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Significado da bandeira LGBT

Você sabia que a bandeira LGBT carrega consigo toda uma história de luta por direitos iguais e reconhecimento de gênero e diversidade? Venha se inteirar sobre esse movimento e descubra mais sobre o significado e toda a história dessa bandeira que representa milhares de pessoas!

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Significado das cores

As cores da atual bandeira são: roxo, azul, verde, amarelo, laranja e vermelho. Mas a primeira versão tinha 8 cores.

Em diferentes épocas de sua história, a bandeira LGBT passou por releituras, porque era difícil encontrar panos de determinadas cores, até que tiraram de vez o rosa-choque e turquesa. Mas, se avistar alguma bandeira com esses tons, não se preocupe, não há erro quando se trata da bandeira LGBT.



Cada cor da bandeira tem um significado, que exprime a cultura, o movimento e os interesses da luta LGBT:

ROXO – o espírito, o desejo, a vontade e a força;

AZUL – a arte e o amor pelo artístico;

VERDE – o amor pela natureza e ela própria;

AMARELO – o sol, a luz e a claridade da vida.

LARANJA – a cura e o poder;

VERMELHO – o fogo e a vivacidade.



Cores antigas:

ROSA – o sexo e o prazer carnal;

TURQUESA – a harmonia e a pacificação.

Criação da bandeira

Com o crescimento da comunidade gay, nos anos 70, ficou claro que era necessária a criação de algo que simbolizasse a luta deles. Então, um dos maiores ativistas da causa LGBT e primeiro político homossexual dos Estados unidos, Harley Milk, em 1972, pagou mil dólares para que o artista plástico Gilbert Baker, criasse um símbolo que representasse essa luta em favor da diversidade. A ideia era desenvolver algo que pudesse substituir o triângulo rosa, feito pelos nazistas para identificar os homossexuais há décadas.

Quem foi Gilbert Baker

O criador nasceu em uma pequena cidade no Kansas, um estado bem conservador dos Estados Unidos. Gilbert Baker entrou para o exército aos 19 anos. Em 1970, foi enviado a São Francisco pelo serviço militar, cidade que via o fortalecimento do movimento feminista e a luta pelos direitos dos homossexuais.

Nesse período, sem dinheiro, Baker começou a costurar para se expressar. Para ele, a costura apareceu em sua vida por uma necessidade de se parecer com David Bowie e Mick Jagger.

Então, o jovem criativo foi contratado por Harley Milk, em 1977, para produzir a bandeira LGBT. Para Baker, o símbolo não poderia ser outra coisa a não ser uma bandeira. Pois, "bandeiras são sobre poder. Elas dizem alguma coisa. Você coloca uma bandeira de arco-íris no para-brisa e está dizendo alguma coisa”, dizia Baker.

Outras versões

Além da tradicional versão com as seis barras coloridas, a bandeira LGBT já teve outras cores. A princípio, o símbolo criado por Gilbert Baker em 1978 contava com rosa e azul turquesa, que representavam, respectivamente, sexualidade e arte. No entanto as cores foram excluídas em 1979. Além dessa mudança, o índigo deu lugar ao azul-escuro, deixando-a em sua paleta mais conhecida: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul-escuro e violeta.



Outra versão da bandeira incluiu o preto em homenagem aos homossexuais mortos pela AIDS. Também é possível encontrá-la misturada a cores ou a símbolos nacionais e regionais, como forma de representar a população LGBT de um determinado país ou região.



Da bandeira LGBT tradicional derivaram outras, com diferentes cores, a fim de simbolizar as diversas culturas que convivem dentro da sigla. Um exemplo disso é a Bandeira Internacional da Comunidade Ursina, que representa uma das subculturas da comunidade gay. Em vez de utilizar os tons vibrantes do arco-íris, ela é constituída por uma paleta de cores em tom castanho.

Inspiração

A primeira bandeira LGBT foi produzida por uma equipe de artistas liderada por Gilbert Baker. O trabalho, que trazia originalmente oito cores, teve como ponto de partida a Bandeira da Raça Humana, um símbolo bastante popular entre os hippies no final dos anos 1960. Utilizado em passeatas e protestos pela paz, esse símbolo é formado pelas cores vermelha, branca, marrom, amarela e negra, em colunas muito semelhantes à bandeira LGBT.



Outra fonte de inspiração, conforme explicou Baker em entrevista, foi a própria bandeira dos Estados Unidos: “Eu pensei na bandeira dos EUA com suas treze faixas e treze estrelas, as colônias vencendo a Inglaterra e formando os Estados Unidos. Pensei no vermelho, branco e azul verticais da Revolução Francesa e em como as duas bandeiras começaram de uma revolta, uma rebelião, uma revolução – e pensei que a nação gay deveria ter também uma bandeira para proclamar sua ideia de poder.”

 

Símbolo popular

A bandeira LGBT foi exibida pela primeira vez na Parada do Dia da Liberdade Gay de São Francisco, no dia 25 de junho de 1978, meses antes do assassinato de Milk em novembro do mesmo ano.

Depois da estreia, a bandeira LGBT passou a ser vista em outros eventos. Em 1994, Baker produziu uma bandeira de 1,6 km para o 25º aniversário dos Stonewall Riots, que foi transportada por 5 mil pessoas e estendida no prédio da ONU. Na época, ganhou o recorde de maior bandeira do mundo.

Baker se perguntou o que fazer com algo tão grande. Então, cortou e entregou para as pessoas. A ideia era popularizar o símbolo da luta LGBT e cada pessoa levar um pedaço da bandeira para outros países e estados, para que a bandeira LGBT se espalhasse pelo mundo.

Aos depois, Baker bateu seu recorde ao criar outra bandeira, agora de 2 km de extensão, que atravessava a cidade de Key West, na Florida, de lado a lado. Ela foi apresentada no aniversário de 25 anos da bandeira LGBT, em 2003.

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