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José Padilha

Veja frases de um dos mais conceituados cineastas do Brasil e do mundo! Conhecido por mesclar política com violência urbana, Padilha alcançou o sucesso com Tropa de Elite.

01/08/1967
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Bordões de Tropa de Elite

José Padilha

O Bráulio [Mantovani, roteirista dos dois filmes] me ligou um dia desses, porque alguém estava fazendo uma reportagem e queria saber como a gente cria os bordões. A gente não cria porra nenhuma! Nós escrevemos o roteiro, mas se o público transforma isso num bordão não é algo que fazemos conscientemente.

RoboCop e política

José Padilha

Falei que queria fazer sobre a política dos drones, a substituição de soldados por robôs e o impacto que isso pode ter na geopolítica. Fazer um longa com conteúdo, e não só de entretenimento. Dois dias depois, entraram em contato com o meu agente querendo que eu fizesse o filme.

BOPE

José Padilha

Para que serve o treinamento do BOPE? É uma doutrinação. Eles são doutrinados até perder a capacidade de pensar criticamente. O objetivo do homem de preto é entrar na favela e deixar corpos no chão. E é isso. Sou caveira e não vou pensar no que estou fazendo.

RoboCop e violência

José Padilha

Robocop é um personagem que traz a seguinte ideia filosófica: quando se automatiza a violência, abre-se a porta para o fascismo. Mas também se pode pensar nisso de outra maneira, talvez, mais relevante.

Doutrinação

José Padilha

Quando as pessoas não conseguem ser doutrinadas, elas enlouquecem. Essa ideia de tirar o senso crítico e desumanizar a tropa está embutida na ideia do Robocop.

Humano e máquina

José Padilha

O que o Paul Verhoeven (diretor do filme original, de 1987) fez foi mostrar que a melhor maneira de desumanizar um policial é tirar o ser humano e colocar uma máquina. A desumanização fica completa e perfeita. Quando se automatiza, as portas ficam abertas para uma corporação ou governo fazer o que quiser, sem crítica do soldado ou do policial.

Soldados e robôs

José Padilha

Os Estados Unidos saíram do Vietnã e do Iraque porque soldados estavam morrendo. Se houver robôs em vez de soldados, o que acontece? Essas guerras teriam acabado? Essa é uma questão séria.

 

Máquinas

José Padilha

Na medida em que a tecnologia vai evoluindo e as máquinas começam a fazer o que nós fazemos, essa questão teórica da filosofia começa a ficar concreta. Esse personagem, o Robocop, se presta a debater isso.

Design do RoboCop

José Padilha

Em vez de discutirem se os Estados Unidos devem usar drone ou não, se a política externa é fascista ou não, a maior parte das pessoas fica discutindo que esse RoboCop é preto e o outro era prateado.

RoboCop e tecnologia

José Padilha

No RoboCop que a gente fez, que se passa no futuro, a tecnologia necessária para produzir robôs capazes de substituir soldados na guerra ou policiais no combate ao crime já se desenvolveu a ponto de isso ser factível e os EUA, no filme, decidem que vão utilizar soldados robôs.

Polícia

José Padilha

Qualquer sociedade que passa de tribal para uma de estado, historicamente, desenvolve algum tipo de organização policial. É um fato. A polícia não é um detalhe de uma sociedade. Não existe sociedade moderna em que não exista polícia. Existe polícia nas sociedades comunistas e capitalistas.

Capitão Nascimento

José Padilha

O Capitão Nascimento diz, no Tropa de Elite 2, que a PM do Rio de Janeiro tem que acabar. Entre as pessoas que defendem o fim da polícia está o Capitão Nascimento, um ícone policial.

Fãs

José Padilha

Eu ignoro as expectativas dos fãs. Primeiro, porque não existe uma massa uniforme de fãs, cada um tem uma expectativa. Se eu fosse pensar, estava liquidado, que fã é esse?

Ideia do RoboCop

José Padilha

Fui chamado para uma reunião na MGM. Eles queriam que eu fizesse um filme sobre o Hercules. E na sala tinha um pôster do primeiro RoboCop. Aí, falei pros caras: “Hercules eu não quero fazer, mas esse aí, sim!”, e apontei pro cartaz.

Tropa de Elite 2

José Padilha

Eu acho que Tropa de Elite 2 é o que me falta para falar sobre segurança pública no Brasil, mais especificamente no Rio de Janeiro. Não estou esgotando o assunto, mas estou apenas completando o que eu quero dizer, que é muito menor que a complexidade da polícia no mundo real.

Ônibus 174

José Padilha

Em Ônibus 174, eu falo sobre como o Estado participa na formação da violência pelo lado dos criminosos, dos marginalizados, como os meninos de rua são maltratados, como a Febem não funciona e as cadeias estão lotadas.

Violência e Sexo

José Padilha

Não acho que a violência ou sexo em um filme sejam um valor em si. Não é porque ele é mais violento que será melhor. Isso é uma besteira. A quantidade de violência, sexo ou qualquer coisa que se mostre precisa ser coerente com a lógica interna do que será contado.

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