi a vontade de trabalhar. Não tinha perspectiva, meu programa não voltava. Quando você está no auge, é a melhor pessoa do mundo, mas, quando você não está tanto, ninguém liga pra saber se você está bem. As pessoas te descartam. Se eu voltar para a TV, vai chover gente me ligando. E aí eu vou dizer: “Agora não posso falar”.

Como foi criar a filha durante a depressão?

Claudia Rodrigues

Ela entende. No começo, pedi à minha mãe para me dar uma ajuda, para buscar na escola, para as tarefas diárias. Ela me deu suporte. Acho a minha filha genial, como toda mãe. Ela pulou um ano na escola, com 4 anos, porque já sabia as coisas.

Projetos para voltar a TV

Claudia Rodrigues

Tenho uma peça pronta, uma programa pronto. Estou só esperando oportunidade de mostrar. Vou voltar com tudo para fazer vocês rirem de novo e mais um pouco.

Suicídio

Claudia Rodrigues

Pensei até em tirar minha vida, como meu irmão tirou. Pensei, mas não pensei mais. Foi um momento que aí ainda falei: 'Caramba, tem a minha filha. Tem a menina, não posso fazer isso com a menina. Imagina, a garota vai dizer 'Cadê a sua mãe?' . 'Morreu, se jogou'. Não posso fazer isso com ela, não podia. Cheguei perto, cheguei ali, na coisa