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Eduardo Galeano

Conheça um pouco mais do escritor Eduardo Galeano, que teve ao longo de sua carreira mais de quarenta livros publicados e foi o primeiro a receber o título de Cidadão Ilustre do Mercosul.

03/09/1940 13/04/2015
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Do mesmo modo

Eduardo Galeano

A chuva que irriga os centros de poder imperialista afogas os vastos subúrbios do sistema. Do mesmo modo, e simetricamente, o bem-estar de nossas classes dominantes – dominantes para dentro, dominadas para fora – é a maldição de nossas multidões, condenadas a uma vida de bestas de carga.

Nossa derrota

Eduardo Galeano

Nossa derrota esteve sempre implícita na vitória dos outros. Nossa riqueza sempre gerou nossa pobreza por nutrir a prosperidade alheia: os impérios e seus beleguins nativos.

Essa última luz

Eduardo Galeano

A televisão, essa última luz que te salva da solidão e da noite, é a realidade. Porque a vida é um espetáculo: para os que se comportem bem, o sistema promete uma boa poltrona.

 

Plena cultura

Eduardo Galeano

Vivemos em plena cultura da aparência: o contrato de casamento importa mais que o amor, o funeral mais que o morto, as roupas mais do que o corpo e a missa mais do que Deus.

Solidariedade é horizontal

Eduardo Galeano

Eu não acredito em caridade. Eu acredito em solidariedade. Caridade é tão vertical: vai de cima para baixo. Solidariedade é horizontal: respeita a outra pessoa e aprende com o outro. A maioria de nós tem muito o que aprender com as outras pessoas.

Para que serve a utopia?

Eduardo Galeano

A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.

Carne e osso

Eduardo Galeano

O que são as pessoas de carne e osso? Para os mais notórios economistas, números. Para os mais poderosos banqueiros, devedores. Para os mais influentes tecnocratas, incômodos. E para os mais exitosos políticos, votos.

A noite

Eduardo Galeano

Não consigo dormir. Tenho um homem atravessado entre minhas pálpebras. Se pudesse, diria a ele que fosse embora? Mas tenho um homem atravessado na garganta.

Manicômio global

Eduardo Galeano

No manicômio global, entre um senhor que julga ser Maomé e outro que acredita ser Buffalo Bill, entre o terrorismo dos atentados e o terrorismo da guerra, a violência está nos arruinando.

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